No rescaldo eleitoral …O que ainda não foi dito. Autor: António Manuel Nunes Soares

Após a divulgação dos resultados eleitorais muitas têm sido as análises e os comentários políticos – comentários e análises para todos os gostos, diga-se em abono da verdade. Mas ninguém disse ainda que os portugueses foram enganados pelas diversas forças políticas, sem exceção.

Nenhuma das forças políticas disse, em campanha, o que faria caso não tivesse uma maioria absoluta. Todas as forças políticas pediram o voto dos portugueses apresentando as suas propostas programáticas de governação. E foi nesse pressuposto que os portugueses lhes deram o seu voto.

Agora cada um analisa, à sua maneira, os resultados eleitorais.

Mas a grande verdade é que os portugueses votaram nas diversas forças políticas partindo do princípio que aquilo que lhes foi apresentado seria cumprido. Mas não. Ao contrário do esperado, todas as forças políticas querem subverter a confiança que o povo lhes deu porque apresentam cenários diferentes daqueles que não propuseram ao povo.

Penso que nenhuma força política se pode servir do voto que lhes foi confiado para fazer algo que nunca propôs e nenhuma está mandatada pelo voto popular para o fazer.

Se cada uma das forças políticas tivesse dito claramente o que faria caso não tivesse maioria absoluta os resultados eleitorais não teriam sido estes.

Dou apenas um exemplo para ilustrar o meu pensamento. Duas equipas realizam um jogo de futebol. No final a equipa A vence o desafio mas durante o encontro foi expulso um jogador da sua equipa. O público entende que a equipa A é a vencedora. A equipa B reclama a vitória porque alega que tem mais um jogador em campo subvertendo as regras do jogo.

É esta falta de ética e de verdade que faz com que, cada vez mais, a classe política seja vista com desconfiança. É a falta de palavra dos atores políticos que afasta cada vez mais os eleitores dos atos eleitorais. A provar esta falta de coerência de alguns atores políticos está o facto de agora certas forças políticas até abdicarem daquilo que são as suas linhas políticas fundamentais que as caraterizam para montarem o cavalo do poder.

Para bem da própria democracia os agentes políticos têm de se pautar pela seriedade e pela verdade demonstrando honestidade política em todos os seus atos

Como podem os portugueses ter confiança nestas mulheres e homens que, de um dia para o outro, deixam de lutar por aquilo que sempre defenderam? Estariam porventura errados e só agora foram iluminados miraculosamente e já podem abdicar dos seus princípios fundamentais?

Haja coerência e que cada uma das forças políticas pense no país real e na verdade dos votos que lhe foram confiados, não tirando conclusões falseadoras dos resultados eleitorais.

Que cada uma das forças políticas pense que o voto que lhe foi confiado, por cada um dos eleitores, foi um voto de confiança assente apenas naquilo que cada força política apresentou clara e publicamente aos eleitores e que não lhes foi passado nenhum cheque em branco para falarem em nome do povo e propor soluções que não foram legitimidadas através do voto.

1011320_406881772756264_453585576_nAutor: António Manuel Nunes Soares,

Presidente da Junta de Travanca de Lagos

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  • António Lopes

    Ilustre Presidente, António Soares:

    Leio sempre, com muita atenção, as suas reflexões com que faz o favor de nos brindar.São escritos avisados,com os quais, até ao momento, sempre comunguei a cem por cento.Hoje porém, até pelo melindre do tema, não fiquei tão identificado quanto é costume.

    Sendo conhecida a minha forma de ver o Mundo, não vem daí a discordância.Aliás estranho, pois o ilustre presidente até por formação, costuma ser um conciliador. Explico-me:
    Na minha modesta opinião e depois de Churchil ter dito que a democracia era imperfeita , mas era o menor dos males, conciliando com o método de Hondt, que determina a proporcionalidade das nossas opções de voto, numa perspectiva de facilitar a construção de maiorias, penso que o sistema é aceitável.A nossa Constituição tentou dar expressão legal a estes enumerados princípios.

