Os militantes socialistas do distrito de Coimbra tiveram no fim-de-semana que passou a sua “rentrée política” para o período que aí vem, em 2009. O Partido foi a ...

No cu de judas

… votos para escolher o líder distrital; venceu quem detinha as rédeas do poder, o que significa dizer que (quase) tudo ficou como dantes.

Este “quase” tem a força que o povo (do PS) lhe quiser transmitir, mas não belisca nem um pouco a vitória de Vítor Baptista – um homem do aparelho partidário no exercício de vários cargos públicos – mas alerta para um próximo futuro que se adivinha com alguma “fricção” entre o vencedor e o vencido, Mário Ruivo, possivelmente coisitas de somenos, entre palavras de ocasião menos simpáticas e as recordações do que foi a campanha para o acto eleitoral.

Adiante que se faz tarde, o que está feito, feito está. Parabéns aos dois concorrentes pelo empenho com que se entregaram à luta democrática, no entanto, aqui para nós: era necessária tamanha correria desenfreada dos dois oponentes até à recta final do dia de sábado, entre almoços e jantares, jornais de campanha, cartas, mensagens, etc, etc? Os militantes menos avisados ficaram estupefactos perante a parafernália com que foram obsequiados, não pelo facto de ser invulgar esta luta pelo poder, mas pelo momento em que as eleições tiveram lugar. O tempo é de crise generalizada e não há indícios de melhoras a curto praz; mesmo assim, pelo exemplo que me ocupa as ideias, não se olhou a meios para se alcançar determinado fim que, de novo aqui para nós, não julgava TÃO importante na vida do Distrito.”Erro meu, má fortuna” a modéstia da minha ignorância, incapaz de perscrutar o horizonte, lá longe… tão longe que parece ficar no “cu de judas”!

As “conversas” (no caso, um monólogo pouco teatral como se impõe), mesmo quando escritas, são como as cerejas, daí que volte um pouco atrás para apresentar aos eventuais leitores uma localidade que foi baptizada exactamente como Cu de Judas. Fica nos Açores, arquipélago que ainda recentemente andou em bolandas com as eleições para o Governo local. Ganhou o representante do PS, Carlos César, que já exercia o poder, como Vítor Baptista em Coimbra.

Portanto, cá como lá, nos Açores, talvez até no Cu de Judas, não houve “mudança na continuidade” de todas a s virtudes e defeitos de quem repete lideranças. Tenho para mim que as vitórias de Carlos César e Vítor Baptista são uma mera coincidência… ou não?

Na dúvida, aconselho o engenheiro Sócrates a consultar as cartas da Maya, os búzios do professor Bambo e outros amuletos de “adivinhos” afamados porque a “grande corrida” para a liderança do País já teve dois “pequenos prémios”…

A crise é que vai ser o pior de todas as campanhas…ou não? ”Erro meu, má fortuna” a modéstia da minha ignorância, incapaz de perscrutar o horizonte, lá longe… tão longe que parece ficar no “cu de judas”!

Carlos Alberto (Vilaça)

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