“Nenhum membro desta Comissão Política se deve sentir envergonhado” do trabalho feito nos últimos dois anos

… para que agora o partido seja capaz de estruturar um projeto ganhador para as autárquicas de 2013. Sem afastar a possibilidade de ela própria fazer parte de uma lista candidata à Câmara Municipal, a ainda líder do PSD entende que a saída de Rocha não causou mossa no partido e que uma possível candidatura liderada por Mendes, deverá ter sempre em conta a conjuntura do momento.

Correio da Beira Serra – Com que sentimento é que se prepara para deixar a Comissão Política de Secção (CPS) do PSD?
Sandra Fidalgo –
Com o sentimento de dever cumprido. Embora o objetivo a que me propus não tenha sido totalmente conseguido, muito do trabalho desenvolvido ao longo dos dois anos foi muito do foro interno e, de certa forma, deu a possibilidade de agora as coisas estarem harmonizadas para se fazer um trabalho diferente daquele que eu tenho vindo a fazer até aqui. Avizinha-se a preparação das autárquicas e o trabalho terá que ser direcionado numa outra linha, um trabalho credível que vai levar o PSD a um patamar de sucesso. É a minha expectativa.

CBS – Quais considera terem sido os aspetos positivos do trabalho de união que realizou?
SF –
O diálogo com várias pessoas do partido, que estiveram em ambas as fações do litígio que ocorreu no último processo autárquico. Destaco isso como um aspeto muito positivo. Obviamente que não se conseguiu chegar à totalidade das pessoas, mas penso que está o caminho aberto para novos projetos e entendo isso como sendo o aspeto mais positivo.

CBS – Qual foi para si o pior momento do mandato que agora termina?
SF
– Foi não ter conseguido reter toda a divergência que existiu dentro das quatro paredes da CPS e que acabou por transitar para o exterior. Para mim foi o pior momento. O meu slogan tinha a ver com união, mas o que eu mais queria era a credibilização do partido, porque se passaram quatro anos de litígio, achincalhamento entre pessoas do mesmo partido, que levou a divisões e fraturas muito graves entre pessoas que eram da mesma cor partidária. Sempre achei que essas questões deveriam ser resolvidas a nível interno e não na praça pública. A partir do momento que isso passou a acontecer comigo, foi o pior momento.

CBS – Está-se a referir ao que aconteceu com o seu vice-presidente, Nuno Pereira que a acusou de traição e acabou por bater com a porta…
SF
– Sim. Divergências de opinião existem sempre em qualquer grupo e em democracia. Mas, sempre defendi que as divergências não deveriam chegar à praça pública. Sempre tentei dirigir o partido numa linha de coerência e crescimento e, defendi que não era a criar fraturas entre pessoas que pertenciam a mesma linha ideológica que iríamos conseguir esse caminho de pacificação.

CBS– Nuno Pereira sempre a pressionou no sentido de que fosse retirada a confiança política aos dois vereadores do PSD na Câmara Municipal. Mas, contudo, sempre resistiu…
SF –
Não foi uma questão de resistência, mas antes de coerência. Todos nós achámos que a acontecer tinha que ser de forma integrada e contextualizada, para que não caíssemos no descrédito. Considerando que o que se pretendia era o crescimento do partido no sentido de credibilização, estaríamos a seguir no caminho errado.

CBS– Acha que seguiu o caminho certo? Não se arrepende de não ter retirado a confiança política aos dois vereadores?
SF –
O que é que o partido ganharia? Penso que temos que pesar o momento presente. Se o partido pretendia crescer, em termos de reconhecimento público acho que não era esse o caminho.

CBS – Optou por essa via, mas o que é certo é que volvido mais de meio mandato autárquico o vereador do PSD na Câmara Municipal continua a não representar a Comissão Política…
SF-
Pois…Foram vários os contactos que, numa fase inicial, a CPS lhe dirigiu, quer ao nível de convite e participação, quer de preparação das Assembleias Municipais e de eventos, nomeadamente a festa das Caldas que realizámos de início. A CPS tem a sua consciência tranquila relativamente ao envolvimento de ambos os vereadores. Se não houve mais participação, foi porque não estiveram disponíveis. Continuo a achar que as pessoas se representam a si próprias, mas também uma estrutura partidária e têm as suas responsabilidades para com o partido pelo qual foram eleitos. Embora digam que não se reconheçam com a, b ou c, os estatutos são claros e há uma definição clara relativamente ao trabalho que devem desenvolver em nome do partido e, de facto, esse trabalho não está a ser feito por um vereador. Mas continuo a achar que partido não ganharia nada em retirar a confiança política, porque já à data não representavam o partido, nem cumpriam as suas obrigações. Achei que seria mais um achincalhamento do partido em praça pública.

