‘O concelho não pode esperar mais 4 anos a ser dirigido pelo actual presidente’

Correio da Beira Serra – Porque é que demorou tanto tempo a apresentar a sua candidatura?
José Carlos Mendes –
Porque quisemos esgotar, dentro e fora do partido, todas as possibilidades para podermos estar nas próximas eleições com a sigla do PSD, já que militámos nesse partido durante muitos anos. Consideramos que os dois desafios que tivemos para a concelhia e que ganhámos, obrigavam a que fizéssemos esse esforço, para que pudéssemos ser nós a indicar os nomes para as autárquicas através do PSD.

No entanto, reconheço que a justiça portuguesa e, nomeadamente, a partidária é lenta e não permitiu que pudéssemos tomar esta decisão há mais tempo. Foi no momento em que entendemos ainda ser possível avançar com uma lista ganhadora.

CBS – Sofreu algum tipo de pressão política para não avançar?
JCM –
Não. É lógico que por parte das estruturas distritais e nacionais e, com base em conversas que mantive com os seus dirigentes, havia interesse em que nós não avançássemos, porque defendiam que a solução mais adequada para o concelho era o actual presidente. Essa não era a nossa perspectiva e consideramos que o concelho não está a ter o desenvolvimento que deveria ter e fizemo-los sentir… não nos restava outra solução que não avançar.

CBS – Também há quem argumente, no seio do PSD, que se o professor José Carlos Mendes soubesse esperar, daqui a quatro anos, seria o candidato natural do partido. Que comentário que lhe merece esta opinião?
JCM –
Eu não estou nisto por interesses pessoais, mas sim pelos interesses do concelho. O concelho não pode esperar mais quatro anos a ser dirigido pelo actual presidente. Nós consideramos que as políticas, sendo implementadas com o actual executivo, não correspondem ao anseio dos oliveirenses e ao desenvolvimento desejado. Quatro anos de espera era hipotecar o desenvolvimento deste concelho, até porque os fundos comunitários a que as autarquias têm acesso terminam em 2013 e era fundamental nós aparecermos agora. Interessa-nos o desenvolvimento do concelho e não ambições pessoais.

CBS – Há quem sustente que a candidatura do Prof. José Carlos Mendes tem um “handicap”: esteve vários anos com Mário Alves na Câmara Municipal – foi seu vice-presidente – e na Comissão Política de Secção (CPS) do PSD, e só há pouco tempo é que lhe descobriu os defeitos…
JCM
– As coisas não são bem assim. É verdade que estive ligado ao PSD durante muitos anos, e na concelhia com o professor Mário Alves. Acreditava, na altura, ser possível criar uma equipa com ele, que trouxesse o desenvolvimento desejado por mim e muitos oliveirenses de Oliveira do Hospital. Foi por isso que eu entrei, em 2001, com ele e com o José Ricardo nesta luta e com os restantes elementos dessas equipas, mas passado pouco tempo, cheguei à conclusão de que não era possível fazermos as alterações fundamentais para que o desenvolvimento do concelho fosse aquele que nós desejávamos. A gestão feita pelo actual presidente é centralizada. Não permite que as pessoas que trabalham com ele, possam participar de uma maneira activa na tomada de decisão das políticas essenciais para o concelho. É verdade que estive quatro anos com ele. Mas, também era público que as minhas divergências com ele eram grandes. Cheguei a pedir a demissão, mas retirei-a a pedido de pessoas que comigo trabalhavam. Decidi seguir o mandato até ao fim já que tinha sido eleito pelos oliveirenses. Mas, ao fim de quatro anos, apesar das insistências do actual presidente de Câmara para eu ir às eleições de 2005, decidi não participar mais, porque não concordava com o tipo de gestão que estava a ser executada na Câmara Municipal.

CBS – Considera estes cerca de três anos que esteve à frente do PSD uma espécie de luta inglória?
JCM –
Eu acho que é um pouco isso. No entanto, também temos a noção de que, durante esses três anos, alertámos os oliveirenses para o tipo de política que estava a ser executada e que não permitia dar o salto fundamental para melhorar a qualidade de vida do concelho. Fomos nós que, nestes últimos três anos, apesar de estarmos no PSD – partido que elegeu o actual presidente de Câmara – levantámos publicamente muitas situações relacionadas com essas políticas. Acho que permitiu que, neste momento, muitos oliveirenses tenham o anseio da mudança.

