“Não percebo como é que Oliveira do Hospital perde para Tábua a consulta de psiquiatria”

O presidente do Conselho de Administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz criticou, no sábado passado, a decisão de criação de consulta de psiquiatria em Tábua, em vez de Oliveira do Hospital que é um “cluster da saúde”.

Vindo de uma mesa redonda alusiva aos Cuidados Continuados de Saúde Mental realizada sexta-feira à tarde, e que contou com a presença da neuropsicóloga Maria João Crugeira, o presidente do CA da FAAD voltou no sábado passado a dar voz à sua insatisfação por Oliveira do Hospital não ter sido contemplada com a abertura de uma consulta de psiquiatra. “Não percebo como é que Oliveira do Hospital perde para Tábua a consulta de psiquiatria. Não se percebe”, afirmou Álvaro Herdade que, em face da escolha que foi feita, diz também não estranhar que aquela consulta “não funcione bem” em Tábua. “Pois não pode funcionar”, afirma aquela responsável, notando que Oliveira do Hospital é “que tinha condições ótimas para trabalhar a consulta de psiquiatria”. Em concreto, Herdade lembra que Oliveira tem “o maior número de psicólogos, de assistentes sociais e sociólogos” que os outros municípios “não têm”.

“Não nos podemos comparar a nenhum outro concelho do interior”, insistiu o presidente do CA da FAAD, considerando o próprio Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Pinhal Interior Norte “tem que se convencer de que Oliveira do Hospital é por excelência um cluster da saúde”. Pelo que, acrescenta, se o ACES “quer rentabilizar os meios que tem, tem que olhar para Oliveira do Hospital com olhos de ver e não tirar tudo de cá”.

A preocupação de Herdade vai de encontro com a insatisfação que na véspera já tinha sido manifestada pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “Na altura houve um empenhamento muito grande da nossa parte para que este serviço ficasse localizado em Oliveira e estranhámos a decisão de ir para Tábua, que ao que parece, não tem atingido os objetivos”, afirmou José Francisco Rolo na abertura da Mesa Redonda, destacando a necessidade daquela consulta em Oliveira do Hospital, preocupado que está com os casos associados a saúde mental que, em 2013 correspondiam a 8 por cento das situações acompanhadas pelo gabinete de ação social municipal.

“Não podemos ser insensíveis a estes dados, temos de criar respostas para eles” considerou, mostrando-se igualmente preocupado com os casos identificados ao nível da atução da CPCJ de que é também responsável.

A propósito de Saúde Mental, importa sublinhar que em 2013 registaram-se mais de 60 tentativas de suicídio e mais de mil utentes com depressão, no concelho de Oliveira do Hospital.

LEIA TAMBÉM

Denuncia do grupo do empresário Fernando Tavares Pereira coloca IMT sob investigação do DIAP

Duas empresas do grupo Tavfer, do empresário Fernando Tavares Pereira, a CIMA – Centro de …

Universidade de Coimbra aposta na folha de mirtilo para tratamento da Esclerosa Múltipla

Um projecto de investigação da Universidade de Coimbra aposta no potencial terapêutico da folha de …