CBS – Para além de não ter conseguido chamar aqueles vereadores à Comissão Política, o PSD acabou por perder um dos seus pesos pesados, o agora independente, Paulo Rocha…
SF
– Na verdade não perdemos o vereador, porque nunca o tivemos. Tem sido credibilizado muito este elemento e não coloco em causa o profissionalismo do senhor, no modo como faz o seu trabalho com competência e idoneidade. Não ponho em causa. A mim cabe-me ajuizar em termos políticos o seu desempenho. E não considero justificativa a razão que apresentou para se demitir das suas funções partidárias. Em nenhum momento se falou na expulsão e justificar a sua saída com expressões minhas, acho que é perfeita demagogia. Logo a seguir se confirmou o real motivo para a sua saída.

“O partido encontrará outras soluções que não a de inclusão de Paulo Rocha”

CBS– O partido pode estar enfraquecido para as próximas eleições autárquicas?
SF –
Não entendo que o partido tenha ficado de tal forma lesado ao ponto de não conseguir desenvolver um projeto credível sem o vereador Paulo Rocha. Acho que há pessoas credíveis na família PSD. Respeitamos a posição das pessoas que assumem saídas em prol de objetivos claramente pessoais, é esta a minha interpretação. O partido encontrará outras soluções que não a de inclusão de Paulo Rocha.

CBS – Nos últimos dois anos o PSD, enquanto CPS, acabou por não ser motivo de grande notícia enquanto oposição. O que é que falhou, havendo até a registar a interrupção da festa das Caldas de S. Paulo?
SF
– Realizámos a festa no primeiro ano de mandato. Recordo que este evento nem sempre se realizou todos os anos. No início da temporada de verão, o PSD decidiu não realizar por não haver condições internas. Estávamos em divergências de opinião, havia clima de crispação e não havia condições para que se pudesse estruturar um trabalho como deve ser. Achámos que era melhor adiar para este ano. Não acho que o trabalho desta CPS tenha sido desprestigiante. Nós tínhamos uma tarefa muito difícil de tentar erguer o partido do caos que estava, após as autárquicas de 2009. Toda a gente sabe que o PSD ficou completamente fraturado. Criar pontes e consensos era a nossa prioridade. Ninguém estava disposto a dialogar. Os primeiros passos foram difíceis de dar e o caminho foi um pouco sinuoso. Os trabalhos internos não são tão visíveis como os externos.

Para nós fazermos uma oposição credível, sustentável e firme, primeiro teríamos que compor a nossa casa e só depois da casa arrumada é que nos poderíamos vir para o exterior e fazer um trabalho como deve ser. Também não podemos esquecer que, pelo facto de em anteriores mandatos a Câmara ter sido governada pelo PSD, qualquer crítica ao executivo teria que ser construtiva e não destrutiva de dizer mal, só por dizer. Foi o que nós fizemos.

Também não podemos esquecer que a CPS acompanhou um conjunto de atos eleitorais que têm alguma envolvência e que requerem um trabalho de estruturação ao nível do partido. Passámos por eleições presidenciais, eleições distritais, organizámos a tomada de posse da distrital no Convento do Desagravo, tivemos também as legislativas. Tudo isto limitou a apresentação de projetos com maior visibilidade para o exterior. Mesmo assim conseguimos trabalhar a CPS de forma alargada. Fizemos a organização do evento para debater a questão de turismo, na linha de crítica construtiva e não na linha de dizer mal só por dizer mal, criando alternativas e cenários que possam ser mais valia para o executivo. Como vê, paralelamente a estas questões, tivemos as nossas atividades internas de resolução de questões.

Nenhum membro desta CPS se deve sentir envergonhado e nenhum militante deve transmitir essa ideia para o exterior. Houve muito trabalho que foi feito, de forma que o partido tivesse agora uma estrutura estabilizada, com projeto firme para avançar para as eleições autárquicas mais robusto.