CBS – Quais são as principais dificuldades que está a encontrar no terreno? JCM – A falta de tempo. Se tivéssemos entrado na preparação destas eleições há mais tempo teríamos, neste momento, listas constituídas nas 21 freguesias. Como entrámos há pouco tempo, em freguesias mais pequenas é difícil constituir equipas ganhadoras, porque a maior parte das pessoas já está nos outros dois projectos que vão às eleições autárquicas. A nossa metodologia é de avançarmos com candidaturas de qualidade, para ganharem as Juntas de Freguesia e ajudarem-nos a ganhar o desafio que estamos a ter, que é mudar este concelho.

Notamos um medo generalizado na maior parte das pessoas, principalmente aquelas que têm relações com a CMOH, funcionários ou outros que contactem assiduamente com a autarquia. Isto é muito mau e não devia acontecer, porque entendemos que não pode haver filhos e enteados, vingança, prepotência. Quando ganharmos a CMOH, com certeza, tudo isso vai acabar e vamos ter com os munícipes uma relação muito próxima e correcta.

CBS – Fala em clima de medo. Quer concretizar?
JCM –
Estamos a constituir equipas com pessoas muito válidas, que vão com certeza fazer um bom trabalho e, notamos que em alguns locais onde fazemos contactos, a seguir há alguém a tentar desmotivar as pessoas para não integrarem o nosso projecto. Mas, contactamos pessoas com uma tal verticalidade e postura ética que, pura e simplesmente, não aceitam pressões e estão connosco.

CBS – Tem alguma percepção – existem alguns comentários nesse sentido – que o actual presidente da Câmara esteja a utilizar a máquina da CMOH com fins eleitoralistas? Quer denunciar alguma situação em concreto?
JCM
– É público que nalguns casos isso está a acontecer. Ouvimos dizer que se dão subsídios a determinadas instituições para se levar determinado candidato. Isso não pode ser. Os subsídios devem ser dados às instituições porque elas merecem, e não para se tirarem dividendos eleitorais, como se ouve dizer em determinadas freguesias. Felizmente, nós não precisamos fazer isso. A única coisa que as pessoas sabem é que temos um projecto de mudança, acreditam nele. Satisfaz-nos o não termos que utilizar qualquer aliciamento, ao contrário de outros.

CBS – Acha que – conforme se diz na gíria – o actual poder político tem o terreno minado?
JCM –
Nalgumas freguesias acho que sim. Algumas candidaturas fazem esforços de tentarem esgotar a possibilidade de outros poderem entrar nestas lutas eleitorais, convidando um número de pessoas exagerado.

CBS – Quais são as Juntas de Freguesia (JF) a que, decididamente, a lista de independentes não concorre?
JCM –
Ainda não fechámos esse processo. Serão poucas aquelas a que não vamos concorrer. Neste momento, temos já a maioria das listas às JF constituídas e fazemos esforços no sentido de podermos concorrer a mais.

Mas, com certeza que iremos concorrer a mais de dois terços das JF. O processo ainda não está fechado, e o que posso garantir é que estamos a construir grandes equipas. Preferimos em algumas não avançar com listas se considerarmos não ser possível integrar as pessoas que gostaríamos.

CBS – Pode saber-se quais são os quatro primeiros elementos que o acompanham na candidatura à Câmara Municipal. Quem é o cabeça de lista à Assembleia Municipal (AM)?
JCM
– Ainda não está tudo definido. A seu tempo diremos quem serão. É lógico que as pessoas têm-me visto com o Dr. Nuno Freixinho, que será um dos elementos para a CMOH.

Também ainda estamos a constituir a lista à AMOH. Nós temos dado prioridade às Juntas de Freguesia. Temos 21 juntas e o concelho é grande. Os contactos têm passado directamente por mim, porque as pessoas têm que saber com o que é que contam. Entendemos que as listas para a CMOH e AMOH seriam as últimas a ser formadas. Temos ideais e sabemos quem é que nos interessa e há boas equipas.

