O Rali está de regresso a Oliveira do Hospital

Teve início a contagem decrescente para a 6ª das 10 etapas que compõem o calendário do Campeonato Open de Ralis.

A prova que vai decorrer em solo oliveirense coloca um ponto final ao interregno de 10 anos que impediu os habitantes de Oliveira do Hospital e os amantes do automobilismo do contacto próximo com pitolos e máquinas do desporto automóvel.

Organizado pelo Clube Automóvel do Centro (CAC), em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, o Rali que surge com o piloto António Rodrigues na liderança – em cinco provas registou três vitórias e dois segundos lugares – arranca dia 17 de junho, pelas 20h05 com uma super-especial urbana a realizar no coração de Oliveira do Hospital, com 1,80 quilómetros de distância.

As emoções fortes regressam no dia seguinte, 18 de junho, com uma dupla passagem pelas classificativas da Anta da Arcaínha (11,61 km), Cordinha (10,29 km) e Lagos Nogueirinha (8,43 km).

O Rali Oliveira do Hospital terá um total de 160,28 quilómetros, 62,46 dos quais disputados ao cronómetro, divididos por sete provas especiais de classificação, sendo os restantes 97,82 superados em ligação.

“Não há mal nenhum em conseguir grandes investimentos para colocar Oliveira do Hospital no mapa”

O regresso do rali a Oliveira do Hospital deixa satisfeito o presidente da Câmara Municipal que, em conferência de imprensa realizada ontem, considerou que a prova desportiva “nunca deveria ter saído do concelho”.

Para que tal fosse uma realidade, José Carlos Alexandrino sublinhou a facilidade com que as partes envolvidas chegaram a “entendimento”, e chegou a considerar que o município “fez um bom negócio”, ao conseguir que pilotos e máquinas voltassem a passar por Oliveira do Hospital. O autarca lembrou que o concelho “tem tradição no desporto motorizado” e deu o exemplo das provas organizadas pelo Clube Seita.

Prevendo que este tipo de provas tenha continuidade em Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino não dá por mal empregue o esforço do município. “Não há mal nenhum em conseguir atrair grandes investimentos para colocar Oliveira do Hospital no mapa”, constatou o presidente da Câmara, notando a importância de associar estes eventos a “outras marcas turísticas”.

Para além da importância que a prova encerra, o autarca não deixa de valorizar o facto de o rali ficar marcado pela participação do campeão mundial, Rui Madeira. “É o padrinho do regresso do rali a Oliveira do Hospital”, referiu José Carlos Alexandrino, para quem estão reunidas as condições para que a prova seja “um sucesso”.

Decidido a “marcar a diferença” e “atingir um patamar de excelência”, o autarca assegurou que a equipa envolvida no projeto “tudo fará para que não haja falhas”.

Relativamente aos percursos, Alexandrino centra as atenções na especial noturna que marca o arranque do rali em Oliveira do Hospital. “Não tenho dúvidas de que vai ser um êxito e atrair muitas pessoas”, referiu, explicando que relativamente ao dia seguinte, 18 de junho, o seu desejo era que o rali abrangesse todo o concelho, mas face à impossibilidade, assumiu o “compromisso de equilíbrio” para que, no próximo ano a prova decorra na zona sul.

O impacto que a prova vai ter junto das unidades hoteleiras e de restauração mereceu ainda o apreço de Alexandrino que estima que o evento atraia “milhares de pessoas” ao concelho.

O presidente do Clube Automóvel do Centro também destacou o regresso do rali a Oliveira do Hospital e sublinhou a importância de a prova ser transmitida por vários canais de televisão. Para além disso, Francisco Fidalgo valorizou a participação de Rui Madeira por se tratar de um jovem que viu “crescer” nas provas organizadas pelo CAC.

Considerando estar em face de um “casamento” entre a autarquia e o CAC, o piloto Rui Madeira mostrou-se “satisfeito” pelo regresso do rali, chegando a considerar a prova como “uma mais-valia de futuro para o interior”. “O open de rali é o caminho certo para os ralis em Portugal e uma aposta de futuro”, verificou o piloto que tem ligações familiares ao concelho.

Encarando a prova “não como um custo, mas como um investimento”, o presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital olha para o rali como “um motor para a marca Oliveira do Hospital”. Nuno Oliveira destacou, por isso, a importância turística que o evento representa.

LEIA TAMBÉM

O Bava da Bola

Um tal Bava, Zeinal de primeiro nome, foi presidente executivo durante anos da PT. Em …

Aquela máquina…

Dois golos de Cristiano Ronaldo e um de André Silva asseguraram a vitória de Portugal …