Nuno Vilafanha

“O resultado destas legislativas no concelho foi um cartão avermelhado ao executivo camarário”

O presidente da Concelhia do PSD não tem grandes dúvidas que a vitória expressiva da Coligação em Oliveira do Hospital nas legislativas representa um cartão “avermelhado” à actuação do executivo municipal liderado por José Carlos Alexandrino. Nuno Vilafanha acusa os responsáveis da autarquia de não terem uma política que potencie o desenvolvimento do concelho e considera que estão a surgir muitas suspeitas sobre determinados actos do município que importa esclarecer rapidamente. “Temos de acreditar que há de boa-fé, que nada de ilegal se passa. Mas fica a ideia que há coisas feitas à medida. Quem olha fica com a ideia que há ali qualquer coisa”, conta em entrevista ao CBS, onde conta ainda que o seu partido tem dificuldade de fazer passar as suas mensagens devido “a uma comunicação social local condicionada”. Não revela se se vai recandidatar a mais um mandato, mas diz que a estrutura que lidera tem as portas abertas aos seus críticos e que todos devem remar para o mesmo lado. “Não hostilizamos aqueles que têm posições contrárias dentro do nosso partido. Temos sempre a porta aberta para eles”, frisa.

CBS – Esperava uma vitória tão expressiva no concelho nestas legislativas por parte da Coligação?

Nuno Vilafanha – Surpreendeu, de alguma forma, pela enorme expressão. Foi muito positiva. O resultado deu um sinal que a matriz que domina o nosso concelho é social-democrata. Mostra que trabalhando, tendo as pessoas a remar para o mesmo lado, conseguimos um dos nossos grandes objectivos que é ganhar a Câmara Municipal outra vez. Temos a certeza que isso é possível. Apesar de muitas criticas houve um trabalho forte da concelhia, de pessoas anónimas e simpatizantes. É preciso notar que a vitória em Oliveira teve uma média superior à média do distrito de Coimbra. Foi também o reconhecimento do bom trabalho feito pela Coligação nos últimos quatro anos.

Este resultado também penaliza o actual executivo socialista da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital?

_DCS0084 (Small)Claro. Foi um cartão avermelhado para o PS, Assembleia Municipal (AM) e Executivo. Não foi o primeiro. Quando aconteceu a célebre marcha lenta, que ninguém soube bem a sua razão, uma vez que primeiro era pelo IC6, depois era pela saúde, depois já não era bem pela saúde… Enfim, era por tudo e mais alguma coisa. Mas as pessoas não têm os olhos fechados e essa jogada que teve razões políticas foi penalizada. A mobilização foi pequena, ao contrário daquilo tentaram fazer passar. Não tinha grande sentido aquela marcha lenta. O IC6 não foi feito graças a Paulo Campos, as obras na EN 17, que nos interessavam para remediar esta péssima situação, já estavam previstas para arrancar. Quanto à saúde também se sabia já estavam a ser contratados mais médicos. O Governo estava a trabalhar nisso. Foi o primeiro aviso. Este resultado das legislativas foi mais uma derrota para um executivo que se empenhou na campanha, com os vereadores em acção em vários locais. A população já não está com esta política, nem com o executivo camarário. As pessoas demonstraram bom senso, mesmo depois de uns dias antes das eleições receberam em casa um folheto com coisas que afectaram negativamente os oliveirenses.

Na Assembleia Municipal essas têm sido as bandeiras do PS…

E o eleitores mostraram que não estão satisfeitos que ali se discuta mais a vida governativa do país que os problemas do concelho.

Qual é o balanço que faz a meio do mandato deste executivo?

