“Não dou por encerrado o processo da Bonibrinca”

A decisão de encerramento definitivo da Bonibrinca e respetiva venda de património foi decidida no final de junho em Assembleia de Credores, mas José Carlos Alexandrino está confiante na sua reconversão.

“Há pessoas interessadas e tenho conhecimento da existência de uma carteira de encomendas que pode relançar a Bonibrinca”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, em entrevista ao correiodabeiraserra.com, onde se recusou a dar o processo da Bonibrinca por encerrado.

Ainda que se tenha reservado ao silêncio relativamente ao nome do futuro administrador da empresa – até à data, era a única que em Portugal se dedicava ao fabrico de peluches, ao mesmo tempo que também produzia fatos de carnaval e artigos de puericultura – Alexandrino chegou a comparar o processo com o da extinta HBC que, apesar de ter entrado em insolvência, retomou laboração com outro nome, novo administrador e com aposta forte na modernidade.

“Neste momento, procuro soluções para a empresa”, assegurou o autarca que se recusa a sair derrotado do processo de criação de emprego em Oliveira do Hospital. “Só é derrotado quem não luta e hoje, o município de Oliveira do Hospital luta por aquilo em que acredita, porque acha que os postos de trabalho são fundamentais para o desenvolvimento do concelho”, vincou.

Neste processo, José Carlos Alexandrino confessou ao correiodabeiraserra.com que uma das situações que já lhe deu mais gozo na qualidade de presidente da Câmara foi receber uma chamada telefónica de uma ex-funcionária da HBC, admitida na Azuribérica, a manifestar-lhe o seu apreço pelo facto de ter contribuído para a reconversão da empresa localizada na Zona Industrial de Oliveira do Hospital.

A este diário digital, Alexandrino não deixou ainda de valorizar o gesto tido pelos ex-trabalhadores da HBC que, no passado sábado, realizaram um jantar de homenagem à sua pessoa, à presidente do Sindicato dos Têxteis do Centro, Fátima Carvalho e ao administrador, Francisco Batista. “Percebi a importância vital do emprego em Oliveira do Hospital”, confidenciou o autarca.

Numa altura em que estuda a “fixação de três ou quatro negócios em Oliveira do Hospital”, Alexandrino acredita igualmente na reconversão da extinta Fabriconfex, numa aposta moderna no setor têxtil. “Surgiram algumas propostas e estamos à espera que se concretizem”, desvendou.

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