    Sou dos que pensam que, para além das opções políticas, dos credos religiosos e da cor da pele, há valores que nos colam, que nos cimentam e unem a todos. A língua Pátria, a Nacionalidade, que no nosso caso, é una, Todos somos chamados, independentemente das ideologias, a dar o nosso contributo na construção e desenvolvimento do País, segundo regras e critérios que, há partida são comuns a todos, pese o facto de a justiça ser mais para pobre, e de haver uns mais iguais que outros.

    Sendo assim, por estes dias, parece que ser uma parte de nós a dirigir os destinos do País é a solução ou o caos, como se, quero pensar, não fosse dever de todos os Portugueses fazer o melhor pelo seu País..!

    Está demonstrado que, a governação dos últimos quarenta anos, tendo trazido progressos inegáveis a todos nós, conduziu-nos, também, ao beco com poucas saídas em que nos encontramos.Aqui chegados, efectivamente, cada força política explanou, umas mais que outras, as suas propostas, no sentido de cativar e conseguir o nosso voto.Penso que qualquer pessoa minimamente esclarecida, teve condições para votar em consciência. Uma parte significativa, mais de um milhão e meio de Portugueses alteraram as suas opções de voto.Havia quem tivesse uma maioria que o Povo retirou.Houve quem contasse com uma maioria que o Povo negou.Houve os que ficaram mais ou menos onde estavam.é o caso da minha opção que subiu uns escassos três mil votos e um deputado.
    Aqui chegados, pergunta-se: Temos dois partidos na casa dos trinta por cento.Temos três partidos na casa dos 10%. Logo, na melhor das hipóteses,cerca de 70% pronunciaram-se contra os dois mais votados.90% pronunciou-se contra cada um dos três restantes, para falar só dos mais representativos.Com estas percentagens alguém tem legitimidade para se constituir ou reclamar, por si só, Governo? A lei é clara.Deve ser encontrada uma maioria estável, no quadro da Assembleia da Republica, de acordo com a vontade expressa nas urnas.

    O que me faz alguma espécie, não confusão, é: qual a dificuldade em forjar essa maioria? Seja ela qual for, desde que disponha de 116 deputados, é legitima, é constitucional,representa a maioria dos Portugueses.Ora, em democracia, as minorias submetem-se ou respeitam, as maiorias.Constitua-se a maioria..No meu caso, com algum desgosto, em meu entender, com prejuízo para o País, o meu partido nunca foi governo.Sim, porque os ditos governos comunistas de Vasco Gonçalves, tinham cerca de 15 ministros afectos aos partidos do arco do poder e dois afectos ao PCP.Se isto eram governos comunistas, então eu talvez consiga cinco ministros para o “arco do poder..! E tenho vivido.Contrariado é certo.Mas se o Povo não nos dá maioria, o que podemos nós fazer..? O Povo, definitivamente, não quis dar maioria a ninguém.Logo tem que ser encontrada uma solução, tal como o Povo a desenhou nas urnas.

    O Senhor Presidente da Republica, a meu ver bem, chamou o partido mais votado e pediu-lhe uma solução.Ora, há que arranjá-la.Mas uma solução.Não uma imposição.Não está vedado ao CDS e ao PSD coligarem-se com o Bloco ou com o PCP.Estão lá, na Assembleia, há 40 anos e não consta que tenham andado “à batatada”..! Somos todos Portugueses, falamos todos a mesma língua.Não raro nas famílias há três e quatro partidos. E convivemos..! O que nos une é muito mais do que o que nos divide.
    Cumpra-se a lei. Crie-se uma maioria estável, de preferência com comunistas. Resolvam-se os problemas.

    E não se critique o Povo, nas suas sábias decisões..!