Não é positivo. Oliveira do Hospital não tem tido grandes obras. As estradas municipais continuam a necessitar de reparações. Temos o centro da cidade em mau estado, mal cuidado. Algumas aldeias precisam de atenção especial, principalmente de apoio técnico aos presidentes de Junta. Não é só a dar dinheiro que se resolve os problemas. Este executivo não tem uma política que permita o desenvolvimento, o turismo. Não se tem feito nada nas zonas históricas. Poderíamos ter hotéis em Oliveira, mas quem tentou investir nessa área viu os projectos chumbados pela Câmara Municipal. Mesmo um empreendimento de cinco estrelas que está a ser construído no concelho sofreu muitos entraves e está a decorrer mesmo um processo em tribunal contra a autarquia. E estamos a falar de um investimento elevado que se pode revelar muito importante para o concelho.

Acredita mesmo que o PSD pode ganhar a Câmara dentro de dois anos?

Claro. Não será uma luta fácil, mas estou convencido que temos as condições necessárias. Tem de haver trabalho e união. Temos a porta aberta a todos. A cada dia que passa o projecto do actual executivo vai-se esgotando. As pessoas já não ouvem o que eles dizem. Além disso, o PS em Oliveira do Hospital é José Carlos Alexandrino. Considero que a última vitória autárquica se deveu em grande medida a ele à participação de António Lopes e quase nada ao PS. Prova disso, foram os resultados obtidos pelo PS nas Europeias e nas Legislativas. Estou até convencido que ele vai novamente a jogo, mas não terá a mesma força das últimas eleições. Já lhe deram oportunidades a mais e não vêem obra. Ser simpático não chega. É preciso uma estratégia de desenvolvimento que não temos tido, encontrar soluções para atrair investimento. Nada disso acontece. As empresas não têm condições para se expandir. Não há uma política activa de emprego. A Câmara Municipal tem criado emprego, mas para satisfazer os interesses do PS e condicionar pessoas. Há mesmo quem tenha medo de manifestar as suas opiniões.

Dentro da concelhia do PSD também existem facturas. Será possível superar isso para uma candidatura mais forte?

Não hostilizamos aqueles que têm posições contrárias dentro do nosso partido. Temos sempre a porta aberta para eles. Devemos remar todos para o mesmo lado. Nós ganhámos legitimamente. Começámos a trabalhar num partido que tinha ficado em muito mau estado depois das autárquicas. Com uma divisão que perdura há muito tempo, mas que é cada vez mais limitada a um pequeno grupo. As europeias e as legislativas demonstram que estamos a fazer alguma coisa. As pessoas do PSD em vez de nos criticarem deviam ajudar, como já pedimos por diversas vezes. Além disso, nas eleições para a Comissão Política acordamos e ficou escrito que a lista derrotada iria ajudar a vencedora sempre que lhe fosse solicitado. Mas eles logo no dia em que perderam rasgaram esse acordo e começaram a dizer mal de nós. A porta, porém, continua aberta a todos.

Já decidiu se avança para um novo mandato?

É algo que só falaremos na altura própria. Só mais tarde vamos tomar uma posição. Teremos de fazer uma avaliação. Se entendermos que não somos o melhor para o partido, não estamos para prejudicar, mas para ajudar. Temos mais uns meses pela frente e estamos preocupados em ajudar a eleição presidencial. Mas todos os cenários estão na mesa e não excluímos uma recandidatura.

Também têm surgido alguns casos que parecem colocar em causa a transparência de determinados actos na Câmara Municipal….

Já falam na transparência há algum tempo e não me parece que exista. Caso contrário muitos destes casos não estariam a surgir. É os orçamentos de milhares de euros para a limpeza dos rios em que a diferença nas propostas entre o vencedor e o segundo classificado, em três casos, é de 50 euros… É também o caso dos contratos de ajuste directo da BLC3. Temos de acreditar que há de boa-fé, que nada de ilegal se passa. Mas fica a ideia que há coisas feitas à medida. Quem olha fica com a ideia que há ali qualquer coisa. Isso é perigoso para as pessoas e para o nome do concelho. A Câmara Municipal tem de explicar tudo isto. Não sei mesmo, se em nome da transparência, não seria bom anular estes concursos e voltar a fazer outros. Tem de ser tudo bem esclarecido.

