Munícipe revoltada com comportamento da autarquia oliveirense, volta a aparecer em reunião pública do executivo camarário mas com documentos. Mário Alves, teve que admitir que algo de errado se passa e prometeu ir à procura de um projecto que terá desaparecido.

“Não consigo conceber que num organismo destes (CMOH) desapareçam projectos”

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) garantiu em reunião pública do executivo de que iria voltar a pedir aos serviços para localizarem o projecto que Américo Simões entregou na autarquia na década de 90 porque como referiu: “não consigo conceber que num organismo destes desapareçam projectos”.

Imagem vazia padrãoNum diálogo mais pacífico entre Fátima Simões – pediu desculpas pelos excessos cometidos na última reunião – e Mário Alves – também lamentou o sucedido –, a esposa de Américo Simões entregou aos elementos do executivo a cópia dos documentos que comprovam a entrada do dito projecto para a construção de arrumos em terreno que foi expropriado ao casal, causando assim alguma surpresa, pelo facto de na última reunião o autarca ter negado a entrada do projecto nos serviços da autarquia. Fátima Simões – que também se fez acompanhar de uma cópia do projecto – quer agora saber onde pára o projecto que – como continua a asseverar – foi mandado elaborar por sugestão do agora presidente da Câmara, quando era presidente Carlos Portugal. A munícipe continua a falar de “uma conversa mantida a quatro”, mas que o autarca faz questão de negar, com a justificação de que “não lhe poderiam mandar fazer um projecto para um terreno que não é seu”. Fátima Simões garante não “estar a inventar nada” e que “não vale a pena estarem a deitar areia” para os olhos um do outro, chegando a considerar que Mário Alves está preocupado em manter limpa a sua imagem. Acusação que o autarca não aceitou, deixando bem claro que está na câmara “para defender o interesse público”.

Sem lugar a grandes afrontamentos, Mário Alves explicou à munícipe que “houve boa vontade” da sua parte aquando da delimitação do terreno, porque se fosse feita como a lei prevê, seria necessário destruir parte dos arrumos localizados próximo da habitação. Acrescentou que a venda dos pretendidos dois metros de terreno só seria possível através de hasta pública ou via permuta. Quanto ao estado em que se encontra o muro – Fátima Simões queixa-se do mau acabamento e do facto de não terem sido usadas as pedras de granito lá existentes – Mário Alves explicou que só não foi feito melhor, por causa da confusão que se gerou no local. De forma serena, o autarca até criticou a forma como na altura, o então Fundo de Fomento à Habitação, desencadeou o processo de expropriação, sem que tivesse falado devidamente com os proprietários dos terrenos. “Acho que a expropriação foi feita de má forma”, referiu.

Embora com a garantia de que a Câmara vai averiguar onde se encontra o projecto, Fátima Simões ameaçou a autarquia com uma queixa na Inspecção-Geral de Administração do Território (IGAT), caso o projecto não apareça.

 “A Câmara sempre responde à IGAT sobre os pedidos de informação que são feitos”, garantiu Mário Alves, impossibilitando de seguida o vereador socialista José Francisco Rolo de se pronunciar sobre o caso em análise, no momento reservado à intervenção do público.

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