“Nenhum de nós perdeu o entusiasmo que nos galvanizou em 2009”

 

No que respeita a um futuro, cada vez mais próximo, – as autárquicas de 2013 – o socialista avisa que o PS não perdeu o “entusiasmo” que tomou conta das eleições em 2009, esperando para isso voltar a contar com José Carlos Alexandrino e António Lopes. O nome do independente Paulo Rocha não está posto de lado.

Correio da Beira Serra – Prepara-se para mais um mandato à frente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista. É o quarto… o que o leva à recandidatura?
José Francisco Rolo
– Neste momento preparo-me, humildemente, para ser candidato na expectativa de merecer a confiança dos militantes do concelho que, desde 2006, têm acreditado nas minhas capacidades de liderança e no meu método de trabalho. Sabem que sou pessoa de cabeça aberta, com capacidade de diálogo e concertação e que sei acolher a diversidade e pluralidade de opiniões, sei fazer as sínteses das decisões políticas e do trabalho que temos pela frente. Dou-lhes essa garantia. Acho que tenho demonstrado capacidade de juntar diferentes pessoas, de diferentes gerações, com diferentes percursos de vida e diferentes formas de interpretar o PS. É isso que faz a riqueza do PS de Oliveira do Hospital, a que se soma outro pilar, que é a capacidade que o PS tem de se abrir aos setores e cidadãos independentes e de fazer verter contributos, energia e capacidades para propostas políticas, a favor do concelho. Resultante destas capacidades e do jeito para juntar diferentes gerações, diria que os militantes têm, desde 2006, confiado numa equipa de trabalho que eu lidero.

CBS – Pela sua mão na presidência do PS, o partido conseguiu quebrar o reinado de Mário Alves e passar de oposição a poder. Acha que o PS tem conseguido estar à altura das responsabilidades?
JFR
– Sim. O PS tem demonstrado grande maturidade política e sentido de responsabilidade. O PS teve humildade de olhar para os resultados eleitorais de 2009 que nos deram a vitória na Câmara, Assembleia Municipal e seis freguesias e a não embandeirar em arco. Continuámos a fazer o trabalho de sempre, um trabalho sério, de envolvimento dos militantes, de debate e de defesa dos grandes interesses estratégicos do concelho. Tivemos também a capacidade de continuar a dialogar e a chamar cidadãos independentes. Uma coisa que o partido fez bem desde 2009 foi manter o entusiasmo das autárquicas de 2009 e de reforçar a união e sentido de responsabilidade.

Ainda o governo era PS e estivemos na linha da frente da reivindicação da conclusão do IC6 e arranque do IC7. Foi o PS que pela primeira vez disse, pela minha voz, que o IC6 não poderia ficar parado no meio de um pinhal. O PS esteve sempre com o anterior e atual governo na defesa do ensino superior no concelho e da escola pública, recentemente defendendo o Centro Novas Oportunidades. O PS demonstrou também grande maturidade, quando foi chamado a pronunciar-se sobre a integração do vereador Paulo Rocha. Esta Comissão Política votou-a por unanimidade e fez consulta a militantes, pessoas com voz e opinião e, revelou maturidade e grande sentido de responsabilidade, ao perceber que o que estava em causa eram os superiores interesses do concelho e a governabilidade que tinha que existir na Câmara Municipal. O PS demonstrou grande solidariedade para com o presidente da Câmara, o professor José Carlos Alexandrino.

CBS –Tendo em conta o clima que existia no anterior mandato, alguma vez pensou que o PS viesse a passar por uma situação como esta?
JFR –
O mandato de 2005 a 2009 foi muito disputado, onde eu, na oposição, tive posições de grande combate, porque não concordava com opções do executivo liderado pelo professor Mário Alves. Esse passado não posso apagar. Houve divergências, diferenças de opinião e ainda hoje são patentes nas reuniões da Câmara Municipal. Há diferenças políticas e de posicionamento que me separam de Mário Alves e claramente de José Carlos Mendes. Ainda assim, o vereador Paulo Rocha foi integrado na maioria relativa da Câmara, num pelouro que o presidente da Câmara partilhou com ele, o de Administração e Finanças. A integração do vereador é um processo evolutivo e de responsabilidade, em que cada um de nós optou por colocar os interesses do concelho acima das divergências políticas e particularmente partidárias que tivemos. Neste momento o vereador Paulo Rocha está a fazer um trabalho muito útil e produtivo com o presidente da Câmara.

