O Museu Machado de Castro e Arquitecto Gonçalo Byrne distinguido com prémio Piranesi/Prix de Rome

Museu Machado de Castro e Arquitecto Gonçalo Byrne distinguido com prémio Piranesi/Prix de Rome

O Museu Machado de Castro, em Coimbra, foi distinguido em Roma com o prémio Piranesi/Prix de Rome, da autoria da autoria do Arquiteto Gonçalo Byrne.. Esta é mais uma das distinções atribuídas àquela instituição.

“Esta é uma distinção que a todos orgulha, contribuindo de forma significativa para a promoção do património da Região Centro e de Portugal. É também uma forma de reconhecimento da qualidade da arquitectura portuguesa, do trabalho de Gonçalo Byrne, e um testemunho de como a arquitectura pode ser uma forma de interpretação do princípio de valorização do património arqueológico, como solução de um projecto contemporâneo”, refere em comunicado o Turismo do Centro Portugal, adiantando que este é também o reconhecimento por todo um trabalho de recuperação da estrutura. “É também o culminar de um ciclo de profunda recuperação, cujos principais objectivos não se prendiam apenas com requalificar e ampliar, mas também com dar a dignidade merecida a esse grande museu e ao seu valiosíssimo espólio”, sublinha o comunicado.

O Piranesi / Prix de Rome foi atribuído, em Roma, e é u dos mais relevantes prémios internacionais atribuídos a projectos construídos em conjuntos de importância patrimonial, com particular incidência na relação entre “projecto arquitectónico e herança arqueológica”. O Museu Manuel Machado de Castro estava nomeados18 Arquitectos de cinco países (Espanha, Itália, Portugal, Suíça e Japão), que, ao longo do dia 28 de Agosto, apresentaram as 21 obras seleccionadas, previamente, pelo Júri, compreendendo duas fases distintas. O Primeiro Prémio foi atribuído em “ex-aequo” (à semelhança de edições anteriores), ao Museu Nacional Machado de Castro, de Gonçalo Byrne, e à Renovação da Praça da Basílica de Aquileia e respectiva nova ala, de Tortelli e Frassoni (Brescia, Itália).

Na atribuição do Primeiro Prémio ao Museu Nacional Machado de Castro, pesou a dimensão da obra enquanto condensador histórico das sucessivas contemporaneidades sedimentadas ao longo de cerca de 2000 anos, onde é possível compreender a própria evolução histórica da cidade de Coimbra, e a capacidade do novo edifício, em toda a sua complexidade, articular um registo contemporâneo, propiciando a leitura de um vasto e importante conteúdo expositivo, de forma a actuar como um novo catalisador cultural naquele que continua a ser o centro da cidade histórica, reminiscência do que terá sido o original Forum de Aeminium (designação Romana da cidade de Coimbra).

 

 

 

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