Este resultado nas legislativas não aumenta a responsabilidade do PSD em termos de oposição?

Será mais forte e é desejável. Mas não pela maledicência. O projecto autárquico está a ser pensado com seriedade. Temos de apresentar alternativas. Há um caminho que queremos e que será apresentado. A oposição será, digamos assim, mais musculada. Mas não será fácil. Não temos uma única junta de freguesia e na AM somos muito minoritários. A nossa mensagem e as nossas propostas não chegam ao público. E isso também se deve ao facto de não termos um palco. Na Assembleia Municipal falamos de vários problemas, mas a mensagem não passa. A comunicação social não ajuda. Está condicionada pela ligação à Câmara. Nestas eleições, por exemplo, grande parte das notícias eram encontros, festinhas, onde um elemento do executivo fazia sempre um discurso político. É vergonhoso.

Que mensagem é que, por exemplo, não passou?

VilafanhaApresentámos, por exemplo, duas medidas na AM que praticamente não chegaram ao público. Uma delas passava pela aplicação da taxa mínima de IMI permitida por lei (0,30%) a todos os munícipes de Oliveira do Hospital, ao mesmo tempo que propúnhamos a redução da taxa do IMI em função do agregado familiar ou seja, um desconto adicional a quem tem mais dependentes a seu cargo e com a seguinte proporção: um dependente 10 por cento, dois dependentes 15 por cento e três ou mais dependentes 20 por cento. Seria uma forma de aumentar a atractividade do concelho para as famílias e empresas que poderiam contribuir para a fixação de pessoas em Oliveira do Hospital, ajudando a inverter ou estagnar a tendência demográfica negativa. Outra medida importante foi a fixação da participação variável no IRS de 2,5 por cento, sendo esse valor canalizado de forma directa e comprovada para o apoio de famílias carenciadas e para os mais idosos como forma de mitigar as suas dificuldades, possibilitando-lhes melhores condições de vida. Poderia permitir o aumento dos apoios à natalidade ou a contratação dos serviços de um médico que daria consultas gratuitas, mitigando, assim, provisoriamente, a falta de médicos. Além disso, do que está orçamentado para a saúde pouco ou nada foi gasto. Isto seria a política social, que neste momento praticamente não existe em Oliveira. O concelho tem de ser mais amigo das empresas e das pessoas. E com a ajuda proveniente das novas tarifas da água, a câmara tem outra folga financeira para acomodar estas medidas.

Há também quem defenda que a autarquia gasta demasiado dinheiro em festas….

Não estou a dizer que não se façam festas, se calhar deveriam fazer-se era noutros moldes, com mais Câmara e ADI dizem que a EXPOH teve "mais de 40 mil visitantes" e que foi um “êxito” económico.garantias de retorno e menos custos. Algumas até nem têm grande significado, outras, se calhar, mereciam mais. Além disso, não seria possível fazer melhores contratos? Como o das lonas da EXPOH, os contratos com os artistas. Não tenho dados e não posso confirmar, mas disseram-me que o Quim Barreiros em Seia cobrou dois ou três mil euros, mas na EXPOH foram dez mil. Porquê? É preciso responder a isto. Depois,  há alguns eventos que não têm retorno nenhum, como a última EXPOH. A verdade é que a política do PS baseia-se muito em festas, aplicando, no fundo, o ditado popular segundo o qual “com festas e bolos se enganam os tolos”. Só que as pessoas estão fartas de ser enganadas. Não tenho nada contra as festas, são importantes e fazem circular dinheiro, o que tenho é contra a forma como elas se fazem, como aquelas que aparentemente servem para comprar pessoas ou para servirem de palco político ao executivo da câmara. Nestas eleições legislativas, por exemplo, aproveitaram acontecimentos pagos com o dinheiro de todos nós para fazer política ao serviço do partido. Isso é que é preocupante.