CBS – Quem gostaria de ver no seu lugar a partir do próximo dia 8 de junho?
SF –
Como é óbvio não lhe vou dizer nomes, mas traço-lhe um perfil. Acho que deve ser uma pessoa credível, com experiência, que seja agregadora e que tenha disponibilidade. A razão da minha não recandidatura é essa. Quem dirigir o partido deve ter disponibilidade total porque vai ter um trabalho árduo de preparação do processo autárquico. Eu não teria essa disponibilidade. Não sabemos o que vai acontecer no concelho ao nível de ensino, poderá ser um ano estável ou não e, se houver alterações, eu não terei tanta disponibilidade.

CBS – Está disponível para integrar uma lista candidata à CPS?
SF –
Não. Estarei disponível para ajudar o partido dentro do que o partido necessitar e de acordo com as minhas limitações. Estarei disponível para ajudar o partido, quer ao nível de autárquicas, quer de organização de eventos internos. O partido poderá continuar a contar com a minha colaboração.

Candidatura de Mendes pelo PSD “terá que ser bem ponderada”

CBS – Sempre foi apoiante de José Carlos Mendes, atual vereador independente na autarquia oliveirense. Gostaria de o ver a concorrer à Câmara Municipal com a camisola do PSD?
SF
– Depende da conjuntura que estiver criada em torno da sua candidatura. Sempre admirei o professor José Carlos Mendes pelo envolvimento que dedica às causas que abraça. Tem muita visão do futuro e quando se envolve nos projetos é uma pessoa muito empreendedora. Mas tendo em atenção que ele saiu de um projeto autárquico completamente disforme, liderou uma candidatura independente que ganhou grande dimensão, mas que em termos de oposição poderia ter tido uma intervenção mais ativa. Acho que terá que ser bem ponderada a sua candidatura. Depende da conjuntura, mas não se poderão descartar soluções. Acho que o PSD precisa de toda a gente de todos os flancos. A matriz ideológica e partidária de José Carlos Mendes está lá e ele próprio reconhece isso.

O candidato do PSD tem que ser alguém que vá criar identificação nas pessoas. Por isso, eu dizer que depende da conjuntura que vai rodear o professor José Carlos Mendes. Se for uma conjuntura que leve a uma solução que seja ganhadora, acho que sim, se não for favorável, acho que deve pensar duas vezes.

CBS – Poderá vir a integrar uma lista candidata à Câmara Municipal?
SF –
Respondo-lhe da mesma forma. Depende da conjuntura e da necessidade que o partido tenha e de todo um conjunto de fatores. Se o partido achar que precisa do meu contributo estarei disponível, se não achar cá estarei para trabalhar em prol daquilo que o partido necessita.

CBS – Tendo em conta o estado do PSD, considera haver possibilidades de retirar os socialistas da Câmara Municipal?
SF –
Acho que não devem ser descartadas todas as hipóteses. Se o PSD e seus militantes entenderem que o objetivo único é o partido e não os interesses pessoais e a elevação de determinadas figuras, o PSD tem muitas hipóteses de sair ganhador. O trabalho da próxima da CPS será o de agregar as melhores pessoas e as mais credíveis, aquelas que consigam desenvolver um trabalho visível e estruturado para as populações. Se tivermos bons elementos, será fácil ter um projeto ganhador. Mais do que votar na cor, os oliveirenses votam nas pessoas. Aliando um bom candidato a um bom partido estão juntos os ingredientes para o sucesso da receita.

“Muito trabalho poderia estar feito e ainda está tudo muito na gaveta, à espera de avançar”

CBS– Como avalia o trabalho desenvolvido pelo atual executivo municipal?
SF-
Acho que prometeu demasiado em tempos difíceis. É claro que o PSD só poderia estar de acordo com os projetos inicialmente anunciados, como da requalificação da Av Carlos Campos e do Mercado Municipal. Também acho que a BLC3 é um projeto válido, mas entendo que deveria ter outra dimensão em termos de projeção para o exterior, para que fosse atrativo para incubação de empresas, porque em plena crise o empreendedorismo é a chave para o futuro. São muito importantes estas estruturas de apoio, mas é preciso que os jovens tenham o máximo de informação possível. São projetos que o PSD sempre defendeu e que achamos que deveriam ser mais projetados e não tão limitados como era prática do anterior executivo, do professor Mário Alves. Eu também sempre defendi uma outra forma de estar e de desenvolver a política concelhia. Temos que ter clarividência que, no anterior executivo, certas coisas deveriam ter sido feitas e não foram. De certa forma, também não podemos descurar uma questão importante, é que o professor Mário Alves deixou, em termos financeiros, uma Câmara perfeitamente aberta a projetos. O caminho estava aberto para que este executivo pudesse, desde logo, desenvolver um bom trabalho.