    Os meus cumprimentos

    António Lopes-Simpatizante do PCP

    • João Paulo Albuquerque

      Sr António Lopes embalar crianças também faz bem à sociedade.
      Onde é que arranja esse 116 deputados? Acha que os deputados do PS que prometeram defender um projecto vão agora a cantar e a rir votar o projecto do BE e da CDU?
      Costa+Jerónimo+Catarina Martins, não é PS+CDU+BE, ficam muito aquém.
      O PàF ganhou e vai governar, ou estarei eu nalguma republica das bananas?
      Não se preocupe, há mais eleitos do PS do lado da PàF do que do lado esquerdo.
      A maioria passada foi ganha na defesa do projecto passado, contra outros projectos do passado, que é bom lembrar.
      Adormeçam meninos e deixem governar quem sabe.

      • António Lopes

        Em 230 é assim tão difícil encontrar 116? Onde o Costa os vai encontrar também os pode encontrar o Passos..! Estão nas mesmas cadeiras para qualquer deles…Confesso que não percebo.Ou os outros têm que ceder e estender a passadeira? Foi isso que os respectivos eleitorados disseram? Não foi.Tem outras duas soluções Eleições, mais cómoda, que vai dar no mesmo, em condições normais. Ou guerra civil,Só que, aí são 61,4 dum lado e 38,6 do outro.. Se calhar é prudente calibrar as razões..! E as verdades..!
        Eu , por mim, estou tão habituado a ser oposição que até acho que vou estranhar. E com a direita até tenho vivido razoavelmente… por mim, se for eu o impecilho, fica já resolvido..! E confesso aquele ar de tristeza do Passos &Portas, ontem, até fiquei com pena…

        • António Soares

          Vou partilhar ainda mais outra reflexão.
          Nas eleições não estava em causa a eleição dos diversos grupos parlamentares? E será que, dentro de cada uma das forças políticas, todos os parlamentares pensam da mesma maneira? Já foram ouvidos? Quem os ouviu? É que tanto pode haver como pode não haver 116 deputados que concordem com uma determinada solução de governação. Pelo menos, neste momento, não o sabemos.
          Sim, porque foram eles que foram eleitos através do voto dos cidadãos. No nosso sistema constitucional elegemos os deputados que irão ter assento no Parlamento. Cabe ao senhor Presidente da República indigitar o Primeiro Ministro e, de acordo com a nossa democracia, tem sido sempre da força política mais votada que sai o Primeiro Ministro.
          De qualquer modo, uma coisa é certa. O que se vislumbra é que em nenhum dos cenários que parecem estar no ar se irá governar com um programa apresentado aos eleitores e sufragado pelo voto dos portugueses mas sim com um programa diferente.

          • António Lopes

            Ilustre Presidente: Concordo.Essa é a riqueza da democracia.Quando chegar a hora logo se vê o que a votação dita.Até lá, vamos manter a calma.Mas fico satisfeito com o nível de preocupação dos meus concidadãos.

      • República

        João Paulo
        Convenhamos que, quer chova de um lado, quer chova do outro, nem PPD+ CDS+ PS estarão, alguma vez – não chegaram 30 anos? – em condições de governar o que quer que seja.
        A lavagem da História não é procedimento honesto, tanto mais, que as pessoas da sua geração – imagine, agora, aquelas que vos antecederam e, de memória, ainda bem servidas estão – apenas se limitam a olhar para a sombra…para não dizer umbigo – afinal, é o que est´
        a a dar.
        E a verdade, quer queira, quer não, continua a buscar-se a partir desta formulação: então é possível que quem matou e enterrou o país e os portugueses alguma vez estará em condições de se redimir desse crime?
        Nem no Inferno. Até porque, infelizmente, sendo tudo gente que o ganha – dinheiro – com o diabo – ainda, hipocritamente, o vai comer com Deus, aos Domingos.
        Ou nas urnas de voto.
        Juizinho.
        A História, hoje, não se compadece com vigaristas.

        • João Paulo Albuquerque

          Se não está satisfeito com esta republica, parta para outra.
          Eu também não gosto do que se passa, mas tenho que escolher o que de melhor me deixam.
          Esta republica foi instaurada pela Carbonária. Toca a formar canteiros, choças e barracas. Os lenhadores e os mestres que se cheguem à frente. Não estou a falar da popular.

