Nuno Alves é cabeça de lista da coligação liderada pelo CDS/PP à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e pretende eleger um vereador

O médico dentista Nuno Alves, de 43 anos, é o cabeça de lista da coligação liderada pelo CDS/PP, englobando o Movimento Partido da Terra e o Partido Popular Monárquico, na corrida à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Os principais nomes foram ontem apresentados no Convento do Desagravo e, tal como o CBS tinha avançado anteontem, conta com o actual líder da distrital centrista de Coimbra, Luís Lagos, como candidato à liderança da Assembleia Municipal e Maria José Falcão Brito na corrida pela União das freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços. “Tudo gente que não precisa para nada da política, mas que se preocupa com o futuro do concelho”, assinalou Luís Lagos, apontando como objectivo eleger um vereador e como próximo passo da coligação a constituição de lista no maior número de Juntas possíveis.

O líder centrista Luís Lagos garante que objectivo desta candidatura passa por tentar eleger um vereador e colocar dois elementos nos eleitos para a Assembleia Municipal. “O Objectivo é sempre ganhar, ninguém entra numa candidatura para perder. Merecemos eleger um vereador e, pelo menos, dois deputados municipais”, referiu, considerando que colocar um elemento no executivo seria importante para o equilíbrio político-partidário do concelho. “Disse durante este quatro anos que havia PS a mais, um PS arrogante. Um vereador da nossa coligação seria importante para o equilíbrio politico-partidário e para lançar novos desafios para o concelho”, explicou Lagos, apontando ainda que um elemento desta coligação na equipa que liderará o município nos próximos quatro anos traria igualmente outras vantagens. “Desse clima de oposição saudável também resultaria um executivo mais capaz, eficiente e com outro dinamismo. E mais atento aos verdadeiros problemas das populações”, explicou, salientando que qualquer resultado inferior àquele que o partido obteve nas últimas eleições (eleição de um deputado municipal) será uma derrota.

“…não é positivo andar [referindo-se a José Carlos Alexandrino] a fazer promessas e depois não as cumprir”

Referindo que candidatura liderada pelo CDS/PP é sobretudo de compromisso e de proposta política, Luís Lagos não quis falar muito sobre o facto de José Carlos Alexandrino se manter em silêncio depois de ter referido que anunciaria uma decisão sobre a sua recandidatura ou não a 1 de Abril e que apenas avançaria se tivesse a garantia da concretização do IC6. “Tudo isso é verdade, mas não quero ir por aí. Contudo não é positivo andar a fazer promessas e depois não as cumprir”, disse, antes de esclarecer que, ainda assim, considera o actual presidente como o “candidato mais forte que o concelho e qualquer partido pode ter à Câmara Municipal”. “São oito anos de exercício do poder, são oito anos de contacto com a máquina político-partidária, são oito anos em campanha eleitoral”, justificou, fazendo notar que neste período o autarca cometeu vários erros. “Houve muita coisa onde esteve mal e queremos ajudá-lo a ele ou a qualquer outro executivo camarário, se não formos nós, a melhorar o concelho. Centrando as medidas nas pessoas”, disse, apontando a título de exemplo a necessidade de baixar, no próximo mandato, o IMI para o mínimo permitido por lei e devolver o IRS aos munícipes. “Temos de financiar as pessoas e não as instituições, porque esta última cria um clima de dependência que não queremos. A maior corrupção que se pode fazer aos princípios do 25 de Abril, tão defendido pelas esquerdas, é criar estas redes tentaculares em que se financiam instituições e que mantêm as  pessoas amarradas pelo dinheiro do contribuinte”, esclareceu.

