Nova ETAR faz descargas não tratadas no rio Alvôco

 

… estão a ser feitas descargas de água não tratada no rio Alvôco.

O alerta é dado pelo movimento “Salvem Alvôco de Várzeas” que através da rede social facebook chama a atenção para a “vergonha” a que se está a assistir naquela freguesia, em particular na zona do açude da moenda, em pleno rio Alvôco, onde estão a ser feitas descargas de água não tratada, provenientes da nova ETAR.

Entendida como uma verdadeira “ETAR modelo” e tendo até já sido apelidada de “mais fina flor”, a ETAR começa a dar sinais de mau funcionamento. Tal como as imagens documentam, a estrutura que conta com apenas quatro meses de funcionamento não está a cumprir o objetivo para o qual foi criada: o tratamento de águas residuais.

“Isto é uma vergonha para a empresa Águas do Zêzere e Côa e para a Câmara de Oliveira do Hospital”, sustenta aquele movimento,que chega a questionar a atitude da Junta de Freguesia de Alvôco de Várzeas que, até ao momento, ainda “não retirou” aquela descarga do açude da Moenda, em pleno rio Alvôco, entendido como o menos poluído do concelho.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da Junta de Freguesia de Alvôco de Várzeas partilhou da preocupação manifestada por aquele movimento e, assegurou estarem a ser efetuadas todas as diligências no sentido de resolver o problema com a maior celeridade possível, estimando que, na próxima sexta feira, a questão esteja ultrapassada.

De acordo com Agostinho Marques, as descargas de água não tratada devem-se à reduzida dimensão do coletor de efluentes, que não tem capacidade de resposta para picos de maior descarga. “Já tinha acontecido uma vez, numa altura em que choveu muito, e agora voltou a acontecer”, explicou o autarca a este diário digital, verificando que “os efluentes têm trazido muitos sólidos”, tendo já sido encontradas fraldas e até camisas.

“O tubo é estreito e não permite a passagem”, contou, referindo que ontem o problema esteve a ser avaliado pelos técnicos da empresa construtora, Águas do Zêzere e Côa e Câmara Municipal que chegaram à conclusão da necessidade de substituição do tubo coletor por um de maior dimensão.

Com a alteração que deverá acontecer até à próxima sexta-feira, Agostinho Marques acredita que o problema fique resolvido, na certeza de que a ETAR estará em condições de voltar a fazer descargas de água devidamente tratada no rio Alvôco.

Uma situação que o autarca espera que venha ser objeto de melhorias com a implementação do tratamento terciário que permitirá a saída de água “quase pronta para beber”.

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