    • António Soares

      Senhor António Lopes:
      Não é meu hábito fazer aqui quaisquer comentários e muito menos a algo que eu próprio escrevi e que resulta da minha reflexão, tendo como suporte o que se ouve nas ruas, nos locais de trabalho, nos cafés…Perante os resultados eleitorais, não excluo qualquer cenário político de governação nem excluo quem quer que seja do ato da governação. Aliás, a Constituição da República confere ao senhor Presidente da República o poder para indigitar o Primeiro Ministro, ouvidos os Partidos Políticos. É nesse quadro constitucional que devemos encarar a formação de um novo governo. O que é estranho e criticável, a meu ver, é que nenhuma força política durante a campanha eleitoral tenha dito o que faria caso não tivesse uma maioria absoluta. Aí sim, o povo não seria enganado e saberia com certeza como é que o seu voto seria usado, o que não aconteceu.
      E o povo merece esse respeito!

      • António Lopes

        Senhor António Soares:
        Registo e agradeço o seu comentário.Estou a cem por cento com a primeira parte do seu comentário.É a lei… cumpre-se. não se discute.Ora, na campanha ninguém diz, nem deve dizer, que está a concorrer para 10% ou quinze ou trinta.Todos querem a vitória que é o normal e o legítimo.Não creio que o PCP ou o Bloco estivessem a pensar ser governo.Porém o PCP vem dizendo que está preparado para o ser quando o Povo quiser que o seja,Se foi convidado, se isso contribui para a estabilidade governativa, pelo menos aritmeticamente e no imediato…acho natural que o PCP dê o seu contributo.Mas se o interesse Nacional o impuser porque não um Governo de Salvação Nacional? Eu não estou colado a ser governo.Aliás não creio que o PCP faça ponto de honra de pertencer ao governo.A solução que está a surgir é a única prevista na lei.Governo com base parlamentar.Não quer dizer que a experiência não tenha sido outra.Isso depende do Senhor Presidente da Republica.Agora toda a esquerda disse que com esta coligação não.Isso foi dito pelo PS.E houve contactos, que foram públicos antes das eleições, entre PS e partidos à esquerda…A Catarina Martins até se ofereceu…

  • Sr. Viegas

    Ilustre Presidente António Soares, é um prazer ver tão prestigiada personalidade a contribuir no clube da luta. Contudo, a meu ver, desta vez não lhe correu bem o sermão. Pelo seu raciocínio “a grande verdade é que os portugueses votaram nas diversas forças políticas partindo do princípio que aquilo que lhes foi apresentado seria cumprido” como faríamos? Governavam todos? só assim vejo a possibilidade de cumprir todos os programas eleitorais, e, como sabe, uns mais outros menos, mas todos tiveram a confiança dos portugueses…Depois, o exemplo que apresenta sobre o futebol, parece tirado de um livro da 4º classe, com um pequeno problema, é daqueles exemplos que ninguém percebe…Outro detalhe, segundo o senhor professor como se iria constituir o governo? não houve maioria toca a marcar novas eleições? Ou governavam mesmo todos? O senhor, que me recorde, também não teve maioria, e foi pescar um do PS e outro do PSD, por acaso explicou isso ao povo em tempo de campanha? A tal seriedade… Caríssimo Presidente, pois é, parece que o contágio foi geral! Espremidinho não se vê uma gota de raciocínio e de sabedoria, porém, como vem sendo hábito cá pelo burgo, isso pouco importa, o que interessa é tomar uma chávena de chá, acenar com a mão e ser simpático. E, se por acaso, houver a oportunidade de degolar um porco e o colocar no espeto, tanto melhor. Já agora, gostava de saber com “seriedade” quem acha que deve governar e qual a sua posição…assim fica uma prosa em homenagem ao nada!

