Numa altura em que a empresa “Águas do Zêzere e Côa” está já numa fase adiantada relativamente à concessão que passará a deter na área da distribuição de água ao domicílio ao nível ...

O preço da água na região

Imagem vazia padrãodos municípios aderentes – como será o caso de Oliveira do Hospital –, o Correio da Beira Serra fez um breve estudo comparativo para averiguar o preço actual do precioso líquido nos concelhos da região. Numa altura em que o preço da água distribuída ao domicílio está na iminência de sofrer grandes aumentos, em consequência da adesão dos municípios aos sistemas multimunicipais de abastecimento de água, o Correio da Beira Serra mostra-lhe um estudo comparativo dos custos que os consumidores domésticos pagam actualmente pelo metro cúbico do precioso líquido em vários concelhos da região.

Em Oliveira do Hospital, o município está a cobrar cinquenta cêntimos por metro cúbico aos consumidores classificados no escalão mínimo – para um consumo entre 0 a 7 m3 – e 4,91 € no escalão máximo, ou seja quando os dígitos dos contadores ultrapassam os 50 metros cúbicos. É um dos municípios da região, em que o preço da água é mais elevado, sobretudo, ao nível dos consumidores pertencentes ao escalão máximo.

No vizinho concelho de Seia, que tem a particularidade de oferecer uma tarifa social com preços muito mais razoáveis para famílias numerosas e idosos, a água é substancialmente mais barata comparativamente a Oliveira do Hospital, uma vez que os senenses pagam menos 15 cêntimos por metro cúbico no escalão entre 0 e 3 m3 e mais 5 cêntimos no escalão seguinte, mas que permite um consumo até 10 m3.

No escalão máximo – mais de 20 m3 – os consumidores daquele concelho levam vantagem, já que despendem por cada mil litros de água menos 2,88 € do que o consumidor oliveirense.

No município de Arganil, que assinou recentemente um contrato de concessão com a empresa Águas do Mondego, SA, a autarquia local cobra 18 cêntimos nos consumos familiares até 5 m3 e no escalão máximo – mais de 25 m3 –, aquele valor dispara para os 2,50 €.

Cenário diferente é o dos municípios em que a Águas do Planalto S.A. é a empresa concessionária do Sistema Intermunicipal de Abastecimento de Água em Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela, num universo de aproximadamente 80.000 habitantes.

Água em maior quantidade e melhor qualidade
Nestes concelhos, o preço da água, que já tem outra vigilância em termos de controlo de qualidade, é igual para todos os consumidores, e o tarifário nem é muito superior ao dos municípios atrás referidos. Assim, enquanto que no escalão mínimo – entre 0 e 5 m3 – a empresa concessionária factura 0,5466 € por metro cúbico, no máximo – mais de 30 m3 – esse valor passa a ser de 3,6496€.

Mas com a adesão às Águas do Zêzere e Côa (AZC), se por um lado é certo que os consumidores de Oliveira do Hospital e Seia, por exemplo, vão ter água em mais quantidade e com melhor qualidade, por outro é quase inevitável a subida de preço.

“Qualquer dia, temos que ir pedir, para pagar a água e o tratamento de efluentes”, afirmou recentemente o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, a propósito dos novos aumentos que aí vêm.

Preços elevados
Só no que toca ao abastecimento de água, as propostas de preços da AZC – recentemente apresentadas em reunião do executivo camarário –, representam para o município um aumento que oscila entre 33 e 46 por cento, relativamente ao preço inicialmente previsto – 0,5273 euros por metro cúbico –, desconhecendo-se ainda quanto é que depois será debitado aos munícipes.

Relativamente à taxa de saneamento – um valor que vem incluído no recibo da água – a empresa concessionária propôs aumentos que chegam a atingir os 78 por cento. “Os custos propostos são extremamente elevados para aquilo que são as possibilidades económicas das gentes do concelho de Oliveira do Hospital”, considera Mário Alves, sem deixar de se interrogar: “Com as perdas que há no sistema, a quanto é que iremos facturar a água ao consumidor, para equilibrar os custos”.

Henrique Barreto

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