O que pensa sobre a forma como são atribuídas as medalhas de mérito municipal no dia da cidade?

Tem havido politização a mais do que reconhecimento do mérito das pessoas. Deve haver um critério rigoroso. Reconhecer as personalidades ou instituições que se distinguiram ao longo dos anos por criar melhores condições para o concelho. Há pessoas que, pelo seu sentido empreendedor e pela forma como ajudaram o concelho, já deveriam ter sido reconhecidas e tal nunca aconteceu. Posso-lhe dar dois exemplos. Um deles é o empresário Fernando Tavares Pereira que tem ajudado muito as instituições, tem criado riqueza no concelho e empregos. Outro é António Lopes. Tem feito um trabalho enorme e não estou a falar de política, estou a falar na ajuda que tem dado às instituições. Estes dois nomes são exemplos que gostaríamos de ver reconhecidos e cujos nomes vamos propor no próximo ano. A política deve ficar de lado quando em causa está reconhecer o mérito.

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  • República

    Voltem os verdadeiros caciques!
    Apesar de tudo, foram-no.
    Esta rapaziada já nem os sinais do tempo metereológico sabe ler.
    Maus aprendizes, – de caciques – pois claro.
    Então alguma vez as eleições legislativas -no discurso oficial – estão relacionadas com as autarquias?
    Então não é verdade que, no discurso oficial, quando as eleições são autárquicas, também se diz que tais resultados não têm nada a ver com o governo? – é que quando a manta é curta, acontece aquilo que todos conhecemos.
    Definitivamente, o PPD, em Oliveira do Hospital, implodiu.
    Emigrem. Sigam o conselho dos papagaios passortas.

  • Além Fronteira

    “Foi também o reconhecimento do bom trabalho feito pela Coligação nos últimos quatro anos.”

    Se a situação não fosse tão delicada até dava para rir!
    Mas que bom trabalho fez a coligação PSD/CDS em Oliveira do Hospital?
    Aliás, qual foi o trabalho feito pela coligação PSD/CDS de Passos/Portas no concelho??? Eu digo-te NENHUM…bem pelo contrário nos últimos 4 anos só souberam tirar aos Oliveirenses, só os souberam enganar!!!!!

    • Ricardo Antunes

      Bem, o senhor Além Fronteira está a passar um atestado de estupidez aos Oliveirenses? Os resultados não foram claros? Queria uma vitória mais expressiva da Coligação? Bem, talvez o caro Além Fronteira seja um iluminado num concelho de palermas que votam em quem os engana e lhes tira o que têm. Confesso que fiquei surpreendido com esta entrevista. Esperava menos lucidez de Nuno Vilafanha. Confesso que não sou propriamente daqueles que o consideram um político bem preparado. Mas, admito, que esta entrevista foi uma agradável surpresa.

      • Adjunto de ordens

        “Ricardo”: Não foi o PSD que subiu.Foi o PS que desceu.O PSD está recuperar o seu eleitorado que o PS não consegue cativar. E não desceu por causa do PSD.Desceu por causa da oposição que o PS tem, mas não é o PSD que lha move nem o CDS.Esses, uma boa parte, têm é tentado resolver os seus problemas pessoais. Precisa de uma lista?

  • António Lopes

    Os meus parabéns pelo resultado eleitoral da Coligação.Agradeço o reconhecimento do Dr. Nuno Vilafanha. Contudo, não posso estar de acordo com a falta de reconhecimento. Acho que nem merecia tanto.Pela administração PSD, Junta de Vila Franca, o Sr. Artur Campos e pela Câmara o Sr.Eng.Carlos Portugal, foi atribuído o meu nome a uma rua, em Vila Franca da Beira.Na liderança do Dr.José Carlos Mendes, no Movimento Oliveira do Hospital Sempre foi proposta em reunião preparatória da Assembleia Municipal, para atribuição das distinções, o meu nome. Disse então, o que digo agora.Enquanto for eleito e em funções, não aceito. Na actual Assembleia e com esta liderança, que considero ilegal, por maioria de razões.Depois, sendo hoje considerado “o inimigo público nº1” pela actual maioria,por certo seria chumbado.Registo, agradeço, mas é melhor guardar para melhor ocasião.O que é preciso, mesmo, é moralizar esta gestão Municipal, que começa a preocupar-me, seriamente..! É muito malabarismo, muito amiguismo, pouco respeito pelos dinheiros públicos, para o meu gosto..!