    • António Soares

      A Constituição é clara. E o senhor Presidente da República deve ter uma solução a propor ao país, até porque ficou a pensar no assunto no dia 5 de outubro.
      Porém reitero que caso cada uma das forças políticas tivesse dito o que faria caso não tivesse maioria absoluta os resultados eleitorais teriam sido provavelmente diferentes.
      Já agora quero dizer-lhe que não fui pescar um do PS e outro do PSD. Os contornos não foram esses.
      Por último quero dizer-lhe que cada um dá o que tem e mostra o que é através daquilo que escreve, diz ou faz e sobretudo da maneira como o escreve, diz ou faz.
      Não é meu hábito entrar em apreciações de caráter pessoal nem é isso que importa.

    • Alexandre

      A principal diferença entre os programas eleitorais da PàF e do PS era a velocidade a que as medidas de austeridade (incluindo os cortes salariais impostos pelo Governo socialista de José Sócrates) seriam eliminadas. A direção proposta pelas duas forças políticas era no essencial a mesma. A PàF era mais cautelosa na eliminação das medidas de austeridade. O PS propunha uma eliminação mais rápida dos cortes salariais e de outras medidas de austeridade.

      Aquela diferença foi o centro da discussão política no período eleitoral e estou convencido que foi uma das razões da vitória da coligação: os portugueses, apesar de saturados de cortes, perceberam que Portugal não pode pôr em risco a recuperação económica com medidas que não sejam sustentáveis do ponto de vista orçamental. Como acontece em muitas doenças, uma recidiva exigirá tratamentos mais agressivos.

      O PS, sabendo da importância que os portugueses dão à estabilidade, bem como a atenção com que os mercados internacionais olham hoje para a nossa economia, para credibilizar as suas medidas orçamentais mais generosas do que as da coligação, decidiu chamar doze economistas para quantificar o impacto da sua proposta. Esse documento, A Agenda para a Década, andou sempre na mão de António Costa para lembrar que o PS fez as contas – era importante tornar claro que os desvarios orçamentais do anterior governo socialista, que culminaram no pedido de resgate e nas medidas de austeridade, não se repetiriam.

      Ora, de acordo com as notícias, o PS iniciou discussões técnicas com o PCP e com o BE com vista a encontrar uma solução governativa estável. Ou seja, a viragem à esquerda sugere que o aspecto distintivo do seu programa não será apenas a velocidade com que eliminará as medidas de austeridade, mas também a direção.

      Se no programa com que se apresentou às eleições a quantificação das medidas (da forma que foi feita) era discutível, neste caso, e dada a radicalidade das medidas que se antecipam com um acordo PS/PCP/BE, torna-se essencial. Ou seja, o PS deverá apresentar uma nova agenda para a década.

      Tenho muita curiosidade em saber se Mário Centeno estará disponível para pôr o seu nome nesse documento.

    • Travanca

      A memória de algumas pessoas tende a ser curta quando assim interessa. Mas como recordar é viver, vamos recordar as ultimas eleições onde o Sr. Antº. Manuel foi “pescar” as “maravilhas” com que foi obrigado a constituir a junta de Travanca de Lagos.
      O nosso amigo Passos Coelho ainda tem a liberdade de poder escolher a equipa com quer trabalhar (se o deixarem lá ficar), já infelizmente em Travanca o mesmo não foi possível, porque como é do vosso conhecimento, o ùnico que ficou garantido foi o presidente, e o secretário e tesoureiro foram escrutinados pelos belos membros da assembleia . Curiosamente na altura o PS não teve qualquer tipo de escrúpulos em coligar-se com o amigo PSD (apesar de alguém jurar que tal nunca/jamais aconteceria). Assim se fez a panelinha e ao Sr. Antº Manuel só restava aceitar ou desistir. Portanto essa dita “pesca” foi mais um cozinhado com panelinhas à mistura.
      Este desabafo nada contribui para a bela e proveitosa discussão que por aqui vai.
      Foi só mesmo para recordar!