Mas está tudo muito parado, os fundos comunitários não têm sido libertados para os projetos que a Câmara tem desenvolvido. De qualquer forma, já muito trabalho poderia estar feito e ainda está tudo muito na gaveta, à espera de avançar. Sendo o presidente uma pessoa ligada à Educação, poderia ter feito um trabalho de maior envolvência com as escolas. Considero erro crasso, o Centro Educativo de Nogueira do Cravo porque há um decréscimo significativo do número de alunos e, eu optaria por uma redistribuição da rede, com reaproveitamento das estruturas que o concelho já oferece e, não mais investimento. Reconheço que o presidente da Câmara quisesse aproveitar fundos comunitários para criar uma estrutura que proporcionasse melhores condições aos alunos e uma alternativa ao excesso da cidade. Mas no futuro será uma obra a repensar, porque não haverá alunos suficientes para ela.

CBS – Como é que acompanhou o processo da ESTGOH? E como encara a extinção de freguesias?
SF –
O executivo municipal teve todo o apoio do PSD na defesa da ESTGOH. A posição dos nossos deputados na Assembleia da República também foi decisiva e não só do PSD, porque foi uma luta à volta da qual todos nos unimos, no sentido de que a escola se mantivesse em Oliveira do Hospital. O caminho recente dado à escola também não sei se será o melhor. Mas a escola precisa de espaço e caminhar pelo seu próprio pé. As estruturas políticas podem ajudar, mas temos que deixar que a escola caminhe sozinha e encontre soluções para que possa ser atrativa. E é aqui que reside a minha crítica. Na nossa terra diz-se que não é com vinagre que se apanham moscas e se calhar o presidente da Câmara, que tem o seu mérito neste processo, talvez não tenha atuado da melhor forma junto do presidente do IPC. De qualquer forma vale o esforço e o que importa é a manutenção da escola.

Sobre a reforma administrativa, teve o seu mérito a defesa dos interesses das freguesias por parte das populações. Da carta verde à proposta de lei aprovada há um recuo bastante significativo. Neste momento, acho que a Assembleia Municipal tem que analisar de forma muito distante do sentimentalismo que é vermos uma freguesia, que até pode ser a nossa, a perder a sua identificação. Face àquilo que a lei determina, é preciso que se veja aquilo que é uma mais valia para o concelho. Estive na última Assembleia Municipal e lamento a posição que o senhor presidente da Assembleia teve para com o Dr. Nuno Freixinho, que estava ali numa atitude explicativa na condição de alguém que, como jurista, anteviu alguns cenários. É importante as pessoas estarem esclarecidas e não se deixarem enredar por questões flutuantes. A CPS fez contacto com a secretaria de Estado e quero aqui desmentir o deputado Carlos Maia, porque a partir do momento que a Assembleia nega o seu poder de pronúncia, deixa de ter qualquer poder opinativo sobre a matéria. A equipa técnica é que elaborará parecer e já não baixa à Assembleia Municipal. O processo só baixa em caso de desconformidade de pronúncia feita pela Assembleia.

A questão de Nogueira do Cravo poderá ser resolvida em sede de pronúncia. Isso é uma garantia para os nogueirenses e para a Assembleia Municipal. Em sede de pronúncia, a Assembleia pode fazer alteração dos lugares urbanos e desde logo propor a não contemplação de Nogueira do Cravo nas freguesias a extinguir e fica o assunto resolvido. Ganha ainda a possibilidade de elaborar uma proposta com base em 20 por cento das freguesias e não de 25. Ganha a agregação de uma freguesia. Caso não haja pronúncia, haverá um sério prejuízo no concelho. E é uma questão de cumprimento de lei. Passa a ser um dever da Assembleia, ponto final.

