Tem fama de saber “poupar”, a gestão da Câmara Municipal hegemonizada pelo PSD. Não raro, sobretudo nos debates entre círculos “politicamente fidelizados” e supostamente esclarecidos, lá vem esse argumento em abono da maioria e do seu Presidente em especial.

O mito da “poupança”

Enfim, diremos que sim senhor, que a Câmara tem tido boas opções em termos de gestão e de economia de recursos. Mas também é verdade que tem tido certas opções muito criticáveis que serviram e servem para esbanjar dinheiro público, a começar pelo dinheiro municipal. Por exemplo, a ainda recente renovação do Parque Mandanelho é ilustrativa:- com os trabalhos “a mais”, a primeira adjudicação de 1 milhão e 500 mil Euros acabou por saltar para o dobro no final da obra!

Entretanto, no novo Mandanelho, continuamos com a relva a ser regada à mão e com muitas árvores a secar… Também as obras na rotunda ao fundo da rua que desce desde a entrada do Estádio Municipal, e as obras das novas ruas do lado Poente da “velha” Feira, essas obras todas acabaram por ficar caríssimas devido a sucessivos erros/alterações de projecto.

As novas rotundas, com os implantes escultóricos produzidos pelo artista “único” ao serviço da estética “de regime”, são outros tantos “monumentos” em que foi gasto demasiado dinheiro público.

Agora, avançam as obras de renovação do Largo Ribeiro Amaral e, nestas, o (futuro) Parque Subterrâneo para estacionamento é um “hino” (…) ao esbanjamento. Esse novo Parque (subterrâneo) de Estacionamento vai ficar caríssimo e é pouco relevante em termos estratégicos. Entretanto, saliente-se que, globalmente, esta obra foi aprovada por unanimidade no actual Executivo Municipal, assim juntando os votos favoráveis do PSD e do PS.

Ao menos, ao menos que, a seguir, seja correctamente alterado o esquema de circulação de trânsito dentro da Cidade e que sejam construídos mais dois novos Parques de Estacionamento nas proximidades. Por outro lado, a Câmara de facto pouparia muito e muito dinheiro caso aceitasse transferir, para as Juntas de Freguesia, verbas e competências para execução de obras, vamos lá, até 200 mil euros, à directa responsabilidade das mesmas Juntas de Freguesia ou, pelo menos, para aquelas com capacidade de iniciativa própria.

Ora, essa falta de compreensão é, certamente, uma das maiores “falhas” da gestão política e financeira desta Câmara e da sua maioria PSD. Em suma:- esta gestão da Câmara, às vezes “poupa” em áreas prioritárias mas também esbanja noutras áreas não prioritárias. E faz tudo isso sem ouvir avisadas críticas e sugestões. Como se, afinal, não fosse possível fazer diferente e para melhor…

Aliás, no final deste mandato, a Câmara pode atingir uma dívida à Banca na ordem dos sete milhões de Euros, o que, convenhamos, é muito dinheiro em dívida para uma Câmara como a nossa. O problema é que a compreensão do “fenómeno” por parte dos Cidadãos ( e Eleitores…) não é automática e o esclarecimento destas coisas é um processo altamente difícil e dificultado.

Em última e decisiva análise, na grande maioria dos Cidadãos acaba por pesar (muito) mais a obra feita – sobretudo a obra visível – do que o modo e a forma como tal e tal obra foram politicamente decididas e mandadas executar. Mas a luta continua !

Os “modernaços”…

O (des)governo PS / Sócrates muito gosta de se auto-proclamar como um (des)governo de “modernidade” e etc e tal. Ora, bem analisada a actual situação e as enormes dificuldades como se (sobre)vive em Portugal, cá a gente bem pode sugerir a essa “rapaziada e raparigada” que metam a “modernidade” deles, todinha, num certo sítio que aqui me inibo de precisar, não por qualquer réstia de consideração em relação a “eles” e a “elas” mas por respeito ao leitor…

À cabeça, a revisão do “Código Laboral” – tarefa mais do que prioritária para o grande patronato, para o (des)governo PS / Sócrates e para a direita pura e dura -– em aspectos fundamentais é um retrocesso legal e social até há mais de cem anos atrás, quando os direitos dos Trabalhadores ainda não tinham sido reconhecidos.

É, aliás, uma verdadeira traição – encabeçada pelo (des)governo PS – à luta heróica e persistente que, em Portugal (e no mundo), os Trabalhadores têm travado com sangue, suor e lágrimas.

 Mas são as políticas de direita… Agora, agravando ainda mais os aspectos mais reaccionários e retrógrados do “Código Laboral”, eis que o (des)governo PS / Sócrates produz mais uma revoltante vergonha:– a entidade patronal pode decidir – unilateralmente e, portanto, contra a vontade do trabalhador – pode a entidade patronal decidir pagar parte do salário dos seus trabalhadores em espécie ou seja, tal como se praticava há séculos atrás !…

Assim, no extremo, um trabalhador de uma indústria que produza, por exemplo, ácido sulfúrico, esse trabalhador pode ser obrigado a receber parte do seu salário…em ácido sulfúrico !… Às tantas, se algum desses trabalhadores depois se queixar que não ganha para comer, alguma aventesma, ao serviço do poder dominante, será bem capaz de “recomendar” a esses trabalhadores que comam…o ácido sulfúrico…

Assim vão as “modernices” deste (des)governo PS / Sócrates. Até quando ??…

* Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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