  • António Soares

    E porque há mais gente que pensa como eu e que traduz aquilo que eu penso aqui fica um excerto de um artigo de Pedro Ivo Carvalho, Diretor Executivo Adjunto do Diário de Notícias:

    “… teria sido mais honesto da parte de todos se nos tivessem
    informado antes de 4 de outubro. Teria sido mais honesto se a coligação PSD-PP,
    agora tão afoita em dar passos atrás, nos tivesse garantido que era possível
    devolver mais depressa aos portugueses parte do dinheiro que lhes tirou; teria
    sido mais honesto se o PS admitisse que o programa com que se apresentou a
    eleições, o tal que até Passos e Portas subscreveriam, podia, afinal, levar a
    marca da CDU e do BE; teria sido mais honesto se comunistas e bloquistas nos
    tivessem avisado que bandeiras sacrossantas como a renegociação da dívida e o
    papel de Portugal na NATO eram para atirar às malvas. Em nome de uma ideia de
    poder que sempre abominaram”.

  • Guerra Junqueiro

    Contas há muitas.
    Não me contes histórias.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • António Lopes

      Pois… mas parece que vão ter que “gramar a pulga”..!

      • AVISADO

        É com este ressacado que que o sr. se alia que pensa que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço e dão injecções atrás da orelha aos velhinhos, ele quer é que o sr. lhe arranje um tacho como já a alguém ele pensou que enganava.

  • António Lopes

    À boa maneira Portuguesa, e sem desrespeito pelas opiniões aqui expressas, estamos a comentar “resultados no fim do jogo”.´É que, às 19 00 horas do dia 4 de Outubro, a PaF achava que ia ter maioria absoluta, e, por isso, dizia o que dizia,O PS pensava o mesmo e, para o conseguir, dizia cobras e lagartos da sua esquerda. Esta, por sua vez, e bem, para não perder influência dizia do PS que era um cataclismo sobre a terra, ainda pior que a PaF.(e não perguntem a minha opinião sobre o assunto). .Naturalíssimo.São as regras. Às 19 horas saíram as sondagens que, mais coisa menos coisa, honra lhes seja, estavam certas. Aí, tudo mudou.Os demónios passaram a Deuses.Os inimigos já não eram assim tanto e começaram a fazer-se contas.Todas legítimas.Só se esquecem de uma coisa. A vida é um conflito de interesses.Cada um puxa pelos seus.Eu, sou pelos de todos.Mantenho. Antes da discussão toda, somos todos Portugueses.As reformas foram cortadas a todos, independentemente do Partido.Os impostos são pagos por todos independentemente do Partido. Os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. A minha surpresa é que vejo mais “ricos ” que eu pensava. Eu, que a Exame disse que era o 14º mais rico do País, só sei que não arranjo dinheiro para pagar os ordenados que devo, logo, voto PCP.Ainda não encontrei melhor..Vejo os outros quase dez milhões preocupados com um governo de esquerda..! Perante tão avassaladora diferença de opinião, só 8,27% estão na “minha”, o problema, nem duvido, só pode ser meu…! Não atinjo..! Pretender um governo sem apoio parlamentar contra uma esmagadora maioria é sério? Este bom Povo é masoquista? Não está farto de ser sacrificado? Os rendimentos do trabalho caíram 30%.Os do património subiram significativamente..Volto a perguntar: A maioria de nós somos mesmo ricos? Temos a ganhar com a política dos últimos 4 anos? Farto-me de denunciar quem nos anda a meter a mão no bolso, estou sozinho.Depois vejo defender estas políticas..! Há aqui qualquer coisa que não “joga”..! Vejam é se começam a fazer contas quanto anda a fugir nos ajustes directos, nas BLCs, nas lonas, nos geradores, etc. .Vão à substância deixem a teoria..

    • Guerra Junqueiro

      E onde fica esse paraíso na terra? Onde os esquerdista serão semi-deuses?
      A qualidade de vida não aparece por mudarmos de lado, se não era fácil.
      O voto quando é o resultado de convicções é errado, tem que ser o resultado de certezas.
      Estou convicto que adorava ter tudo por decreto mas estou certo que não é assim.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

      • António Lopes

        O Paraíso é onde nós quisermos que seja.É preciso construi-lo…! De milagre não vai.A discutir o sexo dos anjos também não.SE PaF fosse bom por certo teria recolhido apoio maioritário para governar sem constrangimentos..! E contra factos..!

