“Andam a ver se encontram agulhas no palheiro, para verem se picam o Mário Alves”, referiu o líder do executivo, salvaguardando, contudo, que já tem “o corpo demasiado picado”, pelo que “as picadelas já não deitam sangue”.

“O meu corpo já está demasiado picado e as picadelas já não deitam sangue”

Imagem vazia padrãoO presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital superou, dia 6 de Novembro, o número de “recados” aos jornalistas, que não faltaram à última reunião pública do executivo. Mário Alves não poupou críticas às notícias veiculadas por alguns órgãos de comunicação social – imprensa em especial – ao ponto de se mostrar como vítima de uma perseguição.

“Andam a ver se encontram agulhas no palheiro, para verem se picam o Mário Alves”, referiu o líder do executivo, salvaguardando, contudo, que já tem “o corpo demasiado picado”, pelo que “as picadelas já não deitam sangue”

As expressões do autarca surgiram na sequência de uma interpelação feita pelo vereador socialista José Francisco Rolo, a propósito de uma preocupação sentida pelo presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, no que respeita a obras que considera prioritárias para a sua freguesia. O assunto levantou ainda questões relativas ao Plano Director Municipal e às redes de saneamento. Um assunto que o Correio da Beira Serra tem abordado com alguma frequência, por se aperceber de sucessivas falhas nessa matéria. Chegado ao ponto “delicado”, o presidente da Câmara não se poupou aos recados e aconselhou “os jornais que escrevem, escrevem” e “inventam Seixos da Beira”, que “escrevam antes, sobre as casas da cidade que não têm saneamento, porque não podem ter saneamento”.

Foi no período antes da ordem do dia que Mário Alves se posicionou contra a Comunicação Social, não fossem também algumas intervenções dos vereadores da oposição – José Francisco Rolo e Albano Ribeiro de Almeida – fundamentadas no que escreve a imprensa local e até nacional. Foi, precisamente, derivada da apreciação que Ribeiro de Almeida fez de uma notícia que leu num dos jornais do concelho de Arganil, a propósito da homenagem rotária aos irmãos Seabra – sem se referir à ausência do autarca na cerimónia – que, Alves primeiro se insurgiu contra a Comunicação Social. “É lamentável que o nosso país esteja assim e, que os jornalistas reproduzam tudo o que ouvem sem atenderem ao código deontológico e tentarem perceber se as coisas correspondem ou não à verdade”. “Eu, cada vez, falo menos, mas mesmo sem falar, sou notícia”, frisou, considerando que está perante “um caso que deve ser analisado em termos sociológicos”.

Sucederam-se recados à imprensa ao ponto de Alves ter até advertido pelo vereador José Francisco Rolo. Mas, foi também fazendo uso dos recados ao Correio da Beira Serra que justificou o facto de a placa toponímica com o nome do “Eng.º António Campos” ainda não ter sido reposta, depois de interpelado por Rolo que considera já ter “passado tempo suficiente” para que a placa seja reposta. “O Correio da Beira Serra já fez duas alusões ao assunto, mas só à terceira é que nós fazemos o serviço”, ironizou, para de seguida explicar que já deu indicações aos serviços para que o trabalho seja feito, pelo que – como disse – não compreende porque é que ainda não foi feito. “Senão, tenho que fazer como o Luís Filipe Vieira: os incompetentes têm que se correr com eles”, referiu, realçando contudo, que a afirmação foi feita com “sentido figurado”.

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