Pretendemos, nos próximos dias, inaugurar a nossa sede de campanha e apresentar os candidatos antes de entregarmos as listas no Tribunal da Comarca.

A verdade é que, nos contactos feitos, as pessoas estão muito receptivas ao nosso projecto e ansiosas pela nossa vinda a terreiro disputar estas eleições. Ainda há poucos dias, um militante do PS, dizia-me que esta questão dos projectos independentes vai-se generalizar, porque a política está cada vez mais descredibilizada, os partidos olham cada vez mais só para si, nomeadamente, as estruturas superiores e as bases só servem para agitar bandeiras e caçar o voto. As pessoas estão a ficar fartas disso. Nas últimas autárquicas no distrito de Coimbra, para a Câmara não houve nenhuma candidatura independente e, este ano, há já uma em Oliveira do Hospital, outra em Arganil, em Coimbra e duas ou três na Figueira da Foz. Não podia ser de outra forma. Não podemos deixar que os partidos decidam por nós relativamente às opções consideradas mais correctas.

CBS – E o processo das assinaturas?
JCM
– Essa é a parte mais fácil. Como disse a receptividade é grande para a constituição das equipas. E em matéria das assinaturas, não estamos a encontrar problemas e conseguiremos um maior número de assinaturas do que necessitamos e teríamos muitas mais se também tivéssemos mais tempo. Neste momento, já temos assinaturas suficientes para concorrer à CMOH, AMOH e à maior parte das freguesias, porque há algumas que estão ainda em constituição.

CBS – Que expectativas tem para o dia 11 de Outubro? Onde é que coloca a fasquia?
JCM –
Ganhar. Estamos convencidos de que ninguém vai ganhar com maioria absoluta e que o resultado vai ser na ordem dos dois, três, dois… nós esperamos ter os três. A nossa convicção é de que vamos ganhar e depois, com certeza, que arranjaremos pontos de entendimento com outras pessoas que queiram que o desenvolvimento deste concelho seja muito maior.

CBS – Está então a pensar num acordo de gestão em caso de vitória sem maioria…
JCM –
Não há nenhum acordo neste momento. Acho que é impossível fazer acordo com duas das pessoas que estarão nestas eleições autárquicas, pela postura e pelo que conheço delas, ao longo deste processo, que é o actual presidente e o vice-presidente da CMOH. Em relação às outras pessoas, não temos qualquer problema em dialogar com elas e em arranjar pontos de entendimento. Não tenho ninguém no concelho com que eu me dê mal e não possa fazer, com eles, o melhor para este concelho. Tenho uma postura de respeito pelas opiniões dos outros, no sentido de conseguir, facilmente, os tais entendimentos que permitam governar a CMOH de uma forma correcta.

CBS – Quanto a projectos que têm absorvido a intervenção autárquica dos últimos tempos e que resultam do empréstimo de cinco milhões de euros, Há tempos, numa conversa informal, o professor JCM dizia-me que o Centro Escolar da cidade seria uma das piores heranças deste executivo…
JCM
– Fala-se muito que nós estamos neste desafio por uma questão de vingança e ódios. Mas não é verdade. Estamos neste desafio porque o rumo do desenvolvimento em Oliveira do Hospital tem que mudar, rapidamente, para inverter o ritmo de descida vertiginoso em termos de desenvolvimento.

A actual carta educativa não corresponde às necessidades do concelho e tem que ser remodelada. Não compreendemos que a cidade não tenho um Centro Educativo de raiz, a exemplo de outros concelhos limítrofes e do país. Há fundos comunitários disponíveis para fazer um centro educativo, com poucos recursos financeiros da CMOH. Há que os aproveitar na altura própria. Se pudermos criar estruturas capazes de proporcionar um ensino de qualidade, então estamos a fazer políticas adequadas ao desenvolvimento do concelho. Aqui na cidade, é um erro crasso estar a fazer remodelações na actual EB1, porque não respondem às necessidades educativas do concelho. No próximo ano, as turmas do 4º ano serão todas transferidas para a sede do Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas. Acho que um projecto educativo adequado deveria permitir que os quatro anos estivessem no mesmo espaço.