  • desatento

    Dá que pensar o que aqui se escreve. Se nas autárquicas o Psd foi punido autarquicamente pela austeridade do governo, agora é a autarquia a ser punida pela sua gestão. Os votos não dizem tudo, mas significam alguma coisa.

  • Inácio Coelho

    Grande trabalho executado pela CPS PSD OHP, só demonstra o grande valor do Dr. Vilafanha e do Sr. Nuno Pereira, parabéns pelo resultado.
    Cuidado com alguma gentinha do PSD que anda para aí a romper-vos na casaca, na tentativa de tomar de assalto a CPS, não deixem que o vosso excelente trabalho seja interrompido pelos que só ambicionam os vossos lugares para destruírem o que vocês com muito esforço e dedicação têm conseguido.

    • Adjunto de ordens

      Inácio:Esse discurso é a sério ou é para a gente se rir..?

      • Inácio Coelho

        Adjunto, para a gente se rir foi a ultrapassagem por cima que o BE fez à sua CDU..!

        • Adjunto de ordens

          “Por cima” nem tudo é mau. CDU a única que posso considerar é a da Merkel…Tirando uma foto com o Passos Coelho, não me apercebi de mais nada…

          • Inácio Coelho

            Tem razão Sr Adjunto, nem tudo é mau, a CDU não é só a da Merkel. é tbm a sua e tirando a corrida que levou da AM e do barulho que lá faz, apercebo-me que vai perdendo cada vez mais credibilidade e consequentemente mais votos no partido e coligação que defende desde sempre, o BE comparado com a sua CDU já é um gigante.

          • Adjunto de ordens

            Cá me parecia..! Não gosto de ofender ninguém mas julgava-o mais inteligente. Então um homem que dá a cara como esse Senhor dá, que vai ao tribunal, que põe nomes nos documentos que publica aqui, a dar forte e feio precisava de se ocultar num nick , para dizer o que eu disse…Olhe hoje, ele esteve bastante activo. Não notou nada? Ele está cada vez mais descredibilizado? Acho que nunca teve tanta popularidade e respeito. Não fora ele e acho, ainda nos levavam até a Câmara..! Pelo jeito que as coisas levam… Estranhamente, ou talvez não, não vejo o senhor líder da oposição nem o partido que dirige, manifestar o mínimo de preocupação. A documentação que aqui tem sido colocada é oficial e bem esclarecedora. Não se deu conta? Não preocupa o PSD?

          • Inácio Coelho

            Também o julgava mais inteligente, não querendo com isto ofender, todos sabem que o Sr. se esconde atrás destes e de um outro sem número de nicks ridículos que nada abonam a sua condição social e responsabilidade que devia ter. A popularidade e o respeito que invoca, passa-se só na sua cabeça, apenas é alvo de chacota em conversas tidas por muita gente. O BE está um gigante ao pé da CDU.

          • Prof. Coelho

            Engraçado é um Nick estar a acusar outro?
            Caro Inácio, nem coragem tens para te assumires.
            Vamos ver onde vai parar este filme.

