Momentos antes de se ter manifestado incomodado com a gravação de vídeo feita ainda no período antes da Ordem do Dia da reunião pública do executivo, realizada ontem, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital tinha sido informado pelos vereadores socialistas da recepção dos pareceres emitidos pela Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCS) relativas às duas queixas apresentadas pelo Correio da Beira Serra.

“Nem mais uma palavra o senhor me ouvirá sobre esta matéria”

Imagem vazia padrãoPor estarem em causa matérias anteriormente analisadas em sede de executivo – o facto de ao jornal ser vedada a publicidade camarária e o episódio de a jornalista estagiária do CBS ter sido impedida de gravar uma reunião pública – a direcção do jornal fez chegar aos vereadores socialistas uma cópia dos dois pareceres emitidos pela ERCS.

Apenas Maria José Freixinho e José Francisco Rolo teceram considerações sobre os referidos pareceres e Ribeiro de Almeida remeteu para a próxima reunião uma posição sobre o assunto.

“Fiquei tranquila ao ler estes dois documentos. Acolho as considerações com a atenção que me é habitual e espero que de futuro as coisas corram melhor”, referiu a eleita socialista, notando contudo que “os excessos poderão ter sido de ambas as partes”, pelo que espera que se “possam retirar algumas regras para comportamentos futuros quer para os jornalistas, quer para os elementos desta câmara”.

José Francisco Rolo rejeitou o facto de também ele, enquanto vereador, surgir no parecer da ERCS como um dos envolvidos no episódio ocorrido entre o presidente da Câmara e a jornalista estagiária. “São aqui imputadas uma série de responsabilidades ao executivo que eu rejeito, porque se houve conflito foi entre a jornalista e o presidente da câmara e não executivo enquanto órgão colegial”. Em matéria de publicidade, Rolo suegriu ao presidente da Câmara para que haja "tratamento igual" na distribuição de publicidade e de informação autárquica pelos diferentes órgãos de comunicação social.

O vereador propôs ainda que as reuniões públicas se passem a realizar no Salão Nobre da câmara de forma a “evitar este tipo de situações”. Na opinião de Rolo, naquele espaço estão reunidas condições para que o executivo e jornalistas desenvolvam melhor o seu trabalhado, proporcionando ao mesmo tempo a participação do público.

O assunto não mereceu qualquer consideração por parte do presidente da Câmara que dirigindo-se ao vereador socialista referiu: “nada mais digo sobre isso. Nem mais uma palavra o senhor me ouvirá sobre esta matéria”.

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