Nova noite de protestos e vandalismo em São Paulo

A violência voltou na última noite a São Paulo, onde uma nova manifestação por causa do aumento dos transportes públicos terminou com confrontos, lojas saqueadas, atos de vandalismo e um carro de reportagem incendiado.

O protesto começou como uma concentração pacífica, que juntou na Avenida Paulista pelo menos 50 mil pessoas. Mas algum tempo depois, os manifestantes dividiram-se, formando-se diferentes grupos.
Os principais desacatos acabaram por acontecer junto à sede da Prefeitura, alvo de uma tentativa de invasão. Com os próprios manifestantes envolvendo-se em discussões, porque alguns deles tentavam impedir os atos de vandalismo, o ambiente descontrolou-se. Um carro da TV Record e uma esquadra foram incendiados.
Segundo o jornal “O Globo”, 47 pessoas acabaram presas, muitas delas na posse de vários artigos roubados, após o saque às lojas do centro.
A ação de protesto aconteceu no dia em que, pela primeira vez, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, admitiu rever o valor da tarifa dos transportes, comprometendo-se a realizar nova reunião para debater o assunto.
Na sua primeira declaração pública após as manifestações de segunda-feira, a Presidente brasileira Dilma Rousseff reconheceu que as exigências do povo brasileiro estão a mudar e admitiu que os protestos enviam uma mensagem clara aos governantes do país.

“As vozes das ruas querem mais. Mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero garantir que o meu Governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo, disse Dilma, em Brasília.

expresso.pt

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