açude da Ribeira

“O presidente não podia encher aquilo com cântaros de água, o problema é que a Câmara se esqueceu da existência do açude da Ribeira”

Quando tomou conhecimento da morte de milhares de peixes no açude da Ribeira do rio Seia, em Ervedal da Beira, o ex-presidente da Assembleia Municipal (AM) da autarquia oliveirense sentiu necessidade de ver com os próprios olhos o que se passava. Aproveitou o dia de ontem para visitar o local e outras partes do concelho. António Lopes não atribui directamente as culpas ao executivo liderado por José Carlos Alexandrino sobre esta catástrofe, mas não deixou de criticar o facto de a autarquia dar a ideia que se esqueceu que o local existe. António Lopes lembra que enquanto exerceu o cargo de presidente da AM sempre incentivou o presidente a fazerem visitas mais ou menos regulares pelo concelho para sentir os problemas. Uma IMG_20150817_120451 (Small)prática que se perdeu com a subida de Rodrigues Gonçalves à cadeira do poder. Refere ainda que se deslocou ao açude da Ribeira porque considera ser esse o seu dever. “Meu e de todos os eleitos. É para isso que me pagam. Pagam-me pouco, mas também ninguém me obrigou a concorrer. Esforço-me por honrar os compromissos assumidos com os munícipes”.

José Carlos Alexandrino, no entanto, não pode ser responsabilizado pelo que aconteceu aos peixes. “Não sou da crítica pela crítica. Estando o Rio Seia seco nessa zona, não vislumbro que solução podia o senhor presidente tomar, a não ser chamar a atenção dos serviços hidráulicos. Não podia encher o açude com cântaros de água, nem despejar para lá a lagoa da Srª do Açude da RibeiraDesterro. Tive o cuidado, logo que vi a notícia, de comentar que já tinha assistido a algo semelhante, um pouco mais acima, no açude das Figueiras, na minha adolescência. Isto é, há mais de 50 anos”, explicou António Lopes ao CBS. O mesmo já não pode dizer em relação ao desleixo que viu no local e que poderia ser evitado se rotinas anteriores fossem mantidas. “O monte de madeira, troncos e ramagens que encontrei, isso sim, deixou-me mais preocupado. Até porque, a poucos metros e a jusante, está uma relíquia, uma ponte romana, essa também com sinais de desleixo e abandono, com parte das guardas laterais derrubadas”, resumiu, adiantando que a solução até é demasiado simples e barata. “Um carro grua pequeno é suficiente. Chega lá apanha as pedras da ribeira e colocam-se no local devido”, sublinhou. ponte romana

Garante, pelo que viu, que há muito a fazer. “Existem vários espaços no Seia que podiam e deviam ser melhorados até para atracção turística. Os açudes, os moinhos. São lugares muito agradáveis que podiam complementar o interesse de quem nos visita e podia visitar”, refere, mas continua a dizer que a preferência da autarquia deve ser prioritariamente para o apoio às famílias. “Especialmente aquelas que estão em mais dificuldades. Devem ser apoiadas na saúde e no ensino”, sublinha, adiantando, porém, que o dinheiro foi gasto em coisas mais fúteis. “O que se gastou nos eventos festivaleiros, este ano, pagavam todas estas obras. Com a ponte romanavantagem que as obras ficam e servem as populações e as festas são dois ou três dias”.

António Lopes volta a lembrar a falta que fazem as muitas visitas que, enquanto responsável pela Assembleia Municipal, fazia pelo concelho na companhia do presidente da autarquia. Para avaliar a necessidade de obras e como se encontravam as que se achavam em execução. Se aqui atribui a culpa a José Carlos Alexandrino, também não poupa o seu sucessor no cargo que parece mostrar pouca disponibilidade para incentivar o autarca a estas iniciativas que considera importantes. “Antigamente, e por falta de tempo, costumava fazer essas visitas à noite, com o senhor Presidente da Câmara. Algumas obras foram decididas nessas visitas. Agora não me parece que Rodrigues Gonçalves tenha a mesma acutilância”, acusa.IMG_20150817_121254 (Small)

