“ O meu maior problema é não ter mais 400 ou 500 postos de trabalho diversificados”

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital está cada vez mais confiante no contributo que a Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro pode dar no processo de desenvolvimento do concelho.

A convicção foi partilhada anteontem por José Carlos Alexandrino na sessão que decorreu no auditório da Caixa de Crédito Agrícola destinada apresentação da plataforma, no âmbito da iniciativa Competências para o Desenvolvimento.

A antecipar a apresentação de alguns casos de sucesso empresarial existentes em Oliveira do Hospital – Quinta do Forninho, Efeito Verde, Sonae Indústria, Queijos Lagos – o autarca destacou a necessidade de desenvolvimento de “boas práticas” e considerou que a “plataforma pode contribuir, decisivamente, para que o concelho seja diferente em relação ao futuro”.

José Carlos Alexandrino voltou a assumir o problema do desemprego como o principal constrangimento à sua atuação no município de Oliveira do hospital, mas disse ter “coragem” para “inverter a tendência de pessimismo”. “O meu maior problema é não ter 400 ou 500 postos de trabalho diversificados”, confessou o autarca, garantindo que se tal situação se verificasse, não necessitaria de mais nada, porque “o desenvolvimento faz-se por dar trabalho às nossas gentes”.

Confiante no sucesso da aposta do município na Plataforma que “conta com pessoas com craveira internacional e pode ser diferenciadora”, Alexandrino criticou ainda aqueles que “não perceberam” os sinais do passado e que – como frisou – nem tinham uma Zona Industrial que permitisse a instalação de um conjunto de empresas.

“Era um trabalho que deveria estar feito”, continuou, lamentando que por esse motivo, Oliveira do Hospital tenha perdido há pouco tempo uma empresa para o concelho de Seia.

Destacando o projeto BioRefina-TER que começa a ser cobiçado por Bruxelas, José Carlos Alexandrino acredita que Oliveira do Hospital vai ser capaz de ingressar por um desenvolvimento “que não tem nada a ver com o passado” e, para isso, destaca a necessidade de reunir sinergias com universidades e outras entidades. “O nosso concelho viveu alguns tempos com a ideia de que o poder político sabia tudo”, criticou.

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