“Nunca nos calaremos quando as medidas de este ou de outro governo afetarem o nosso concelho” (Com vídeo)

Oliveira do Hospital assistiu, esta tarde, à tomada de posse dos novos órgãos autárquicos municipais. A iniciar um segundo mandato como presidente de Câmara, José Carlos Alexandrino revelou-se preocupado com a recente notícia da diminuição das receitas do Estado, mas avisou não estar disposto “para compactuar com políticas desastrosas” do governo.

Acabara de tomar posse e já erguia a voz para defender os interesses dos oliveirenses. Esta foi de resto a mensagem principal que no primeiro discurso enquanto reconduzido presidente de Câmara José Carlos Alexandrino fez questão de transmitir aos vários autarcas municipais e de freguesia e demais público que esta tarde encheu a Casa da Cultura César Oliveira.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Uma mensagem que o presidente fez também questão de dirigir aos eleitos da oposição com quem espera desenvolver um trabalho “em conjunto”, mas sob “a capa de um compromisso claro: os interesses do concelho devem estar sempre acima dos interesses partidários”. Porque, continuou o presidente, “os eleitores julgar-nos-ão sempre por aquilo que construirmos e não pelo que destruirmos”.

Pela frente, José Carlos Alexandrino sabe que tem um caminho “árduo” a percorrer – “diariamente chegam sinais de grande preocupação para os cidadãos , as famílias e as empresas”, referiu – e que no próximo ano será dificultado por via do “rude golpe” saído da proposta de Orçamento de Estado para 2014 e que, segundo referiu, determina para o município a perda de cerca de 180 mil euros de receitas do Fundo de Equilíbrio Financeiro.

A somar a “outras medidas”, Alexandrino alerta para o que diz ser uma “grande dose de austeridade na vida das famílias e das empresas oliveirenses”. Porém, faz notar que apesar de não caber ao município fazer oposição ao governo, também não estará disponível para compactuar com “políticas desastrosas que ponham em causa a sobrevivência das empresas e a dignidade humana dos nossos concidadãos”.

“Nunca nos calaremos quando as medidas deste ou de outro governo afetarem o nosso concelho e os nossos munícipes”, assegurou o reconduzido presidente de Câmara, garantindo também “não imitar os que optaram por um silêncio cúmplice, aprovando decisões que prejudicaram Oliveira do Hospital como a extinção das freguesias e a constituição do mega agrupamento”, nem a assumir “uma posição subalterna perante os poderes instituídos”.

José Carlos Alexandrino falava assim num ato de tomada de posse onde assumiu o compromisso de “honra” pelo respeito por todos e de execução de uma política “focalizada nas pessoas”. Uma “maior coesão social” é o objetivo do autarca que pretende que todos tenham “igualdade de oportunidades nas áreas do emprego, da saúde e da educação”. “As portas do gabinete do presidente da Câmara continuarão escancaradas para receber as famílias e idosos em situação de carência, os munícipes que perderam o seu emprego, e os jovens com vontade de ultrapassar os obstáculos que a vida lhes coloca”, garantiu o presidente que se orgulha de o concelho ter sido distinguido pelo jornal “Sol” como um dos melhores para viver.
No arranque de um novo mandato autárquico, Alexandrino disse contar com os empresários, movimento associativa e IPSS para que no concelho se gere riqueza. “Todos juntos, trabalhando em rede, conseguiremos superar os desafios”, considerou, reiterando as elevadas expectativas que centra na BLC3, no projeto Biorrefina – TER e na reabilitação da antiga Acibeira que já viu aprovado no QREN investimento de 3,9 milhões de Euros.

“Sim, sabemos e conseguimos construir inovação em Oliveira do Hospital”, prosseguiu José Carlos Alexandrino que, do mesmo modo, defendeu a articulação da BLC3 e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH). A reivindicação, junto do poder central, da conclusão do IC6 e início do IC7 figura também nas prioridades de Alexandrino.

A assistir à posse, por inerência, dos 16 presidentes de Junta /União de Freguesias no seio da Assembleia Municipal, Alexandrino não deixou de tranquilizar as populações com a certeza de que “seremos sempre o concelho das 21 freguesias”. “Onde o governo extinguiu, iremos nós criar serviços de proximidade às populações”, informou.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O ato da tomada de posse dos novos órgão autárquicos municipais foi seguido da primeira reunião da Assembleia Municipal. A eleição da Mesa da Assembleia era ponto único na ordem de trabalhos. Sujeitos a votação em lista unica, António Lopes, Carlos Mendes e Rodrigues Gonçalves foram reconduzidos – com 36 votos favoráveis e cinco contra – presidente, 1º secretário e 2º secretário da Mesa da Assembleia Municipal, respetivamente.

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