E nesta seu périplo pelo concelho encontrou muita coisa que lhe desagradou e que lhe custa a entender. Mostra-se preocupado com o facto de continuarem por concluir a solução dos esgotos na Rua António dos Santos Lopes, em Vila Franca da Beira, onde se encontrava uma a placa de execução das obras, na altura, há dois anos, da última campanha eleitoral. “Não gostei de ver o estado do piso da estrada de ligação da Lageosa (cemitério) à estrada de Lagos Oliveira do Hospital. Constatei que continuam por pavimentar cerca de trezentos metros no interior da Sobreda após a rotunda Seixo da Beira-Vila Verde-Chaveiral-Sobreda, evidentemente no sentido desta aldeia. Esta foi uma das últimas obras que observei, numa das muitas visitas que costumava efectuar para avaliar o estado em que as obras se encontravam, com o Senhor Presidente da Câmara e silvascom os responsáveis da Juntas. Neste caso foi com o presidente da junta do Seixo da Beira”, frisando que também estas obras poderiam ser resolvidas com o que se tem gasto em festas.

“Mas o executivo especializou-se no mau princípio de não cumprir as promessas feitas. Está mais virado para outro tipo de eventos mais mediáticos, Expohs, Feiras do Queijo, silvasvoltas de bicicleta, etc. Não foi por mero acaso o desencanto que senti e me fez tomar a decisão que tomei. Passei por alguns estradões que, para estarem como estão, melhor fora não os abrirem, especialmente do lado da Freguesia de Lagares da Beira. Constatei em várias aldeias muitas casas cheias de silvas, inclusive uma minha, que perante a evidência hoje está a ser limpa”, concluiu.

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  • António Lopes

    Também visitei a ponte de Travanca- Lagares da Beira .Percebo que o Senhor jornalista, que já focou o assunto individualmente, não tenha querido “bater” mais.Mas aquilo, é uma vergonha, pelos transtornos que causa..! Mais obra e menos festa, Senhor Presidente da Câmara.

  • António Silva

    O Lopes é um brincalhão. Então queria que o ilustre Rodrigues Gonçalves andasse por aí a ver o que falta no concelho? Ainda por cima por estradas mal amanhadas. Tinham de levar uma passadeira vermelha para o homem não sujar os pés. E depois quem ia ouvir os seus belos discursos retirados da net? Os peixes moribundos? O homem está lá, digo, pelo que parece, para fazer o que lhe mandam, não para cumprir aquilo que lhe confere a lei. Lá lhe importa se as casas têm silvas, se não há esgotos, se os peixes morrem devido à seca ou se a ponte romana caí ou deixa de cair ou se o rio corre para cima ou para baixo. O que ele quer é que, com aquele seu ar vaidoso, ouvir dizer-lhe que ele “é que é o presidente da Assembleia Municipal”. Afinal, custou tanto a conseguir na secretaria uma vitória que os munícipes nunca lhe entregaram nas urnas…..

    • Contas certas

      Já não lhe chegava ter que fiscalizar as obras, tem agora que fiscalizar os fiscalizadores.
      Dêem uma medalha ao Homem.

  • João Paulo Albuquerque

    É com tristeza que assisto a este esquecimento generalizado do Rio Seia. Como criança e jovem passei dos momentos mais felizes e alegres na piscina natural que se formava após o açude da ribeira tal como acontecia com a maioria dos jovens que tiveram o privilégio da a poderem usar sem poluição.
    O rio Seia continuará a correr esperando que alguém se lembre dele, pois nos seus 16 km, atravessando os distritos da Guarda, de Coimbra e beijando o distrito de Viseu, com dezenas de açudes, dezenas de moinhos, muitas pontes de várias eras e arquitecturas foi voltado ao esquecimento, depois de alimentar e saciar a sede a centenas de pessoas, deixou de ser lembrado.
    Foi de bom tom o Sr Lopes ter visitado o local, pode ser que agora se lembrem de verificar o potencial deste rio e repararem que o Seia ainda muito tem para dar ao concelho.