“Neste momento não há nenhuma razão para garantir a continuidade de Paulo Rocha, nem a exclusão”

CBS – Como é que são as relações com o novo elemento do executivo?
JFR –
São relações de cordialidade resultantes do acolhimento que lhe foi feito na equipa socialista na Câmara Municipal e daquilo que foi aprovação por unanimidade da sua integração pela Comissão Política Concelhia. Existe um passado, divergências e houve combatividade e oposição frontal. Em 11 de outubro de 2009, os oliveirenses fizeram a sua avaliação, ditaram como partido mais votado, o PS. Depois disso iniciou-se outro processo e também devo reconhecer que houve uma aproximação do vereador Paulo Rocha à forma de gestão autárquica do PS e de José Carlos Alexandrino. Não houve aqui processo de fratura, mas sim de aproximação. O vereador Paulo Rocha anda todo contente a fazer o seu trabalho no domínio da Administração e Finanças, cumprindo com aquilo que são as suas obrigações técnicas e, também, sendo co-responsável pelas posições políticas que são discutidas e apresentadas. Há uma sintonia séria sobre o lastro do sentido de grande responsabilidade de que estamos a servir bem todos os oliveirenses e instituições do concelho.

CBS– A abertura do PS a setores independentes é um dado adquirido para si. Admite que Paulo Rocha, agora independente, venha a fazer parte do projeto socialista às próximas eleições autárquicas? Ou exclui essa possibilidade em definitivo?
JFR –
O vereador Paulo Rocha foi integrado a tempo inteiro para o presente mandato. Não há nenhum acordo para o futuro. Neste momento fazer qualquer especulação sobre o processo eleitoral de 2013, não abona nada em favor de processo que se quer calmo e tranquilo. A próxima CPC é que irá aprovar quem são os candidatos à Câmara, Assembleia e assembleias de Freguesia. É meu propósito renovar convite ao professor José Carlos Alexandrino e ao senhor António Lopes para candidatos à Câmara e à Assembleia. Atempadamente prepararemos as listas. O espírito vai ser de abertura e não de fechamento, exclusão ou fratura. Neste momento não há nenhuma razão para garantir a continuidade de Paulo Rocha, nem a exclusão. Até porque, o vereador está a trabalhar no executivo há cerca de cinco meses e também ele terá que fazer uma auto reflexão relativamente ao sentimento de pertença a este projeto político. Terá que fazer auto avaliação sobre o seu desempenho. Acima de tudo não devemos entrar em processos especulativos que só servirão para desestabilizar a governação estável e responsável que é coordenada pelo professor José Carlos Alexandrino.

CBS– O PS vai poder contar com José Carlos Alexandrino e António Lopes? Já foi manifestada disponibilidade nesse sentido?
JFR –
Temos conversado sobre futuro. O PS tem também os seus timings para aprovar os seus candidatos e naturalmente que o professor José Carlos Alexandrino e o senhor António Lopes também terão o seu período de reflexão, para tomar decisões. Acredito como presidente do PS e como autarca, que ambos, pelas suas capacidades, sentido de missão e generosidade à causa pública, têm fôlego e capacidade para dar muito mais ao concelho. Nenhum de nós perdeu o entusiasmo que nos galvanizou em 2009. Com base nessa alegria em fazer política e servir o concelho, acredito que ambos ainda terão muito para dar ao concelho de Oliveira do Hospital.

“Há motivos para os oliveirenses confiarem na gestão autárquica do professor José Carlos Alexandrino”

CBS– Como avalia o trabalho do executivo municipal, em particular do líder José Carlos Alexandrino? O que é que mudou?
JFR –
Hoje é unânime e por todos reconhecido que se respira clima de democracia, tolerância e debate franco sem reservas no concelho. Este foi o grande ganho autárquico de 2009. Hoje a Câmara, sem dúvida, funciona num regime de porta aberta. Hoje, a Câmara é a casa do povo oliveirense, há uma abertura ao diálogo com cidadãos, instituições e partidos. Não há orçamento municipal que não seja aprovado sem consulta a todos os partidos com ou sem assento na Assembleia Municipal. Apostou-se em projetar o nome e a imagem do sucesso de Oliveira do Hospital. A Festa do Queijo Serra da Estrela projeta Oliveira do Hospital no todo nacional. Hoje, o concelho tem identidade, visibilidade e reconhecimento exterior. Fruto da energia e simpatia e generosa entrega do presidente da Câmara, Oliveira do Hospital é conhecida nas secretarias de Estado, ministérios e organismos públicos, porque o presidente da Câmara, o vice- presidente e a vereadora vão às secretarias de Estado e ministérios reivindicar projetos para Oliveira do Hospital. Se há coisa que o presidente nunca fez foi ter-se cansado, ou perdido a garra para ir a Lisboa, uma, duas, três vezes por semana para reivindicar projetos.