Não é só na cidade que se estão a desperdiçar os recursos financeiros da União Europeia. Em Nogueira do Cravo pretendemos um Centro Escolar de raiz, porque nenhuma EB1 da freguesia corresponde ao momento actual que vivemos, já que a maior parte foi construída há 50 e 60 anos. T

ambém no Seixo da Beira isso deve acontecer. Era uma promessa do actual presidente de CMOH de 2001. Foi mudando a sua posição e retirou o centro educativo das opções da Carta Educativa. Nós defendemos três centros educativos de raiz.

‘Se Mário Alves fosse correcto tinha-se retirado’

CBS – Qual é a sua opinião sobre a obra do Largo Ribeiro do Amaral e o silo automóvel e o investimento que lhe está inerente?
JCM –
Para nós, o grande problema ao nível das obras, é que elas surgem, fundamentalmente, no final do mandato por causa de questões eleitorais. Não têm por base um projecto de desenvolvimento, devidamente, definido para o concelho. Somos, por isso, críticos em relação a um grande número de obras que são feitas.

Não compreendemos, por exemplo, que a central de camionagem continue no papel. Para nós era prioritária em relação à remodelação do Largo. Já podia ter sido construída há muito tempo, houve fundos comunitários para isso. Não avançou porque há um problema de terrenos para resolver e andam-se anos para que o assunto seja esclarecido. Não é compreensível.

A biblioteca só agora é que avançou e na nossa perspectiva e na dos técnicos da IPLB não devia estar a ser construída naquele local. Porque, os técnicos acham que uma biblioteca deve nascer num sítio onde não seja feito o aproveitamento de edifícios antigos. O indicado é que todo o espaço esteja num piso só. E, em tempos poderia ter sido construída com verbas da CMOH muito insignificantes que, agora, vão ser maiores. Lembro-me que na altura, o IPLB financiava a biblioteca em 50 por cento as suas obras e o seu acervo. E havia, ainda, a possibilidade de o financiamento chegar aos 90 por cento. O concelho necessita também de um arquivo municipal que tarda a aparecer e que podia ter sido planificado com a biblioteca.

Há um conjunto de obras que estavam em primeiro lugar e não têm sido planificadas e não têm por base o tal projecto de desenvolvimento. Devíamos ter um complexo desportivo, devidamente, definido com várias valências como um pavilhão desportivo, piscinas, campo de futebol … tudo isso deveria estar definido para aproveitar financiamentos quando eles surgissem.

Não deixarei de exercer o papel de presidente. Para além de dirigir uma equipa em que acreditamos, queremos fazer os contactos essenciais junto do poder governamental, solicitando o investimento a que temos direito.

Um presidente de Câmara não pode passar cinco a sete horas a fazer despachos e a assinar requisições. Estes trabalhos têm que ser feitos pelas pessoas que trabalham na câmara, tem que se acreditar que são capazes depois de, devidamente, acertado aquilo que queremos fazer. Um presidente de Câmara tem que estar livre para poder defender todos estes projectos que o concelho necessita. É isso que pretendo fazer como presidente de Câmara.

CBS – Qual acha que deve ser o principal desiderato em termos de desenvolvimento na entrada da próxima década?
JCM –
Achamos que a autarquia tem desenvolvido um conjunto de políticas pacíficas, que todos nós teríamos capacidade de fazer, nomeadamente, as acessibilidades internas, pavimentação de caminhos e ruas, iluminação, requalificação de espaços. Não compreendemos é que se pavimente uma rua e não se coloquem esgotos e água. Está a ser comum fazer-se isso no concelho e, está-se a duplicar o investimento. Aqui na cidade é um crime o que se está a fazer com o gás natural. A requalificação que está a ser feita não teve em conta o gás natural. Não se deve fazer obra só para encher o olho. É preciso atender às necessidades básicas. Não se compreende como é que não se investe na questão do saneamento em baixa, já que há em todas as freguesias problemas relacionados com saneamento. Na freguesia de onde sou natural, as populações de Formarigo e Moita não têm saneamento, nem água canalizada. Tem que ser feito um investimento grande. Não se vê, mas é importante resolver essas questões das pessoas e ambientais.