    • Seia, rio sem tempo

      “Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande
      parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente. ”

      Lúcio Aneu Séneca, in Cartas a Lucílio

  • José Silva

    E as silvas? Ainda não mandou limpar as da casa onde nasceu? E depois fala este artista em saúde. Era porem-lhe uma enxada nas unhas para limpar o concelho todo. Rendia mais do que a fazer as asneiras que anda a fazer.
    Parece que levou um aperto de juntas, disserem-lhe para deixar de se meter com mulheres e passasse a meter-se com homens, como tal fugiu.

    • Esplanada

      Ia sendo mas não foi.Arregalaram-lhe bem os olhos.E não lhe mostraram o que é ser homem de verdade.Este sábio só acredita em aldabonas e mexeriqueiras.

  • Ultima hora

    O surfista Pedro Lemos foi encontrado vivo no açude da ribeira, veio constatar a impossibilidade de surfar o Seia ainda este verão. Terá que esperar lá para o mês de Março ou Abril, até lá surfar nas águas que o presidente da câmara vai metendo.

  • Mal Me Quer

    Ó Sr. António Lopes, já agora vá ver a Rua Fonte de Oliveira e Barroca Alta, em Lagares da Beira, onde a rede de esgotos foi feita há cinco anos, mas… a estação elevatória está quieto…népia, não há euros…andam a travar no ferro…vamos esperar mais uns anos…1º. lugar o Festival do Rancho no largo da feira…e agora vem aí a grande festa das vindimas…no largo da feira…só festas…só festas…e a trampa a sair pela bica da Fonte do Sardão…

  • Maria Simões

    O Sr António Lopes queria que o Rodrigues Gonçalves andasse com o Alexandrino a ver o concelho? Só o fazem para irem a festas e romarias, para trabalhar, está quieto.
    Esqueça isso Sr. Lopes, por o Senhor ser assim trabalhador, honesto e preocupado é que o puseram a andar, mas fizeram mal e pelos vistos ilegalmente.
    Por favor continue a mostrar os podres que estes malandros nos andam a fazer.

    Maria Simões

  • António Lopes

    Espero que já tenham ido visitar a criança que nasceu no Avelar.E que pensem em ver se dão uma solução na ligação Chão Sobral- Avelar -Alvôco. Em 17 de Dezembro de 2005 já eu alertei o Mário Alves para este acesso.Algumas vezes lá passei com o Senhor Presidente e lhe falei no assunto.Ainda vai ser neste mandato..?

    • O Padre

      Vão lá para o baptismo, acho que os padrinhos vão ser os vereadores Graça e Ramalhete. Para o crisma vai o Rolo ou Rodrigues Gonçalves.

  • Vergonha

    Sr Lopes, tiraram um pedaço à sua rua para dar o nome da sua mãe à praceta. Justifica-se pois foram muitos contos de rei que lá meteu, agora o presidente da junta arranjar uma rua para o pai é que não está bem, pois aquele bairro não foi oferecido, foi urbanizado para fazer dinheiro.
    É uma vergonha Sebastião Ferrão de Melo Júnior não ter uma rua no Ervedal. E por aqui me fico.

    “3.6 – TOPONÍMIA DA UNIÃO DE FREGUESIAS DE ERVEDAL E VILA FRANCA DA
    BEIRA
    D.A.G.F./DOC.14
    Foi presente pelo Vice-Presidente da Câmara a ata da reunião da Comissão Municipal de
    Toponímia da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, que se realizou no passado
    dia 19 de junho de 2015, que se anexa e que fica a fazer parte integrante desta ata, tendo aquele
    responsável procedido à leitura integral da mesma.
    Atendendo ao parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia da União de
    Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira e nos termos da alínea a) do artigo 3ª do
    Regulamento Municipal sobre Toponímia e Numeração de Polícia do Concelho de Oliveira do
    Hospital, a Câmara Municipal deliberou, por todos os membros presentes, aprovar a
    denominação dos seguintes arruamentos, nas localidades de Ervedal e Vila Franca da Beira,
    respetivamente, conforme solicitado pela respetiva Junta de Freguesia:
    Ervedal – alterar o nome da Rua designada como Rua do Loteamento à Avenida Nova,
    para Rua António Maria Maia Esteves.
    Vila Franca da Beira – atribuir o nome de uma pequena praceta ao fundo da Rua
    António dos Santos Lopes, como Praceta Teresa Lopes dos Santos.
    Mais deliberou dar conhecimento do conteúdo desta alteração, agora aprovada, à
    Conservatória do Registo Predial de Oliveira do Hospital, à Repartição de Finanças deste
    concelho, bem como aos CTT – Correios de Portugal, em conformidade com o disposto no
    artigo 17º do Regulamento já referido.”