    • República

      Prezado:

      1. As eleições, passe o pleonasmo, apenas servem para cumprir calendário – que chatice, para os dirigentes políticos que, depois de quinze dias de feira (agora televisiva), lá têm que andar mais atarefados , no próprio dia, e nos 2 meses seguintes, a “pensar ” no “país” mais do que andaram a fazer, durante os 4 anos anteriores;

      2. Convenhamos que não é tarefa fácil: estudar, em dois meses, aquilo que se não estudou em 4 anos, só recorda as licenciaturas compradas no IP5, outras aos Domingos, outras las bases das Lages, prebendas estas que apenas têm no durão desbarroso, socretino-mor e em relvas, o campeador, os seu expoentes máximos; e outros, quejandos, mas doutores, ou professores – cavaco incluído;

      3. O circo continua. Ora para aqui, ora para lá;

      4. O baile continua, pois a gamela é grande;

      5. O país? Mas, afinal, no discurso, apenas de 4 em 4 anos é que se fala do país?

      6. Mas de qual país?- do deles, curto, restrito, limitado a uma corja de afiliados, lojistas, negociantes, traficantes e mentirosos militantes?

      7. E o povo? O povo também- como o país , os portugueses-, também já é mercadoria entregue a mercenários a soldo dos ditames doutra corja melhor instalada nos “reinos” democráticos do “reino” das multinacionais?

      8. Um país que teve o portas a “navegar” com pescadores, em barco de pesca, em campanha -eleitoral- aceita que não possa pescar sardinha ?

      9. Estes papagaios, palradores da segurança -deles- não têm vergonha?

      10. Os outros, que lhe seguem a palradoria e que são – ou julgam ser-pessoas honestas, não têm vergonha de defender esta cambada de mercenários?

      11. E ainda , para eles, andam a pedir votos?

      12. E, depois, discutem governos?

      13. Grande azáfama, pois claro.

      14. A gamela é grande.

      !5. Provavelmente, daqui por dois anos, quaisquer que sejam os governos,estaremos na mesma situação que os gregos vivem há dois anos. O modelo, apesar da farsa das eleições, continuará o mesmo;

      16. O PS? Mas desde quando é que as lojas do PS – apesar da retórica das liberdades, da democracia – estiveram à altura de defender, em termos nacionais, o que quer que fosse? – a não ser as negociatas?
      17. O PS sempre foi “uma saca de gatos” que apenas se junta quando está no poleiro, a dividir os – agora – euros pelas diversas partes convenientes; o PS, fora do “governo” durante muitos anos, implode – como, há cinco anos, esteve o PPD para implodir; PS E PPD, formal, ou informalmente, apenas vivem para a gamela. É aquilo que os une.
      18. Uma vez mais, o PS – ou melhor, a sua direcção – se prepara para mais uma traição ao povo português: não é o governo – visto está que, depois deste ruído, se prepararam, desde o conhecimento dos resultados das últimas legislativas, para deixar passar o governo que o gajo dos tabús vai impor.
      mas , com estes cenários, já vimos muitos teatros parecidos.
      19. A maior bacorada, uma vez mais repetida, desde o reinado do socratino,é a da sua posição relativamente às presidenciais:
      – Graças ao socretino-mor – que achava que Manuel Alegre era mau para o PS – , reinou cavaco, o dos tabus, que, mesmo o maior de economia, deixou ir o país para a bancarrota;
      – Graças às malvadezas das diversas corjas, perdão, lojas, ou sacos de gatos, agora, o PS, tão rico em personagens, não sabe o que delas fazer…para concorrer, com o povo português, na batalha, na luta contra a direita – só em tempos de campanhas eleitorais – para, como em tempos fez, para eleger soares e sampaio – o de má memória! – e, agora, uma vez mais, entregar o ceptro ao professor martelo;
      20. Como republicano, votei, sempre, em conjunto com muitos socialistas, em Ramalho Eanes, em soares, em sampaio, recordando os contextos em que tais eleições decorreram;
      21.Como republicano, e depois do último desempenho de sampaio, do socretino-mor, e da actual postura dos perdulários – mas oportunistas – dirigentes do PS, jamais votarei, para a presidência da República Portuguesa, num candidato oriundo das “personagens” do PS! Nunca mais.

