“O Filho não é meu” valeu rasgados elogios à autora Maria Alice Gouveia

Apesar de a autora se chamar Maria Alice Gouveia, o nome “Lili” foi o que mais se ouviu na sessão de apresentação do livro “O Filho não é meu”, realizada no início da tarde de sábado, na sede do Agrupamento de Escolas da Cordinha, onde também decorreu a Feira de São Martinho.

O ambiente intimista que marcou o lançamento do livro, numa edição da Editorial Novembro, obrigou de facto a um tratamento muito especial para com a autora de “Pais Desumanos” e “Diversas Formas de Amar”.

Apresentada por Maria Adelaide Freixinho, a obra de Maria Alice Gouveia começou logo por merecer os elogios do director do Agrupamento de Escolas, que se confessou “honrado” por ali ser feita a apresentação “em primeira mão” de “um livro de qualidade”.

“Apostamos sempre em tudo o que seja da nossa zona da Cordinha”, referiu Carlos Carvalheira, que também considerou aquele momento como “um bom exemplo” para os alunos que frequentam o agrupamento.

Já habituada à escrita da autora, Maria Adelaide Freixinho – responsável pela apresentação dos dois últimos livros da escritora – destacou a “linguagem simples e fluida” que caracteriza a sua escrita, e o “realismo” que confere aos diálogos e à descrição dos locais. “A certa altura também nós parecemos uma personagem do livro”, referiu, entendendo que o novo livro é possível de ser lido num “fôlego”.

Tendo em atenção a época do ano em que nos situamos, Freixinho aconselhou a oferta de “O filho não é meu” como presente de Natal, até porque a obra permite “a identificação com algumas maldadezinhas sobre as quais importa reflectir”.

Maria Adelaide Freixinho desafiou a autora a continuar a escrever, porque “o nosso concelho precisa de pessoas de cultura que incentivem à leitura”. “Continue-nos a presentear com obras como esta”, afirmou.

Apresentada enquanto vereadora da Cultura e Educação da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Graça Silva recomendou a leitura do livro e destacou a disponibilidade da autarquia para apoiar projectos desta natureza. À escritora, Graça Silva desejou “boas vendas” e a edição de mais livros.

Com palavras repletas de agradecimentos a todos quantos colaboraram no novo projecto literário, Maria Alice Gouveia destacou que o apoio recebido por parte da Câmara Municipal “foi prometido pelo anterior executivo e honrado pelo novo executivo”.

Sobre a obra que lançou, sublinhou a particular emoção que marcou a sua escrita, por se estar a referir a um local que lhe é particularmente querido, o Lobito, Angola. “Foi o livro que mexeu mais comigo”, confessou, contando que por vezes começava a escrever e acabava por “passar horas a divagar” enquanto recordava tudo o que lá viveu.

“Podemos ter as melhores estradas, mas se não ajudarmos estão pessoas, não valem de nada”

Numa intervenção de onde sobressaiu o carinho que nutre por “Lili”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital destacou o seu envolvimento na obra, desde a altura em que convenceu a direcção da Caixa de Crédito a apoiar o livro, até ao momento em que já na Câmara, assinou o despacho para apoiar “O Filho não é meu”.

“Pode contar connosco. É importante promover o que é nosso”, afirmou José Carlos Alexandrino, reconhecendo que o “o concelho tem gente com muito valor”. Entendendo que “hoje o concelho atravessa uma fase difícil”, Alexandrino colocou a ênfase na necessidade de o poder municipal apoiar as pessoas.

“Podemos ter as melhores estradas, mas se não ajudarmos estas pessoas não valem de nada”, chegou a referir o presidente do município que se mostrou disponível para apoiar o associativismo – “o anterior presidente da Câmara fê-lo bem”, considerou – e para “continuar a apoiar o que está bem e melhorar o que está mal”.

Também o responsável máximo da Caixa de Crédito de Oliveira do Hospital, Carlos Mendes, agradeceu “a oportunidade” que foi dada à aquela instituição bancária de “poder apoiar o livro”.

De livro a guião de um filme

Sem deixar de se revelar surpreendida com as manifestações de afecto e carinho a que estava a assistir, Noélia Santos da Editorial Novembro elogiou a escrita da autora – “é fluida e não muito elaborada” e lançou um desafio a Maria Alice Gouveia. “Os seus livros são extraordinários e desafio-a a adaptá-los a guiões de filmes ou novelas”, sustentou.

Feira de São Martinho levou enchente à escola

  

A apresentação da obra de Maria Alice Gouveia foi precedida pela realização da Feira de São Martinho na sede do Agrupamento de Escolas da Cordinha.

Durante a manhã de sábado, centenas de pessoas acorreram aquele espaço escolar onde eram transaccionados pela comunidade escolar vários produtos provenientes da terra.

Paralelamente, eram também comercializados outros artigos de artesanato, bijutaria e iguarias gastronómicas. O certame ficou ainda marcado pela animação musical assegurada pela participação de vários grupos.

 

 

 

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