Outra marca deste executivo é a capacidade do presidente dialogar com empresários e investidores. Se por um lado conseguiu desbloquear a situação do alargamento da Zona industrial, com 11 novos lotes, também teve o engenho e arte de dialogar e convencer empresários a investir em Oliveira do Hospital. Já há certezas. A reabertura da ex HBC, hoje Azuribrica, deve-se à capacidade financeira e risco do empresário Francisco Batista, mas também à capacidade e entusiasmo do presidente da Câmara de o convencer a investir e reabrir a empresa, que muitos já davam como morta, e a avançar com 90 postos de trabalho, que hoje representam 120 novos postos de trabalho.

Também reconheço que este executivo tem clara sensibilidade social. Percebemos as dificuldades económicas e se há marca distintiva deste executivo é capacidade para ajudar as pessoas. Não fazemos da expressão “a prioridade são as pessoas” letra morta. A criação do banco de recursos, a implementação dos Ativos Sociais, o trabalho que o Gabinete de Inserção profissional tem feito no apoio a desempregados, o trabalho da plataforma de atendimento e acompanhamento social integrado, é demonstração da sensibilidade social do executivo que, também renovou e diversificou oferta cultural do concelho.

Na base do trabalho de fazer diferente, a Câmara mantém o registo de grande responsabilidade, rigor e contenção nos gastos e gestão da autarquia. A Câmara continua a pagar entre 15 e 30 dias. Ainda há dias, Ribau Esteves, Vice-presidente da ANMP se referia a Oliveira do Hospital como sendo uma das câmaras com melhor desempenho económico-financeiro a nível nacional. Conseguimos este registo apesar de esta Câmara desde o início ter perdido um milhão e 500 mil Euros de receitas, com sucessivos cortes nas transferência de Orçamento de Estado e de, ainda recentemente, o ministério das Finanças retirar às Câmaras cinco por cento das suas receitas de IMI. Apetece concluir que há motivos para os oliveirenses confiarem na gestão autárquica do professor José Carlos Alexandrino.

CBS- Oliveira do Hospital não escapa ao flagelo do desemprego. Não tem sido fácil ao executivo municipal contrariar este facto. Em plena crise, com que espírito parte para uma nova luta eleitoral autárquica? Quais os argumentos?
JFR
– Há 926 desempregados em Oliveira do Hospital. Em janeiro havia 1009, felizmente foi possível criar postos de trabalho para permitir inversão. Há tendência de redução do desemprego em Oliveira do Hospital e isso deve-se a duas razões: a capacidade de resistência dos empresários e da Câmara Municipal em desenvolver programas para acolher desempregados. Mas o PSD é que tem que responder aos números do desemprego. Em março de 2011, o país estava com 14,3 por cento de desemprego. Em março de 2012 está com 15,3 por cento. Ultrapassou-se a barreira psicológica dos 15 por cento, coisa nunca antes vista em Portugal.

Esta questão deve ser colocada ao PSD. Valerá a pena os oliveirenses confiarem nas políticas de austeridade, recessão e desemprego que estão a ser desenvolvidas por este governo? Estamos a falar de um país com mais de 843 mil desempregados e quase 40 mil jovens desempregados, a grande parte licenciados. Por vezes, parece que o govero está a querer dizer que Portugal não tem futuro. Quando até convida jovens a emigrar, quando asfixia as empresas e famílias com impostos, quando dispara o número de falências nas empresas, quando não aparecem linhas de crédito às empresas, quando se fecham serviços no interior e quando se asfixia de uma forma brutal o comércio, designadamente a restauração que leva à ida de centenas de pessoas para o desemprego… Ainda assim, o PS continua a acreditar que Oliveira do Hospital tem futuro.

Possivelmente, a Câmara não terá capacidade para resolver todos os problemas de desemprego, mas ainda assim queremos dar um sinal e ajudar o setor privado. Através deste projeto, o Ativos Socais, acreditamos que podemos minorar os números de desemprego. A Câmara trabalha afincadamente para que nos novos 11 lotes se concretizem investimentos que criem postos de trabalho. Também sublinho o papel regenerador que a BLC3 pode ter ao nível da criação de emprego qualificado e de um novo modelo de desenvolvimento evitando que as gentes do nosso concelho tenham que emigrar.