Outra questão é a das acessibilidades externas. É uma vergonha que num concelho como o nosso, que era o terceiro em 1975, ainda se continue com a EN17 para aceder a Coimbra. Isto depende muito do presidente da CMOH. Eu gostava de saber quantas reuniões é que o senhor presidente da CMOH, ao longo de 16 anos que foi responsável pelas obras públicas do concelho, teve em Lisboa no ministério das Obras Públicas para defender a construção de acessibilidades externas condignas. Não serão necessários os cinco dedos de uma mão para contar o número de reuniões que ele lá teve. Não compreendo como é que, na campanha eleitoral de 2001, se diz que se as acessibilidades externas não forem construídas, nós vamos fazer uma marcha lenta. Já lá vão oito anos, não há acessibilidades e não vi marcha lenta nenhuma.

Não compreendo como é que Oliveira do Hospital está a perder, sucessivamente, serviços que são fundamentais para termos qualidade de vida. Perdemos serviços personalizados da EDP, PT, Zona Agrária e vamos perder, se calhar dentro de pouco tempo, o SAP. O que é que tem sido feito pelo actual poder executivo? Nada. Deve-se fazer alguma coisa antes das situações acontecerem e sensibilizar os ministérios.

Não compreendemos como é que Mário Alves, na apresentação da sua candidatura que nós questionamos, diz que uma das defesas vai ser a manutenção do SAP e do tribunal. Nós na CPS do PSD alertámos e fizemos uma vigília e, a seguir movimentou-se um pouco, fez uma ou duas reuniões em Coimbra, mas acabou. No entanto, depois das eleições o problema vai-se pôr outra vez e, nessa altura, vai ser muito difícil conseguir segurá-lo e teremos que arranjar alternativas.

Daqui a pouco, o serviço da Segurança Social de Oliveira do Hospital é apenas um espaço para recepção de determinadas declarações e impressos. Brevemente, os oliveirenses se precisarem de qualquer coisa têm que ir a Arganil, a Coimbra ou à Lousã. Não pode ser.

CBS – Porque é que questiona a candidatura do professor Mário Alves?
JCM
– Neste momento, não pertenço à CPS do PSD, mas continua a trabalhar. O que sei, é que está um recurso no Tribunal Constitucional cujo parecer ainda não saiu. Acho que era, eticamente, correcto que Mário Alves esperasse pela decisão do TC e não avançasse para uma situação destas. Acho que, eticamente, lhe fica muito mal, mas também já não me admiro muito com a ética do actual presidente de câmara.

Nós ganhámos as eleições por duas vezes no terreno, ele não foi o rosto da candidatura opositora, mas foi o corpo e a alma. Perdeu nas urnas e tinha a indicação de que estava em jogo a indicação dos candidatos às próximas autárquicas. De uma forma eticamente reprovável, oferece-se para ser candidato pelo PSD. Se ele fosse correcto ter-se-ia retirado. Mas nós, com certeza que com a nossa candidatura independente, vamos trazer esperança aos oliveirenses, transformando este concelho, num concelho onde dê gosto viver e que permita que os jovens não tenham que sair daqui.

Uma das coisas que este executivo não fez, foi potenciar a parte ligada ao desenvolvimento empresarial. A Câmara não tem que criar empresas, mas tem que criar condições para que elas surjam e para que as que cá estão possam crescer e manter ou aumentar postos de trabalho. Só assim é possível fixar as pessoas e criar mais riqueza. A iniciativa privada é o motor de desenvolvimento do concelho.

Há uma área do desenvolvimento que achamos muito importante para o desenvolvimento do concelho que é o turismo. O concelho tem grandes recursos no âmbito paisagístico e histórico e, tem também um cartão de visita que é a Serra da Estrela e o Piódão. Podemos perfeitamente conjugar o nosso património com o Piódão e a Serra da Estrela.

Ainda relativamente ao que li no jornal online do CBS sobre as declarações de Mário Alves, quanto à intenção de adaptação da antiga ARCIAL em Casa do Queijo, acho que é um erro muito grande. Se os oliveirenses entenderem que eu sou a pessoa indicada e que devo ser presidente de câmara, não vou fazer uma casa do queijo. Vou fazer um museu interactivo do queijo, onde a ARCIAL e a ANCOSE possam ser parceiros activos. Só um museu do queijo interactivo é que puxará as massas.

Henrique Barreto/ Liliana Lopes

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