Ainda nesta matéria, houve declarações proferidas pelo presidente da Câmara que eu não posso deixar de repudiar e através das quais acusou o PSD de estar a preparar a agregação de freguesias com os independentes no intuito de aniquilar as freguesia do PS. O PSD está em defesa de todas as freguesias. No caso de Nogueira do Cravo, ainda ninguém se tinha dado conta de que fazia parte de perímetro urbano nos dados do INE, mas nunca o PSD chamou aqui os presidentes de Junta para trabalhar estratégia contra as freguesias do PS. Cabe ao PSD defender todas as freguesias. É uma inverdade.

CBS – O desemprego é outra das questões sensíveis no concelho. Acha possível inverter este cenário?

SF – Como disse recentemente o engenheiro Carlos Portugal já fomos o concelho que entre o mar e a serra mais cresceu. Acho que assistimos a um momento muito delicado a nível nacional e internacional. A mudança destes cenários passará sempre por projetos empreendedores, criando dinâmicas com os nossos recursos naturais. Ainda há poucas semanas o Financial Times disse que Portugal estava no bom caminho e que tínhamos uma porta aberta para o desenvolvimento desta área turística. O concelho é privilegiado em termos paisagísticos, arqueológicos, arquitectónicos, culturais. Temos uma riqueza gastronómica que nos diferencia. Estamos a desperdiçar isso. Temos serras, rios, e a Bobadela constitui um erro crasso não ser aproveitada a este nível. Exemplo disso é o centro de interpretação que poderia constituir uma estrutura de apoio ao turista, assim como poderiam ser criados roteiros turísticos que convidariam a uma visita aos vários pontos do concelho. São situações que a Câmara pode apoiar e até sustentar numa fase inicial e depois dar espaço para que surjam projetos empreendedores.

Outra riqueza é a nossa indústria de confeções e, pelo que sei, vive momentos de equilíbrio em termos de trabalho e não há previsão de encerramento de unidades. O nosso concelho não pode baixar os braços. A Câmara Municipal não pode ser a principal entidade empregadora , mas poderá ser o principal pólo de desenvolvimento de projetos que possam ter mais valia para o concelho, em termos de criação de postos de trabalho.

CBS – Aqui também entram os desejados Ics e que continuam parados…
SF –
Temos que ter uma posição muito concreta sobre isto. Na última visita ao concelho, o deputado do PSD, Pedro Saraiva, deixou a nota de que temos que ter noção de que o país tem uma situação económico-financeira muito débil. Queremos acreditar que o projeto do IC6 seja uma prioridade logo que surjam verbas disponíveis para poder ser desenvolvido. O governo tem noção da importância que as acessibilidades têm para o nosso concelho, assim como para outros que têm o mesmo problema. Foi sempre uma das questões que apontei ao Dr. Pedro Passos Coelho nas deslocações que efetuou ao concelho. Mas a atual situação do país é extremamente difícil, e no momento em que estão em causa vencimentos, pensões e os apoios sociais dos mais desfavorecidos, é necessário repensar as prioridades.

Interessa não deixar cair a ideia de que o projeto é essencial e chamar a atenção para outra situação falada nas eleições legislativas e, à qual, o governo não deu grande enfoque por não ter margem para avançar por aí. O governo tem que pensar na TSU, que vai de encontro com as expectativas dos empresários.

CBS – Num passado recente, a CPS do PSD terá sido a segunda maior estrutura concelhia do distrito. Mas neste momento número de militantes reduziu bastante…
SF
– O número de militantes é o mesmo, o número de militantes com quotas pagas é que reduziu. Isto depende dos momentos. Com o arrefecimento das lutas, esmorece também o sentimento de militância. Há dois anos candidatei-me em lista única, este ano ainda não sei como vai ser, mas este timing faz com que haja um número significativo de pessoas que não estão em condições de votar.

CBS – A sede da CPS foi notícia por incumprimento no pagamento das rendas. A situação já foi resolvida?
SF
– Em outras Comissões Políticas também sempre aconteceu haver atraso nos pagamentos de rendas. Isto é uma situação recorrente em várias CPS. O facto de haver centralização das contas na distrital, fez-nos perder aqui um pouco a noção do número de rendas a pagamento…a situação está regularizada e não há dívidas em atraso. A próxima CPS pode estar descansada em relação a isso. Os militantes não mereciam uma notícia tão demeritória para o partido.

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