Contudo, da parte do governo tem que haver decisão de desbloquear o QREN. O governo afirma que não tem dinheiro do Orçamento de Estado. O único canal que neste momento tem dinheiro para injetar na economia é o QREN. O governo tem que acabar com indefinições relativas ao QREN e injetar o dinheiro na economia. O bloqueio do QREN está a a afundar a economia. Por alguma razão estamos em recessão económica e temos estes níveis de desemprego.

CBS- Extinção de freguesias é o tema quente do momento e pode até ser uma das matérias mais sensíveis para o atual executivo. Como perspetiva este desfecho?
JFR –
O PS foi o primeiro a manifestar-se contra a extinção das freguesias. Em Outubro passado fez-se o fórum “freguesias com futuro”, em Alvôco de Várzeas, para o qual o PS convidou todos os autarcas. Há uma posição de princípio do PS nacional, distrital e concelhio de recusar a extinção de freguesias em meio rural. Em territórios de baixa densidade, que já não têm serviços públicos e têm populações envelhecidas não faz sentido abandonar as populações à sua sorte, entregando-as a uma suposta solução de agregação que as populações não querem e que os autarcas vêm com desconfiança. Este processo só serve para pôr pessoas contra pessoas, não resolvendo problemas financeiros do país, nem melhorando a prestação de serviços às populações. Ficaremos certamente piores no concelho com a extinção e agregação de freguesias. O que se vai perder é muito mais do que o que se vai ganhar.

É possível resolver o caso de Nogueira do Cravo por via técnica junto do INE. A Câmara Municipal e a equipa do PDM estão a trabalhar no processo e naturalmente que Nogueira do Cravo se vai manter como segunda maior freguesia. Agora não nos podem pedir para dar freguesias em troca. Não faz sentido. Se a lei é má, deve ser rejeitada e posta da parte. Esta lei é uma leizinha para nos entreter e distrair das coisas realmente importantes. O PS e o executivo têm tido outra posição em relação às freguesias. Se o governo hostiliza e abre guerra às freguesias, o PS e o executivo têm feito o contrário. Na concelhia apoiamos totalmente a realização de protocolos de descentralização e de transferências. Outro aspeto importante é a discussão entre todos os autarcas para a distribuição dos apoios financeiros. Isto é uma lição de democracia e de valorização das Juntas de Freguesia.

CBS – O PS não vai recuar na sua posição de não pronúncia em sede de Assembleia Municipal?
JFR –
A Assembleia Municipal não é para brincar às posições. Toma decisões e fica vinculada a elas. É verdade que a Assembleia aprovou por larga maioria recusar a extinção. Há uma deliberação de fevereiro a rejeitar a extinção de qualquer freguesia. Em face disso, a primeira pergunta que ocorre é quem é que quer propor a revogação? O PS não. O senhor presidente da Assembleia, de forma séria, construtiva e sensível aos argumentos dos deputados pôs a possibilidade de se criar um grupo de trabalho, para discutir este processo. A CDU já disse que não alinha. O PS ainda não se pronunciou porque também temos que aguardar pela formação do grupo de trabalho. A única posição formal que existe é de estarmos contra a extinção. Para quem não gosta desta decisão, o que sugiro, é que propunha a revogação.

“Dois terços do IC6 foram feitos pelo PS, o que se pede é que o PSD faça o último terço”

CBS– A pouco mais de um ano para o terminus do presente mandato, os Ics que até chegaram a servir de slogan à campanha do PS, não sofreram mexidas. Acredita que ainda venham a ser realidade no presente mandato?
JFR –
O PS assumiu em 2009 que o IC6 é prioridade e diz o mesmo em 2012. Tenho certeza que os oliveirenses dizem em uníssono que o IC6 é uma necessidade e por isso uma prioridade. Mas a situação agora é outra. É que em 2009 e depois de o PS ganhar a Câmara, o presidente da autarquia e o PS fez tudo para que a obra se concretizasse. Tudo fizemos e continuaremos a fazer. A nossa voz não se vai calar enquanto o IC6 não sair do meio do pinhal. Mas foi o PSD que, como condição para se abster no Orçamento de Estado para 2011, propôs a criação de comissão para avaliação das grandes obras públicas. Depois, o PSD propôs a suspensão da concessão rodoviária do pinhal interior norte e da serra da estrela. O PSD é que agora deve dar respostas. Com isso entravou-se a conclusão da obra do IC6 e bloqueou-se o arranque do IC7, com o argumento de estarem contra a política da auto estrada cor de rosa. Aquilo em que nós acreditamos é que tal como disse o Ministro da Economia, em Viseu, a auto estrada Viseu – Coimbra é para avançar. Como estava consertado com o anterior ministério das obras públicas que o financiamento do IC6 e 7 seria integrado na obra daquela auto estrada, acho que há condições objetivas para a obra ser desenvolvida, até porque o país não pode parar.

