O PSD de Oliveira do Hospital está em ebulição desde Março de 2006 – data em que pela primeira vez, no novo milénio, se começou a discutir no seio do maior ...

O PSD e os efeitos colaterais

… partido de Oliveira do Hospital esse grande afrodisíaco que dá pelo nome de “PODER”. Quando nascemos, damos o primeiro passo para a morte e, na vida, tudo tem um prazo de validade. Há no entanto quem assim não entenda e decida subverter as regras do jogo. Confesso que já me chateia escrever sobre o tema, mas o problema é que esta guerra pelo poder que ameaça transformar-se numa espécie de “guerra do Iraque”, está a ter efeitos colaterais muito nefastos ao nível do desenvolvimento do concelho.

Não sei se vamos ter que solicitar o apoio da ONU ou de qualquer outra organização não governamental para pôr fim a este conflito. O que eu sei é que, de há praticamente três anos a esta parte, todos assistimos à falta de uma coisa extremamente básica: bom senso.

Sei também que responsáveis políticos, que deviam concentrar todas as suas energias no desenvolvimento do concelho e nas novas janelas de oportunidades que o novo quadro comunitário de apoio – o QREN – vai abrir, parecem estar hoje ao serviço do município numa espécie de regime em “part-time”.

Na casa branca oliveirense, as funções políticas misturam-se com as partidárias e duvido que alguém ouse fazer o que um dia César Oliveira fez a um colaborador da rádio Boa Nova, que o instava a pronunciar-se sobre as divisões no PS. “Sobre questões da Câmara e do concelho, falamos aqui no meu gabinete; sobre o PS, saímos a porta da Câmara e falamos lá fora”. Como na altura, as divisões no PS marcavam a agenda política, o jornalista concordou e ambos se dirigiram para o exterior do edifício.

Gerir uma Câmara municipal e projectar o desenvolvimento de um município é hoje uma tarefa que exige grande tranquilidade e paz de espírito.

Um presidente de Câmara, que ainda por cima é conhecido pelos seus maus hábitos de concentração de poder, fica diminuído com todo este ambiente de guerrilha, com as deslocações frequentes ao tribunal e, tanto mais, com o partido que o elegeu sempre a combatê-lo. É por estas e por outras que o concelho está fora da alta velocidade. Digamos que está em marcha lenta… na expectativa da decisão superior de Manuela Ferreira Leite sobre o dossiê autárquico de Oliveira do Hospital.

Henrique Barreto

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