O país vai podre! Cheira mal! Está resignado!

O País…

Dia sim, dia sim, são suspeitas que se avolumam, esclarecimentos que ficam por dar e explicações que se notam mal engendradas. São freeport´s, tvi´s, covas da beira, licenciamentos, escutas e faces ocultas de mais. Mas o que é estranho perante tanta suspeita, no mínimo, é que Portugal não reage. Está mudo e amordaçado. O país está como o “corno”. No fundo sabe que é enganado, mas finge não ver, ouvir ou sentir. Assim, custa menos, pensa o país e o “corno”.

O país vai pobre!
Pede esmola! Está resignado
!
Dia sim, dia sim, são cada vez mais os milhões que se acumulam na divida pública portuguesa e que gerações futuras terão de pagar ao exterior. Exterior a quem, hoje, mendigamos divisa para que possamos manter um nível de gasto público que, está por de mais evidente, não se adequa à riqueza que produzimos. Mas o que responde, perante isto, o país? Responde que quer mais e mais subsídiodependência. Nunca responde o país e nunca lhe o diz o governo que o que é preciso é mais e mais trabalho.

O país caiu na preguiça!
Dormita! Está resignado!

É mesmo o Governo socialista a afirmar que, só em 2008, pelo menos 15% dos beneficiários do Rendimento Mínimo estão a recebê-lo indevidamente, com fraudes e abusos que, oficiosamente, se sabem atingir os 20%. O que isto significa é que, num país onde o salário médio está bem abaixo dos 1000 euros, o Estado, à custa do contribuinte, financia, pelo menos, entre 60 a 80 mil abusadores do Rendimento Mínimo, com uma despesa superior a 100 milhões de euros que seria bem melhor aplicada nas pensões de quem não fez outra coisa na vida senão trabalhar.

O país está estatizado!
Entregue ao sector público!
Está resignado!
Dia sim, dia sim, são cada vez mais os tachos públicos e menos os empreendedores. Cada vez maior a dependência do Estado e dos seus tentáculos. Ninguém quer ser empreendedor num país que oferece dinheiro a um jovem que não tem emprego e que fica em casa e não o oferece ao mesmo jovem que se lance na odisseia de criar uma empresa, emprego e riqueza. É mesmo estúpido este país e poder político que financia a resignação e ignora o arrojo.

O país terá futuro?
Crescerá?

Sim, eu acredito. Mas precisa de outro poder político. Um poder mais progressista e liberalizante. Um poder que financie o trabalho e não o descanso. Que não seja apenas sério, mas que, tal como a mulher de César, também pareça sério. Um poder que não se construa na imprensa, mas antes num país em crescimento, num país que ambicione ser liderante, que queira ter futuro. Num país que não se resigne.

Nota final: No último artigo, que aqui deixei, injustamente, não deixei uma nota à Engª. Dulce Pássaro, actual Ministra do Ambiente, natural da nossa terra. Deixo-a agora, para dizer que ganhou o concelho, o governo e o país em terem tão boa profissional, política e pessoa ao seu serviço. O governo é mau, mas, valha-nos isso, a Ministra do Ambiente é boa.

Luís Lagos
Vice-Presidente do CDS/PP de Oliveira do Hospital

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