O candidato à presidência da autarquia foi mais incisivo. Considerou que nesta altura Oliveira do Hospital “é um concelho, se calhar, parado” e que poderia estar muito melhor. “Tem todas as condições para isso. Tem pessoas com qualidade. Mas sentimos que isso não está a acontecer e achamos que podemos dar um contributo positivo para que tenhamos um concelho com mais qualidade, mais dinâmica e voltado para o futuro”, sublinhou, destacando a ineficiência da autarquia em vários aspectos. “Na atracção de investimento a Câmara não tem feito o papel que deveria. Áreas como a floresta e agricultura estão esquecidas. Temos ideias para que essas vertentes tenham um desempenho melhor, para criar mais emprego e gerar uma economia mais forte e duradoura. O que vemos hoje acontecer são pequenos gestos que geram economia no momento, mas não a deixam que cresça para o futuro e os empresários não têm o apoio que merecem”, atirou.

Uma das bandeiras da coligação será também a redução do executivo que no entender dos centristas com “os actuais seis ou sete vereadores a tempo inteiro” só serve para desperdiçar o dinheiro dos contribuintes. “ Três pessoas são o suficiente e é uma medida a colocar em prática. Não se justifica tanta gente e o dinheiro podia ser utilizado para outras coisas”, acredita Nuno Alves, que neste aspecto contou com a colaboração de Luís Lagos, para quem um sistema com tantos vereadores a tempo inteiro permite de uma forma tentacular estar presente em todo o lado e criar um clima de campanha eleitoral durante quatro anos, quando esta devia durar apenas quatro meses. “Não podemos gastar o dinheiro dos contribuintes para fazer campanha eleitoral. Essa será uma exigência nossa se tivermos poder para isso”, referiu, atirando mesmo o exemplo de várias empresas que lidam com orçamentos superiores ao da autarquia e são geridas apenas por uma pessoa com a colaboração dos seus quadros técnicos.

A candidatura do PSD “é uma coligação negativa e não positiva”

Luís Lagos explicou também que não chegou a concluir as negociações com o PSD para constituição de uma aliança, apesar de ter sido essa a linha seguida pelas distritais das duas forças partidárias onde foi possível, porque considera que o projecto político centrista é diametralmente oposto ao que defendem os sociais-democratas, cujo plano não seria de proposta política. “Para mim a candidatura do PSD é demasiado abrangente para ter um espírito de compromisso comum. É mais uma coligação contra o actual presidente da Câmara do que uma coligação como a que estamos a construir e que permite oferecer uma proposta política para o concelho”. Lagos diz mesmo que a candidatura do PSD “é uma coligação negativa e não positiva”. “Apesar disso, não estamos cá para fazer oposição ao PSD que não é poder. Respeitamos muito essa candidatura. É bem-vinda. Mas se optar pela guerrilha de criticar, só por criticar terá o nosso apontamento”, avisou, reforçando que a candidatura da qual faz parte não vai entrar com o simples objectivo de ter “espírito de oposição a nenhum partido, nem à Câmara, nem ao partido socialista que neste momento gere os destinos do município, nem ao PSD”.

“Nós estamos aqui para oferecer ao concelho, às pessoas, aos nossos filhos, às gerações mais jovens e mais velhas propostas políticas que permitam que se viva melhor e que se consiga colocar o concelho de Oliveira do Hospital numa rota de crescimento”, continuou. “Esse é que é o desafio. O CDS ficará a ganhar se chegarmos ao fim do acto eleitoral e conseguirmos perceber, como percebemos há quatro anos, que fomos uma mais-valia”, recordando que, em sua opinião, neste mandato o melhor contributo para o funcionamento da Assembleia Municipal partiu do CDS.

Dar continuidade ao trabalho que foi desenvolvido nos últimos quatro anos também foi um dos factores que pesou na decisão de Nuno Alves para avançar como cabeça de lista. “Não podíamos defraudar as pessoas que acreditaram em nós há quatro anos. Continuamos esse trabalho, que não foi de mera critica. Foi um trabalho construtivo, positivo e é assim que queremos que esta candidatura se mantenha. Estamos aqui por devoção e porque queremos que os nossos filhos tenham um futuro melhor”, rematou

A coligação com o Movimento Partido da Terra e o Partido Popular Monárquico foi discutida a nível nacional e vai surgir em várias autarquias. Para Oliveira do Hospital, segundo Luís Lagos, esta aposta é também uma mais-valia, permitindo uma resposta política mais conseguida e com uma participação mais abrangente. “Todos os contributos são importantes e cada um desses partidos vai indicar um elemento para os órgãos autárquicos a que iremos disputar”, justificou, concluindo que a coligação está ainda aberta a independentes que queiram participar.