      • República

        Nada melhor que reconhecer erros de apreciação.
        Congratulo-me com as decisões – apesar – da actual direcção do PS.
        Nunca é tarde para aprender.
        E aprendi.

  • portacoelhone

    este guerra junqueiro é mas é um convencido fundamentalista , mas BURRO e IGNORANTE A DIZER CHEGA .
    Estavas bem era num curso de formação civica

    • Apoiado

      Muito bem, ensine-o-
      Aproveite e escreva para mostrar a esses burros e ignorantes o que é cultura.

  • quadrado em oito

    Guerra,albuquerques e uns quantos tais deliciam-se aqui na sua prosa como se dissessem alguma coisa com sentido .gostava de saber onde foi a escola que não os ensinou a dizer verdades e não a especular. Os muçulmanos chamam a isso roubar . roubar a verdade. Analisem o que escrevem de qualquer maneira do tipo armaditos . já bem nos basta as jornalistas que comem na panela do orçamento da camara de Oliveira, quanto mais agora sempre a escrever, sempre a escrever .RIdiculo.
    Ouçam não têm trabalho, ofereçam-se como voluntários para os mais desprotegidos ,necessitados e ignorantes . não sois católicos ou cidadãos ? pois bem pratiquem. Sempre os mesmos,porrinha.

    • besta quadrada

      Prosa é isto que aqui lavras?
      Continua que linda.

    • bancadamais

      Este é ignorante como o presidente,igualzinho.
      São do mais burro que se conhece.Deixem escrever quem sabe.Leiam para saberem, seus atrasados bipolares.

  • Esta vem de fora

    Quem diria, até os emigrantes votaram no que os aconselhou a emigrar. Deram total razão, entregaram mais 3 deputados à PàF.
    neste momento, já nem precisam de votar contra o seu partido, aos seguristas basta absterem-se para que continue a governação.

  • Cobra

    A crónica do Avarento

    Era uma vez, um Lopes… não sei quando nasceu, mas já é velho
    porque tem cabelos brancos (da idade, não de sapiência).

    Consta que enriqueceu la pela Madeira, com a ajuda de um
    gorducho, avarento e currupto, da mesma laia portanto.

    Despois de escorraçado da Covilhã, onde “sangsugou” os
    clubes de futebol e umas quantas empresas e uns políticos, veio então parasitar
    para a Beira Serra… Ou será que veio fugido depois da estranha morte de um funcionário

    Pelo caminho encalhou dinheiro nuns sítios… se retorno. Bem
    disse que cabelos brancos não eram da sapiência.

    Voltando à Beira Serra, por lá andou a melgar, como quem faz
    oposição, quando o governo era D, quando o governo passou a S, e não lhe deram
    o prometido, decidiu então escrever a crónica pessoal “ A loucura do…”.

    Posto isto, ainda bem que a mãe se ficou pelo caminho.. ou
    não, umas palmadas ainda calhavam bem. Mas agora quem manda é a mulher e a
    filha, porque são elas que têm os poucos tostões que ainda sobram.

    O mal deste senhor é ser avarento e pouco inteligente, mal
    educado e rude. Um verdadeiro campónio com tostões. Alias, é insultuoso comparar
    tal figura a um campónio.

    O avarento cobiça o que é dos outros, mas não trabalha para
    fazer melhor… esperneia, berra e mexerica.

    Boa sorte avarento, adoro esse jornal onde se presta ao ridículo
    e se mostra que ter o carrinho e andar bem vestido, não dá bons modos a ninguém.