    • António Lopes

      Terem cortado na rua com o meu nome, para homenagear aquela que me deu o ser, naturalmente não será motivo de reparo ou descontentamento, da minha parte. Antes pelo contrário. Aliás, sempre fui e sou,contra a atribuição de nomes a ruas,enquanto as pessoas estiverem vivas.É uma regra que por aqui se respeita pouco.Por exemplo,Lisboa, está no regulamento que não pode ser atribuído o nome a vivos.E compreende-se.Agora que virei “persona non grata”, é um contra-senso ter nome numa rua uma pessoa que o poder instalado não considera digno de respeito, admiração ou homenagem.Quando o Sr.Artur Campos do PSD, me falou na ideia disse-lhe o que acabo de escrever e que era contra.Passado algum tempo voltou a insistir e criou-me um problema.Também está mais ou menos estabelecido que, as homenagens e condecorações não se pedem nem se rejeitam.Há quem defenda que o excesso de humildade é vaidade.Alberto João Jardim quis levar-me ao dez de Junho.Só que foi-me transmitido um desejo,político que não podia satisfazer. O Senhor Presidente também chegou a ventilar e a dizer publicamente, que eu merecia uma estátua, mas que não a queria. Também chegou a dizer-me que me ia propor para o 10 de Junho e ao PS para deputado.O Grupo independente Oliveira do Hospital sempre, pela voz da DRª. Luísa Vales, também me propôs para a medalha Municipal, o que prontamente recusei e recusarei, enquanto estiver em funções.Tudo isso me entusiasma muito pouco.No meio de tanta “honraria” optei pela consciência e a ruptura, o que foi o bastante para perder todas as qualidades e méritos.Dizer, mais uma vez, que foi o PSD que atribuiu o nome à rua.E continuar a dizer que não sou eu que ando a fazer de Mário Alves um democrata..! Não reconheço na Senhora minha mãe, nem ao filho dela nada de extraordinário, ao ponto de merecer-mos o nome em placas de rua, porque sou contra a vulgarização a que se assiste, do que deve ser atribuído apenas, em caso excepcionalmente relevante…Alem do mais, sendo comendador por um Estado com 20 milhões, vou preocupar-me com coisas menores..?

      • Ervedalense

        Concordo plenamente consigo, mas quando ouvimos o presidente da câmara dizer que lhe faziam uma estátua em cada canto, por causa do projecto que tinha para a saúde, quando sabemos que o Brasão de Vila Franca foi metade pago pelo Ervedal, ficando o Ervedal sem o dele. Quando continuamos à espera de ver erguida a estátua da Queijeira que foi apresentada e que estava muito bem conseguida, quando constatamos que há rotundas que metem nojo aos cães por não haver dinheiro e depois vimos aqui na freguesia ao lado festas com o Quim Barreiros, com a Adelaide Ferreira e com o Gabriel, depois de sabemos que já há dinheiro entregue para pré-projectos para a sede do Vasco da Gama: Perguntamos: “de onde vem o dinheiro”, pois aqui, começou os passeios e não os acabou.

        • Politicalex

          Isso é fácil de perceber.O Baptista era um incondicional do Lopes. O Alex com o tal narcisismo doentio, tudo o que possa isolar o Lopes ele faz. Custe o que custar. Os deputados e candidatos a do PS, andaram por cá, ontem. Nada como fazer uma boa campanha e juntar o pessoal aos senhores. Acabou-se a vergonha.E querem dar moral. Nos tempos que correm em que cortam em tudo, já vimos que foram mais cem mil para a Expoh para virar expo concertos. Quem pagou a festança, ontem..? E este povo não abre os olhos..?