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  • CDS anti Lagos

    Que vergonha, até no dia da apresentação fazem campanha pelo Alexandrino.
    Vão eleger zero, com esta dependência o Lagos vai terminar a sua vida política.

  • António Lopes

    “Coligação Negativa”..? Talvez por dificuldade minha,ainda não consegui descortinar com quem vai o PSD coligado. Por ser assim, a afirmação, deve querer realçar a”Coligação Positiva” que a liderada pelo CDS quer ser.Sendo assim, tudo bem.Problemas já temos que chegue.Todos não seremos muitos,a contribuir para a melhoria da qualidade de vida , no nosso Concelho.

    A questão que se me coloca é; como? Pela “negativa”, alertando e denunciando os abusos, os compadrios, as negligências, as ilegalidades,papel de uma boa oposição ou, por outro lado,fechar os olhos a isto tudo como se nada se passasse e ir fazendo uma proposta aqui, uma proposta ali.?

    Sem favor , tenho muita estima e consideração pelo Dr.Luís Lagos.Aprecio-lhe um conjunto de qualidades.Só que, o País tem leis e regras.As instituições tem princípios de funcionamento e objectivos a atingir. A questão que se coloca é se a lei se cumpre e, no caso dos Municípios, se os objectivos são atingidos. O que importa saber é se, todos, fazemos o que está ao nosso alcance e aquilo que a lei o País e, especialmente os munícipes, de nós esperam, e exigem.

    No caso da Assembleia Municipal, principal palco político do CDS na última legislatura Municipal, o CDS, honra lhe seja,desenvolveu a política que ora se anuncia.a chamada “oposição construtiva”.É publico que, no nosso caso, estivemos sempre, mesmo quando ainda integrado no poder, no lado oposto.

    E porque é um tempo de começar a formar opiniões, cumprindo aquilo que algumas vezes prometi,estou com alguma curiosidade em saber, o que vai dizer a maioria da actual Assembleia Municipal, aos seus eleitores.Por mim estou a começar a questionar, como questionei no local próprio: o que está a maioria daquela gente a fazer ali..?

    Como se pode ter outra atitude, que não a negativa,quando se teima em manter uma eleitoralista subsidiodependência em prejuízo das pessoas, como muito bem denuncia o CDS? Que outra atitude se pode ter perante uma criminosa política de “festas e bolos”com o objectivo único de promover os narcisistas egos?

    Nos últimos 8 anos, a autarquia recebeu mais de cem milhões de euros.Sim.Mais de cem milhões de euros.Nos últimos 8 anos, as principais obras realizadas foram herdadas do anterior executivo, parte já executadas e pagas , parte com dinheiros a receber..! Foram financiadas com um empréstimo de 5 milhões de euros.Repito cinco milhões de euros. A saber: Aldeia das Dez-Vale da Maceira,Oliveira do Hospital-Nogueira do Cravo,Ponte do Salto-Seixo da Beira. A Biblioteca estava restaurada, o Largo Ribeiro do Amaral requalificado.Pergunto: como e onde se gastaram cerca de 110 milhões de euros..? O preço da água e esgotos subiram.Até as bonificações da água, que a lei implementou, este executivo “vendeu” como benesse sua..! Caso da bonificação de preços a famílias numerosas.Venderam a recolha de lixo com um negócio desastroso, que apresentaram como uma mais valia..! Esqueceram-se foi de dizer que ficaram com o pessoal e equipamento, com um custo anual de 150 mil euros.Em oito anos, contrariando as indicações da IGAE/IGF, não conseguiram implementar um banco de dados que permita agilizar as compras aos melhores preços do mercado.Daí os escandalosos preços praticados, nas aquisições.Relembro o várias vezes denunciado, preço das lonas e geradores, que são apenas, um pequeno exemplo.O que se passou e passa com a BLC, só mesmo num País de terceiro Mundo.

