“Noventa por cento do Turismo do Centro é psicologia”

 

“Do Turismo do Centro há muita cortesia e simpatia, mas continuam a faltar os apoios aos eventos que são marcas fundamentais como a Feira do Queijo e o regresso de um evento mobilizador como é o raly de Oliveira do Hospital”.

A afirmação foi proferida há instantes, em reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, por José Francisco Rolo, vice-presidente e vereador do pelouro do Turismo, queixando-se do abandono a que o Turismo Centro de Portugal tem votado o concelho.

“Tem havido desatenção”, considerou o responsável, considerando lamentável que já por duas vezes aquela estrutura regional tenha desmarcado reuniões destinados à elaboração do roteiro turístico concelhio, sem que haja qualquer recalendarização do encontro que, em ambos os casos, foi desmarcado em “em cima da reunião” quando os técnicos da Câmara já se encontravam munidos de todo o material necessário à elaboração do roteiro.

Motivos que levam o responsável pelo Turismo no concelho a considerar que “90 por cento do Turismo do Centro é psicologia”, inconformado que também está com abandono a que tem estado sujeito o posto de turismo da cidade. “O posto continua à espera da prometida requalificação”, referiu José Francisco Rolo, lamentando que aquele espaço não possa gozar de moderno equipamento no seu interior tal como foi prometido pelo presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, e já é uma realidade noutros postos de turismo da região.

Numa altura em que o concelho se prepara para ver ampliada a sua capacidade de alojamento, José Francisco Rolo aconselha o Turismo do Centro a não olhar apenas para Coimbra e a dar atenção a todo o território até à Serra da Estrela.

José Francisco Rolo reagia assim à intervenção do vereador do PSD, Mário Alves, que hoje fez questão de vincar que afinal não estava errado quando defendeu a adesão do município ao Turismo do Centro e não ao Pólo da Serra da Estrela. “Há dias li uma notícia de que estes pólos iam todos à vida. Fico satisfeito por ter tido a capacidade de prever”, referiu Mário Alves, sem no entanto também deixar de notar a sua insatisfação relativamente àquele que é o trabalho feito pelas regiões de Turismo.

“Não precisamos das regiões de turismo para nada”, referiu, considerando até que “essas organizações mais não servem do que criar postos de trabalho que são quase inúteis”.

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