O atual governo abdicou de 80 por cento de orçamento comunitário afeto ao TGV. A pergunta agora é: onde e que vão aplicar o dinheiro liberto do TGV e do novo aeroporto de Lisboa? O governo PSD-CDS, com base nos dinheiros libertos, tem obrigação de investir no interior e resolver o problema que está parado no meio do pinhal. Ninguém compreende que daqui por cinco anos a estrada ainda lá continue. Se dois terços do IC6 foram feitos pelo PS, o que se pede é que o PSD faça o último terço. Há dinheiro para isso, é uma questão de vontade e opção política.

CBS– O executivo de que faz parte há já algum tempo que é conotado como a Câmara que só faz festas e eventos. Oliveira do Hospital terá passado do 8 ao 80?
JFR-
Se houve investimento não foi em festas. Houve investimento na promoção do nome de Oliveira do Hospital na região e no todo nacional. Cada evento que acontece atrai a Oliveira do Hospital visitantes que cá fazem compras, utilizam o comércio e que cá deixam dinheiro. Se nada fosse feito seríamos acusados de deixar morrer a cidade e o concelho, como a Câmara faz iniciativas para dar vida e movimento, somos acusados de excesso de festas. O que estamos a fazer é a dinamizar o concelho.

É como outra crítica que anda por aí e que me deixa estupefacto… alguns setores acusam o executivo de não fazer obras na cidade. Na última reunião do executivo foi aprovada a terceira fase de requalificação da cidade, a Av Dr. Carlos Campos com nova imagem, com a construção da central de camionagem e requalificarão do mercado municipal, dando uma nova centralidade, apagando um ponto negro e criando uma zona de excelência junto ao Parque do Mandanelho. Estranho é que um vereador tenha votado contra aquela obra. Por um lado criticam-nos de não fazermos obras na cidade e eu lamento imenso que o vereador José Carlos Mendes, de forma isolada, tenha votado contra aquela obra.

Em 10 anos de experiência autárquica, foi a coisa mais espantosa que vi. Não se entende que aqueles que à boca pequena dizem que há falta de investimento na cidade, depois venham votar contra. Nunca vi um vereador votar contra uma obra fundamental para Oliveira do Hospital. Agora os oliveirense ficam a saber que há vereadores que votam contra obras que antes consideravam prioritárias. Os oliveirenses saberão avaliar do desnorte e da não conformidade destas posições políticas.

CBS– No lugar do poder, como olha para o papel da oposição?
JFR
– A oposição faz o seu papel. Quando estive na oposição, fui tão combativo quanto propositivo. Fazia críticas e propunha soluções. Hoje vejo oposição em posições distintas. Da parte do professor Mário Alves, temos oposição com propostas e que tenta colaborar com o executivo. E temos uma oposição evasiva do professor José Carlos Mendes e que é desconexa. Não compreendo o seu voto contra a obra de 3ª fase de requalificação da cidade. É um absurdo e não faz sentido. Vejo o executivo a lutar junto do governo e da parte dos vereadores independentes vejo algumas tentativas de defesa do governo, o que não se compreende. Os sete elementos foram eleitos para defender Oliveira do Hospital. No passado, afrontei muitas vezes o governo PS porque tinha compromisso com os oliveirenses. Não compreendo estas posições das oposições na Câmara Municipal.

Relativamente à construção do IC6, IC7 e ESTGOH, o município tem tido dois aliados na Assembleia da República, que são duas vozes que se têm ouvido, que são o Dr. Paulo Campos e o deputado Mário Ruivo. Nenhum deles deixa sair estas matérias da agenda. .É uma forma de estar na oposição reivindicando interesses do distrito e do concelho. Estranhamente, da parte dos deputados do PSD que, recentemente, vieram fazer visita de cortesia, não temos ouvido a voz deles na defesa destes projetos fundamentais para o concelho, distrito e interior do país. Tirando as visitas, os deputados pecam pela omissão na defesa dos interesses do distrito. O PSD levou de Oliveira do Hospital uma grande quantidade de votos e temos ouvido muito pouco a voz dos deputados na defesa dos dois projetos fundamentais. Os oliveirenses deverão meditar. A política não são apenas visitas de cortesia e simpatia. É preciso saber se aqueles a quem entregámos votos cumprem a sua missão. Paulo Campos e Mário Ruivo são duas vozes aliadas na defesa do concelho e do distrito.

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