O correio trouxe-me uma carta sem remetente que me deixou intrigado durante uns segundos. Abri o envelope com cuidado e retirei o conteúdo que, ao contrário...

O presidente convida…

… do suposto, não trazia más notícias – pelo contrário! Tratava-se de um simpático convite, em nome do presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Oliveira do Hospital, para assistir a uma exposição de fotografia da artista Arlette Graven. Até aqui, tudo normal…

Com o pequeno rectângulo na mão, dei voltas e mais voltas à memória na tentativa de lembrar a ocasião em que havíamos trocado as nossas moradas, eu e o presidente, como acontece aos amigos quando se afastam uns dos outros pela conveniência de outras paragens. Desconheço o nome da rua e o número de polícia da sua porta, mas se ele, o presidente, conhece o meu sítio – o que não é difícil – fico encantado pela lembrança, mas não, eu e o presidente nunca fomos dessas “intimidades”…

Apesar de nos termos cruzados várias vezes, nunca fomos à fala, até naquele dia em que ele, o presidente, encostado ao balcão do café Portugal, com outra pessoa por perto, fez orelhas moucas às “boas tardes” que deixei no ar. Assim sendo, este convite só podia ter vindo por engano, ou então…

Percebi – finalmente! – que o pequeno rectângulo é uma espécie de circular que pode chegar a qualquer pessoa em qualquer canto do mundo, quer seja enviada por quem a subscreve ou por terceira pessoa, como deve ter sido o caso, e então já não estranho… a amabilidade da Arlette – foi ela a remetente, aposto.

Sei do que é capaz como “mulher dos sete ofícios”, é verdade, mas nunca a imaginei fotógrafa, capaz de retratar as emoções das suas viagens deste jeito bem apelativo para quem se limita a viajar em sonhos, como é o meu caso. Estou curioso.

Certamente nunca saberei se o presidente envia convites pessoais aos cidadãos que representa na Câmara, quer tenham votado na sua eleição ou não, mas como as eleições estão (quase) à porta, é bem possível que eu seja bafejado pelo apelo da obra feita, de modo a que, com mais um voto (o meu), ele dê continuidade à liderança da Autarquia – apesar das fortes críticas, dos seus pares mais chegados na vida partidária ao anónimo cidadão.

Nas suposições mais optimistas ele, o presidente, disputará as eleições daqui a um ano, mas como a aragem que sopra da Rua de São Caetano à Lapa se pode transformar em vento ciclónico, é bem capaz de haver novo líder no PSD daqui a uns tempos e lá se vai o eventual apoio da doutora Manuela.

Se assim for, não lamento a sorte do presidente em exercício, mas fico com pena por não receber na minha caixa do correio um envelope com um convite à reflexão na hora de desenhar uma cruz no boletim de voto – sempre queria ter o gosto de o “guardar” no melhor dos sítios que tenho junto à minha secretária…

Quanto à exposição da minha amiga Arlette, não vou perder a oportunidade – fica prometido!

Carlos Alberto (Vilaça)

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