“Não posso compactuar com gente que prejudica o meu concelho” (Com Vídeo)

… no processo de constituição de um único mega agrupamento no concelho.

Depois de na última Assembleia Municipal ter acusado a Diretora Regional de Educação do Centro, Cristina Oliveira, de “simular uma negociação” quando afinal a decisão já estava tomada, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital disse esta manhã ter sido “enganado” por Cristina Oliveira no processo que resultou na constituição de um único mega agrupamento no concelho de Oliveira do Hospital.

José Carlos Alexandrino referiu em concreto o momento em que a proposta defendida pela autarquia de criação de três agrupamentos no concelho não foi aceite pela DREC e o executivo “perante uma irredutibilidade brutal” partiu, numa “tentativa desesperada”, para a proposta de dois agrupamentos .

“Prometeram que sim, mas as pessoas enganaram-me porque fizeram a proposta de um único mega agrupamento”, revelou José Carlos Alexandrino, lamentando que para alguns “o que contam são os números”.

Uma postura com que o presidente da Câmara garante não compactuar porque “enquanto for presidente a minha bandeira será o meu concelho” . “Não posso compactuar com gente que prejudica o meu concelho”, informou José Carlos Alexandrino que, numa altura em que é recandidato assumido à presidência da autarquia oliveirense, se revelou crítico em relação à candidatura da ex diretora da DREC à Câmara municipal. “Essas pessoas que não têm vergonha , vêm apresentar-se como candidatas em Oliveira do Hospital”, observou.

Alexandrino falava assim no arranque do encontro de pessoal não docente, alusivo ao tema do “Papel dos Assistentes Operacionais nas Escolas”, que hoje decorre na Casa da Cultura César Oliveira no âmbito do Projeto Educativo Local que está a ser desenvolvido pela equipa de António Rochette.

“Encomendámos um estudo que tivesse base e verdade para apresentar uma proposta ao Ministério a Educação”, explicou José Carlos Alexandrino, contando que tal decisão decorreu da sensibilidade do executivo que dirige para a necessidade de “reorganização” da rede escolar, porque “há coisas que têm que se modificar”.

Um estudo que apontou para uma reorganização assente na redução de cinco estruturas de ensino para três, mas que não convenceu os responsáveis da DREC e Ministério da Educação, para quem “não interessam os alunos, os professores, os auxiliares de ação educativa e a qualidade educativa”.

“Isto é uma vergonha para o país”, registou o presidente oliveirense, notando ser também aquela a técnica usada pelo governo para resolver os restantes problemas do país. Um modo de atuação com que Alexandrino não concorda, porque “as pessoas não são números, têm nome, têm expectativas, contraíram empréstimos e não podem ficar sem rendimentos”.

“…parece que os funcionários públicos são criminosos”

A preocupar o presidente da Câmara Municipal está sobretudo a situação de aflição porque passam os funcionários públicos. A falar para dezenas de assistentes operacionais, Alexandrino confessou-se preocupado com o que o futuro lhes reserva numa altura em que o Estado dá como certos despedimentos na função pública. “Hoje quando ouvimos notícias parece que os funcionários públicos são criminosos”, comentou o autarca que desaprova a atuação do governo, por entender que “o Estado deveria dar o exemplo de não desempregar os trabalhadores”.

Uma postura que, garante, tem sido seguida pelo município a que preside que, sem ir contra a lei, tem tentado “encontrar soluções para segurar os trabalhadores”. “Oliveira do Hospital é exemplo a lançar projetos de empregabilidade”, referiu, orgulhando-se de estar a trabalhar em dois novos programas de estímulo ao emprego, em parceria com algumas empresas do concelho.

LEIA TAMBÉM

Jovens cientistas da EPTOLIVA de Tábua desenvolvem Compósito Antisséptico e conquistam segundo lugar na XI Mostra Nacional de Ciência

Jovens estudantes da Eptoliva, na Tábua, no distrito de Coimbra, desenvolveram uma solução desinfectante a …

A escola ou a escolinha (?). Autor: António Ferro.

Durante várias décadas, fui assistindo às mudanças (algumas drásticas e escusadas) no sistema de ensino …