    Nos concursos, a regra, virou o ajuste directo, com tudo o que tal prática permite em termos de negociatas , favoritismos e selecção dos amigos. Relembro o caso dos rios mas, generalizou-se. Nas admissões de pessoal é o que todos nós conhecemos.Licenciamentos, denunciámos três ao MP.

    Tem pessoas que já passaram na ADESA,BLC,ESTGOH,POCS, serviço de águas, enfim. Vale tudo.Desde que seja “dos nossos”…têm que se lhes guardar o “tachinho”…

    Ao nível do funcionamento, a Câmara tem cinco vereadores em regime de tempo inteiro.Quatro como vereadores, um com ocupação integral,não sei bem em que regime e, ainda um outro, directa ou indirectamente avençado..! É caso para aplicar a expressão popular: “A porca pode com tantos”..? Onde é que já se viu uma coisa assim ?É este o respeito pelos nossos impostos..?

    Apesar deste “exército”, nunca se consegue ter uma informação atempada e correcta.Veja-se os números da água, onde se podem detectar mais de dez números contraditórios entre si, todos oriundos da Câmara.

    Na Assembleia Municipal,esquecendo o caso da presidência, onde queriam impor a cartilha a um eleito independente,impuseram um horário que impossibilita os mais incómodos de comparecer às Assembleias Municipais.No nosso caso, porque actualmente resido no estrangeiro, preciso pelo menos de três dias para poder estar presente na AM. Logo faltei às últimas três.

    Enquanto oposição, o PS, defendia as AMs ao Sábado de manhã, para se poder falar à vontade..! Sem pressões, dizia o actual “Presidente”.Não só se faz tudo para que não se fale, como se criou um custo com a realização das AM, nunca antes ocorrido,como se inviabiliza a participação dos que trabalham mais longe, não só por isso mas, muitas vezes, por impossibilidade prática de poder faltar ao serviço.

    Esta é a realidade do nosso Concelho, nos últimos quatro anos.
    Pode um eleito,probo e responsável pactuar com tudo isto?

    Li ontem e comentei,os nossos edis , eufóricos a apresentarem 666 mil euros de lucro..!
    Tem razão o CDS quando pugna pela redução do IMI e pela abolição da Taxa do IRS.

    Nós últimos anos,tenho pugnado pela erradicação da taxa de IRS, e pela implementação da taxa de IMI, pelo menos igual , à maioria dos nossos vizinhos. 20% para três filhos.15% para dois,10% para um filho.O que temos é menos 5% por escalão.Ora os 666 mil euros são um pouco mais que a soma da arrecadação destes impostos.Não os eliminam porquê? Se o dinheiro até sobra..!

    Gasta-se mais de um milhão de euros ano em bola e festas.Daqui para diante , as AMs são para aprovar subsídios às festas.Aliás é para o que têm servido.Veja-se as últimas ordens do dia.Subsídios às juntas, e às festas.Porque não ficam estes subsídios no orçamento anual e aprovados de vez..? “Barbilho” aos Senhores Presidentes de Junta..?

    Saberá o Senhor Presidente da AM (em exercício) que gasto dois mil euros e perco pelo menos três dias para ir aprovar uns subsídios? Será essa, apenas, a função da Assembleia Municipal? É a resposta a estas questões que devem dar aos Munícipes, na próxima campanha eleitoral.Estarei por lá, para lembrar.

    Se é a isto que se chama política pela negativa, então, assumidamente, sou um negativista..!

  • Atento

    Muito bem para candidato à câmara o Dr. Nuno. Agora uma pessoa que vive da política vir dizer que nada tem da política.. Cresce o nariz, pinóquio de Lagos.

  • Nojentos

    Foi ler a entrevista do Pombo e só alterou para elogiar o Alex.
    Quem é que acredita nesta gente.
    Até vão mudar o logo para ver se enganam alguns velhotes.