“O FCOH precisa de ser repensado”

De regresso ao campeonato distrital por não conseguir aceder à 2ª divisão nacional de futebol – a 3ª divisão é extinta – o “FCOH precisa de ser repensado”. Quem o diz é o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que diz ser hora de o clube “apostar mais na formação”.

O pedido de um apoio suplementar de cinco mil euros à Câmara Municipal por parte do Futebol Clube de Oliveira do Hospital (FCOH) gerou polémica na última reunião do executivo. Apesar de a atribuição da verba ter passado com os votos favoráveis do executivo em permanência, o assunto mereceu a contestação do vereador do PSD naquele órgão autárquico que, sem reservas, se posicionou pelo voto desfavorável. “Foi feita negociação com esta gente e foi dito que não havia dinheiro, porque há questões sociais para resolver. Eu voto contra”, começou por afirmar Mário Alves que, no imediato, chamou a atenção do executivo para os benefícios de que goza o clube oliveirense, comparativamente com os restantes grupos desportivos do concelho. “Se há clube que é beneficiado é o FCOH”, insistiu o antigo presidente de Câmara, referindo em concreto que “a manutenção do estádio, as contas de água e de luz são suportados pela Câmara”, situação que não se verifica com os restantes clubes. “Não posso dar de barato estas coisas”, argumentou Mário Alves que, de forma mais suave, viu o seu entendimento merecer o apoio do vereador independente José Carlos Mendes que optou pela abstenção na hora da votação. “Já foi dado um subsídio”, registou o eleito pelo movimento Oliveira do Hospital Sempre,criticando a postura de alguns clubes que “têm gasto mais do que aquilo que têm”.

Pese embora o seu voto favorável à atribuição do subsídio suplementar de cinco mil Euros ao FCOH, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital disse ser esta “a altura ideal para se repensar a filosofia do clube”. “Agora é a altura boa para se pensar o que se quer do clube e apostar na formação”, considerou ainda José Carlos Alexandrino, verificando que o futebol sénior só continua a existir porque “há sempre o mesmo a meter dinheiro”. Referindo-se a um conhecido sócio e amigo do FCOH, o presidente do município está certo de que tal dedicação ao clube decorre da “paixão” que aquele sócio tem pelo FCOH. “E não deixa lá 10 mil, 50 mil ou 100 Euros. Deixa lá muito mais do que isso”, continuou o presidente da autarquia oliveirense que à saída de mais uma época desportiva fala da necessidade de juntar todos os clubes à mesma mesa “para se pensar um projeto de formação”. Uma conversa que Alexandrino admite que não seja fácil porque “às vezes as pessoas não estão para ouvir os responsáveis políticos”. “Os responsáveis devem atuar ao contrário que é cortando e não cedendo”, aconselhou o vereador do PSD.

No que respeita ao apoio que a Câmara presta aos grupos desportivos com equipas séniores em competição, José Carlos Alexandrino informou que tem havido redução nos subsídio atribuídos . “O apoio ao FCOH já passou dos 75 mil Euros, para os 45 mil Euros”, informou o presidente. Apoios que continuam a merecer a contestação de Alves que ao fim da temporada desportiva, verifica que o subsídio dado ao FCOH nada beneficiou o clube, porque acabou por regressar ao campeonato distrital. “Comigo não havia dramatismos”, informou o antigo presidente de Câmara que chegou a considerar melhor empregue o apoio que a Câmara dá à secção de Hóquei em Patins do que ao Futebol, porque a primeira lida com miúdos desde os quatro anos de idade.

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