Há dias bastou um pequeno acidente numa passadeira junto à rotunda de acesso ao hospital para que a cidade entupisse por completo e se instalasse o caos.

O caos urbanístico

Na Rua Prof. António Ribeiro Garcia de Vasconcelos e na Avenida Francisco Sá Carneiro amontoaram-se dezenas e dezenas de automóveis em filas intermináveis.

O trânsito – pura e simplesmente – não fluía porque uma ambulância do INEM teve que parar naquela zona para prestar socorro à vítima de um atropelamento.

Algum tempo depois, a GNR viu-se forçada a aconselhar os automobilistas a “galgarem” o lancil e, lentamente, os automóveis lá começaram a dirigir-se para os seus destinos.

É a prova de que hoje, na cidade, existem algumas artérias onde em caso de sinistro é muito difícil meter meios de socorro.

Estou convencido que se os Bombeiros efectuassem uma acção de simulacro de um acidente grave na rua do colégio ou, por exemplo, no troço da avenida em frente ao Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, rapidamente nos aperceberíamos da cidade atrofiada onde nos enclausuraram.

Na zona das escolas do 2º Ciclo de Ensino Básico e da Secundária, só quem vai lá diariamente buscar os filhos é que se apercebe da imensidão daquele ponto negro da cidade. Situação algo semelhante acontece junto ao designado Centro Educativo da cidade. Quando toca a campainha já ninguém se entende…

Em Seia, por exemplo, o Centro Escolar que a Câmara Municipal mandou construir tem salvaguardada a questão dos acessos e do estacionamento.

Estes são sem dúvida alguns dos problemas para o qual o executivo de José Carlos Alexandrino tem que arranjar soluções para minorar o problema, que tende a agravar-se.

Uma nota final: Ao Correio da Beira Serra chegaram-me notícias de que um acto eleitoral recentemente realizado na Juventude Socialista de Oliveira do Hospital com vista à eleição de delegados ao congresso, teve contornos verdadeiramente anti-democráticos.

Sei de alguns jovens militantes, que ainda há relativamente pouco tempo ingressaram naquela estrutura partidária e já assistiram a cenas que julgavam só existirem na casa dos outros.

Ainda virgens na nobre actividade que a política deve ser, o desencanto instalou-se entre alguns desses jovens que não querem compactuar com velhas manhas e velhos hábitos próprios do caciquismo.

Dizem-me também – e eu sei que assim é – que há militantes “seniores” a interferir nos processos que só aos jotas dizem respeito. É lamentável.

 

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