“O futuro do nosso concelho não é tarefa de um homem só”

…montado na XVI Festa Convívio das Caldas de S. Paulo para começar por lamentar as ausências dos órgãos distritais e nacionais do partido numa iniciativa política promovida por uma das maiores secções do PSD no país.

“Talvez a sua agenda política não permitisse a sua presença bem como a de destacadas personalidades do partido”, afirmou José Carlos Mendes, numa clara alusão também às ausências de Mário Alves e do seu vice-presidente, Paulo Rocha.

Notando que “não é fácil, no actual momento que vivemos, organizar um evento desta natureza” – encontrar um presidente de Junta eleito pelo PSD naquele convívio é quase como que “procurar uma agulha no palheiro” –, Mendes deixou no entanto uma garantia: “Esta é a maior festa do PSD a nível distrital e regional. Independentemente das dificuldades ou das atitudes incompreensivelmente críticas de alguns, estes e outros momentos irão ter continuidade”, assegurou.

Voltando a defender a necessidade de uma “renovação” política no concelho – “ há práticas e posturas que devem ser alteradas. Os nossos militantes, simpatizantes e população em geral anseiam por essa mudança”, sublinhou –, o presidente do PSD deixou um aviso. “Os militantes manifestaram pelo voto democrático a sua vontade. Não iremos tolerar que outros que não respeitam as mais elementares regras da democracia queiram fazer prevalecer a sua vontade. Vontade essa, que visa fundamentalmente a perpetuação no poder a qualquer custo”, considerou.

Numa crítica com destinatário conhecido, Mendes alertou os militantes – pelo “Pontal das Caldas” terão passado cerca de 500 pessoas, segundo a Comissão Política de Secção (CPS) – para o facto de que “o futuro do nosso concelho não é tarefa de um homem só”. Pois – conforme observou – quanto mais envolvermos as populações e soubermos trabalhar em grupo mais o concelho terá possibilidade de progredir e desenvolver. Connosco no futuro, não haverá discriminações, não haverá prepotência e arrogância, não haverá oliveirenses de primeira e segunda”, afiançou o líder do PSD.

Num tom muito crítico, o presidente da CPS insistiu na tese de que “só com um partido coeso e unido o PSD conseguirá atingir os objectivos propostos para 2009 – a vitória “ nas eleições autárquicas, legislativas e europeias” – e mostrou-se disponível para continuar a árdua tarefa de “tudo fazer para acabar com a discórdia e com a divisão”.

“… ponham os interesses do PSD acima das ambições pessoais”

Contudo – e referindo-se implicitamente à outra facção do PSD –, para que isso aconteça existem quatro condições que Mendes enumerou. “Assim saibam alguns interpretar os sinais de mudança e de renovação; Assim respeitem alguns as regras do jogo democrático; Assim ponham alguns os interesses do PSD acima das ambições pessoais; Assim se disponham alguns a ajudar, colaborar e participar, em vez de criticar, denegrir, difamar ou deitar abaixo”.

Invocando Sá Carneiro – “habituou-nos a aprender e a respeitar os valores da democracia, da tolerância e do respeito pelas opções individuais e de grupo”, lembrou –, José Carlos Mendes fez um novo sublinhado e tornou claro que, nas autárquicas de 2009, é a sua candidatura que deve avançar e não a de Mário Alves, conforme vem defendendo publicamente o líder da distrital, Jaime Soares. “Os militantes do nosso partido escolheram livremente o rumo que desejavam para o futuro do PSD concelhio”, considerou.

À hora em que esta notícia está a ser editada, a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, está a presidir – na qualidade de presidente da Assembleia Municipal – à sessão solene das comemorações do feriado municipal de Arganil.

Este diário digital terá durante o dia de amanhã novos desenvolvimentos sobre este convívio social-democrata.

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