“O projeto está feito e não devemos desistir das novas instalações da ESTGOH”

 

“Uma forma de afastar o problema é continuar com o projeto”, afirmou António Lopes na última Assembleia Municipal que, em sessão extraordinária, reuniu para debater o processo de instabilidade por que está a passar a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH).

O presidente daquele órgão autárquico referia-se em concreto ao projeto das futuras instalações da ESTGOH, estimado em três milhões de Euros e que aguarda por financiamento do QREN, na ordem dos 80 por cento.

Perante um cenário de ameaça de encerramento da Escola, agora adiada para 2012, António Lopes encara a construção das novas instalações como uma forma “de consolidar a escola” e ao mesmo tempo “permitir que alunos e professores tenham condições de estudo e de trabalho”.

“Não devemos desistir das instalações”, insistiu, certo de que “os alunos não podem estar nesta incerteza quanto ao futuro”.

“Ele (presidente do IPC) deve rever a sua posição…”

O presidente da Assembleia Municipal não perdeu igualmente a oportunidade para repudiar a atitude do presidente do IPC, ao avançar com uma proposta de encerramento da ESTGOH, sem antes a comunicar ao presidente da Câmara Municipal e ao próprio presidente da ESTGOH.

“Às vezes orgulho-me da minha 4ª classe. Como é que o presidente do IPC toma esta atitude?”, questionou o eleito pelo Partido Socialista, chegando a colocar em causa a continuidade de Rui Antunes na liderança do IPC. “Penso que ele deve rever a sua posição, sobre se ali deve continuar”, considerou.

Ainda que atento às dificuldades que o país atravessa e consciente da necessidade de se efetuarem cortes e sacrifícios, o presidente da AM disse não compreender o motivo pelo qual “se fecha uma escola que é o motor da região e não se fecham escolas localizadas a 500 metros da Universidade de Coimbra e onde os alunos não teriam dificuldades em mudar de escola”.

“Pensava eu, como a minha 4ª classe, que o presidente do IPC pensaria neste problema”, afirmou. Por dentro dos números que regem a ESTGOH – “tem 450 mil euros em disponibilidades”, assegurou – António Lopes garantiu que a escola “tem capacidade para continuar mais algum tempo”.

O presidente da AM alertou ainda para o elevado número de trabalhadores estudantes que frequenta a escola e para o índice de empregabilidade associado aos alunos finalistas e, chegou à conclusão de que “cortar os pés a esta gente seria de uma tamanha irresponsabilidade”.

Numa reunião onde a união imperou, Lopes revelou-se disponível para fazer o que lhe “compete na defesa da ESTGOH”. “ Vou estar na linha da frente”, garantiu na certeza de que “seria um crime fechar esta escola”.

Escola nova? … só com financiamento

Ainda que tenha garantido que, neste momento, a autarquia tem condições para avançar com a construção das novas instalações da ESTGOH, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital reiterou a intenção de o projeto ser financiado com dinheiros comunitários.

É que – como explicou José Carlos Alexandrino – com o corte de transferências à autarquia estimado em três milhões de euros, se a Câmara avançasse com a construção da escola, a expensas próprias, não teria condições para dotar algumas localidades do concelho com saneamento básico e água ao domicílio.

O presidente da Câmara lamentou, contudo, que por esta altura gaste tempo “nestas lutas”. “Preferia andar nos corredores do poder a lutar por 80 por cento de financiamento para as novas instalações da ESTGOH”, rematou.

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