O Bava da Bola

Um tal Bava, Zeinal de primeiro nome, foi presidente executivo durante anos da PT. Em 2015, interrogado numa Comissão de Inquérito parlamentar à gestão do BES, disse não se lembrar de quem tinha decidido na empresa que dirigia investir 500 milhões de euros em dívida do BES Internacional, coisa que se revelou um desastre.

Fez escola, deixou seguidores. Um tal Pedro, que ostenta o temível apelido de Guerra, disse ontem na TVI 24 não se lembrar de e-mails que teria trocado com um tal Adão, de Braga, ex-árbitro e ao que se diz adepto dos de raiva do Benfica.

Nesta troca de comunicações assinalava-se o domínio lampião no futebol português e a existência de oito árbitros, com o nome transcrito, que estariam às «ordens» do chamado SLB.

Foi o F C Porto, através de Fancisco J. Marques quem há uma semana atrás e uma vez mais divulgou uma informação incómoda para os benfiquistas.

Direi que se instalou o caos; oito dias depois o clube lisboeta não se demarcou de Pedro Guerra e este fez ontem uma figura patética na televisão recorrendo a uma amnésia de conveniência nunca negando, porém, a existências dos tais e-mails.

O que leva o dito SLB a não se demarcar? Rodolfo Reis adiantou ontem na SIC a hipótese de Pedro Guerra «por a boca no trombone» se se sentir sozinho. Não o podem tirar da TVI24 a não ser que José Eduardo Moniz mexa os seus cordelinhos e certamente vão deixá-lo cair da Benfica TV logo que possam.

O Guerra, que no domingo à noite disparou em todos os sentidos lembrando um animal preso na jaula – até tentou virar a situação do debate contra o ex-árbitro Marcos Ferreira – já deve ter percebido que está a prazo e que daqui para a frente ninguém o vai levar a sério.

Criou uma situação tensa entre os homens que puxam para o encarnado: é vê-los, a eles, aos comentadores da cor, a tentarem sacudi-lo como quem tem caspa nos ombros.

Entretanto, estes profissionais do comentário, talvez por imposição da cartilha, vão «bebendo» de Gobells, o que foi ministro da Propaganda nazi, o tal que dizia puxar logo da pistola quando lhe falavam de cultura.

Estes televisivos que refiro quando se lhes fala de corrupção no Benfica puxam logo… pelo apito dourado. Foi assim ontem com o próprio patético Guerra, com António Figueiredo e hoje com Rui Gomes da Silva. Não percebem, os tristes, que de tanto o usarem gastaram o dito apito dourado. Puxam-no freneticamente e já não tem munições. Dispara em seco engolem em seco.

Antes de terminar quero assinalar que o António Pedro Cerdeira – que desconhecia ser portista – é um bom actor mas deram-lhe ontem o papel errado no tal «Prolongamento».

Hoje, à noite, haverá no Porto Canal – dizem – a revelação de informações mais bombásticas. Vamos então aguardar que elas saltem cá para fora.

Nota: a legenda para a foto que escolhi para ilustrar pode ser: «De tanto inchar rebentará certamente»

Foto de perfil de Jorge MassadaEste artigo foi retirado de um post da página do Facebook pessoal do autor, o jornalista Jorge Massada, que exerceu a profissão durante vários anos no semanário Expresso e actualmente dirige o jornal Ciência Hoje. 

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