Novo centro educativo e menos professores marcam arranque de ano escolar em Oliveira do Hospital

Ultrapassado o período de apresentações de professores e alunos, hoje foi dia de arranque do novo escolar. No concelho de Oliveira do Hospital, a nova etapa fica marcada pela entrada em funcionamento do único Centro Escolar e pela redução do número de professores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA“O novo ano escolar arrancou normalmente”. A consideração feita ao início da tarde pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital dá conta de uma aparente tranquilidade no que ao início do novo ano letivo diz respeito. À saída do jardim de Infância de Vale de Ferreiro, que no período de férias foi objeto de trabalhos de beneficiação do seu interior, José Carlos Alexandrino reportou-se no imediato ao bom funcionamento do Centro Escolar de Nogueira do Cravo – foi inaugurado com um ano de atraso no passado dia 8 de setembro – regozijando-se pelo facto de o novo equipamento ter iniciado hoje a sua frequência, estando a correr “tudo dentro da normalidade”.

Semelhante consideração não pôde o presidente da Câmara Municipal fazer do arranque do ano escolar na sede do mega agrupamento de escolas de Oliveira do Hospital, onde – como explicou – se verificaram problemas no que à construção dos horários diz respeito, tendo dado lugar a “alguma confusão na entrada dos alunos”. Um percalço que José Carlos Alexandrino acredita que venha a ser facilmente ultrapassado pela Comissão Administrativa Provisória do mega agrupamento que apesar de sempre ter sido contra “esta agregação disparatada” tem feito um “esforço para que as coisas corram bem”.

Deixando a garantia de que a Câmara vai corrigir a situação dos transportes escolares que servem a sede do mega agrupamento, assegurando a “segurança máxima” dos alunos”, José Carlos Alexandrino revelou-se igualmente preocupado com os atrasos nas nomeações de coordenadores em cada um dos extintos agrupamentos. “Alguém que receba os pais e os encaminhe”, referiu.

Apesar de não ter havido lugar a sobressaltos de maior, Alexandrino considera estar perante um “ano atípico”e que é um claro “retrocesso” no que à Educação diz respeito. Em concreto, o presidente da Câmara aponta do dedo ao elevado número de alunos por turma, à perda da qualidade educativa e à redução drástica do número de professores, para não falar dos que continuam em falta nas escolas do concelho. Um cenário nada animador e que Alexandrino teme que venha a piorar no próximo ano. “Neste ano não foi tão mau porque há eleições autárquicas, mas para o ano cá estaremos para ver”, referiu, lamentando os prejuízos que as políticas do atual governo na área da Educação causaram às famílias. “Pensei que não era possível, num país evoluído, fazer-se este retrocesso na educação”, considerou ainda o autarca que tem ainda a denunciar a excessiva responsabilidade que é exigida aos docentes que se vêem a braços com turmas indiferenciadas em matéria de níveis de aprendizagem.

No total foram cerca de três mil os alunos que iniciaram o novo ano letivo no concelho. Um número que o presidente da Câmara, contrariamente ao que foi diagnosticado pelo Projeto Educativo Local, acredita que venha a aumentar fruto das medidas de incentivo à natalidade e outras que venham a ser tomadas no apoio ao emprego. “Se eu for presidente, criarei um fundo de 500 mil Euros para projetos de micro empresas”, prometeu o presidente e recandidato à autarquia, explicando que por via daquele fundo cada micro projeto será apoiado com 25 mil Euros.

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