“Nos próximos anos o risco de incêndio diminuirá muito nas áreas de ZIF”

O presidente executivo da CAULE destacou, no seminário sobre “Grandes Incêndios Florestais” realizado pela Ordem dos Engenheiros da Região Centro, a importância das Zonas de Intervenção Florestal na prevenção de incêndios.

No encontro que, na semana passada, reuniu em Coimbra diversos especialistas em incêndios florestais que debateram as “Causas, Consequências e Propostas de Prevenção e Minimização de Impactos”, José Vasco de Campos deu especial atenção ao trabalho de prevenção e projetos de defesa da floresta contra incêndios que a CAULE está a desenvolver. Em particular, o responsável deu o exemplo da ZIF (Zona de Intervenção Florestal) Alva e Alvoco, “projeto pioneiro no país em termos de gestão florestal, onde estão em marcha várias ações de defesa da floresta em propriedade privada”

Também apelidadas de condomínios florestais, a CAULE gere neste momento 12 ZIF, distribuídas por seis concelhos da região: Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, Seia, Santa Comba Dão e Penacova, envolvendo uma parte significativa dos proprietários.

Vasco Campos realçou o trabalho de prevenção feito no âmbito destes “condomínios”, nomeadamente a execução dos designados “mosaicos de gestão de combustíveis”, cujo objetivo é reduzir a carga de vegetação em áreas pré definidas onde existe histórico de risco de incêndio. “Este é um exemplo de limpeza, porque o que nós queremos é que os incêndios não atinjam grandes dimensões”, sublinhou o engenheiro florestal, referindo-se ainda a outras operações no terreno, como o combate a pragas e doenças, nomeadamente a doença da madeira do pinheiro, e os projetos da rede primária e rede secundária de criação de faixas de gestão de combustíveis.

“Tudo isto está a ser feito em grande parte em zonas abandonadas, onde nos últimos 40/50 anos não foi feito qualquer tipo de intervenção florestal”, lembrou o presidente da CAULE, acreditando que este trabalho tem uma importância muito grande não apenas do ponto de vista da defesa da floresta contra incêndios, como também está a “mudar a paisagem”, com a melhoria dos povoamentos florestais.

Com estes projetos, o responsável não tem dúvidas que “nos próximos anos o risco de incêndio diminuirá muito nas áreas de ZIF e também a probabilidade destes atingirem grandes dimensões”, concluiu, referindo-se a um modelo de gestão florestal que apesar de ter demorado a chegar ao terreno, finalmente começa a dar resultados.

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