“Não há lógica que o IC6 chegue a Tábua e fique no meio de uma mata”

 

Porque considera que “não há lógica que o IC6 chegue a Tábua e fique no meio de uma mata”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital voltou hoje a manifestar-se contra “alguns comentadores políticos” que pensam que a concessão da Serra da Estrela são auto-estradas e, a explicar que o que os autarcas da região pretendem “são estradas que sejam dignas desse nome”.

“Já há 20 anos era tarde”, reforçou Alexandrino por ocasião da sessão realizada, esta manhã, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, participada pelo secretário de Estado das Florestas, Rui Barreiro.

Numa espécie de recado dirigido ao governo, Alexandrino alertou para a necessidade de se fazer “justiça” para com uma região que usa estradas do “tempo da monarquia”.

Recordando que, ainda ontem, assistiu à abertura do troço do IC6 entre Catraia dos Poços e Arganil, o edil oliveirense não aceita que o IC não tenha continuidade e chegou a apelar à ajuda das outras forças políticas – “hoje desafiei o doutor Paulo Portas a tomar uma posição sobre isto”, contou – para a construção dos almejados itinerários.

“Sabemos que está a decorrer o estudo de impacte ambiental”, lembrou o presidente, decidido em não baixar os braços nesta luta que encetou com mais 24 autarcas da região. “Serei incómodo para quem quer que seja no governo, porque é uma questão de justiça”, avisou.

No final da visita que, esta manhã, realizou à Festa do Queijo Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade, o líder nacional do CDS-PP escusou-se a tecer grandes comentários sobre a decisão do governo de suspensão da construção daqueles itinerários.

“Vejam a injustiça de quem andou a prometer tanto, para agora não fazer nada”, referiu Paulo Portas, mostrando-se mais preocupado com os efeitos do Pacto de Estabilidade e Crescimento nas pensões mínimas.

Em causa está “uma frase muito tecnocrática” que Portas quer ver esclarecida por parte do governo e que diz: “manutenção do valor nominal das prestações sociais não contributivas”. É que na interpretação do presidente do CDS-PP está em causa uma questão de injustiça sobre os mais pobres.

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