          • António Lopes

            Pois se é de mim que o Sr “Inácio Coelho” pretende falar, ainda na última Assembleia, e não foi a única, perguntei a todos os membros da Assembleia o que estamos ali a fazer.Já o tinha feito quando era presidente em 2012.Disse e mantenho que a Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital faz os serviços mínimos e, mesmo esses, com pouco empenho.Deve ser a única AM que não tem comissões de acompanhamento das diversas actividades.Deve ser a única que não tem grupos Municipais, organizados, em funcionamento e a utilizar as prerrogativas legais.Mas isto estou farto de o dizer na presença dos próprios e ainda na última fui criticado pelo menos por dois eleitos por ter tomado a atitude. Era agora, aqui, que eu precisava de Nicks, Nunca aqui escrevi nada que não tivesse já dito na presença dos próprios.Quanto aos que se riem, estando eu na Covilhã, como é que estou sempre tão informado.Os da chacota têm muitas e boas razões.E para se preocuparem também…Já agora consegue despir o Nick? De si não fazem chacota…dê-nos lá o prazer…

          • Adjunto de ordens

            “Inácio”: Eu não sou o António Lopes.Eu sou os olhos e os ouvidos dele dentro da Câmara.E sabes porquê? Porque há dez anos que o vejo na mesma linha, pagando para cá andar, não querendo nada para ele,sempre em luta permanente por um Concelho melhor.Vi o que ele tentou cá dentro e vejo o que tenta lá fora. E sabes, já pôs o outro a andar.Este está “ferido de morte”.Se não estiver suspenso dentro de um mês, está com muita sorte. O próximo vai ser ele a coloca-lo cá.E se o próximo ainda não perceber que é eleito presidente e não dono da Câmara, é outro que vai ter vida difícil.Pronto.Já ficaste a saber quem sou..?

        • Dessondagem

          Tira o “Berloque de esquerda” da televisão diária e retira-o dos avantajados aplausos dos comentadores do regime, PPD incluído, e vais ver o que lhe acontece.

          • Adjunto de ordens

            Acontece-lhe o que lhe aconteceu nas anteriores…

  • Falcao do Açor

    O PARADOXO – 38% MANDA EM 62%?
    Todos conhecemos e sabemos quem são os políticos atuais. Uns, mais velhos, os cinquentões, são os melhores conhecedores, foram estes que possibilitaram existir uma democracia, fizeram greves, protestaram, reivindicaram 40 semanais, 22 dias de férias e respetivo subsídio, tal com o subsídio de Natal, o direito ao Fundo de Desemprego e, outros subsídios, que todos nós conhecemos. Esquecem as gerações pós o 25 de Abril, que as regalias, a que hoje têm direito, resultaram de políticas de esquerda e nunca de governos de direita. Espanta-me os fazedores de opinião não terem conhecimento de factos, presumo que por falta de estudo de História Contemporânea. Temos uns “mass media”, pagos pela entidade empregadora, facto, que a torna obediente, não sendo capazes de irem ao encontro de outras ideologias, que não as de direita. Não se percebe como um minoria de 38% de portugueses, querem comandar o exército de 62% de patriotas. Todos os comentadores televisivos e os editorialistas da imprensa escrita, denotam a simpatia acérrima pelos partidos de direita. Não há um comentador que tenha “cartão” ou que queira ser conotado com os partidos de esquerda. Podemos concluir, que os portugueses, quer queiram , ou não, têm de ter um governo que os afrontam, fazendo lembrar os tempos do Estado Novo. Isto não é democracia, mas, ditadura. O Sr. Prof. Marcelo, já é presidente há muitos anos, basta assistir ao tempo de antena, que as estações televisivas lhe têm atribuído. Presume-se que os portugueses já estejam “pelos cabelos”, o exagero “começa a cheirar mal”. Um candidato, que em anos idos, os lisboetas lhe negaram a presidência da CML. Mal empregado mergulho acompanhado pelas tainhas, num rio,(Tejo) ainda “imundo”. Fartos de gente velha e conotados com o Estado Novo. O caso do atual presidente da PR, começou a exercer cargos em 1979 e não mais largou “poleiros”, sempre a empobrecer Portugal. Que se lembre, foi este Presidente, que destruiu e desbaratou a nossa frota pesqueira, para agora, se comprar o pescado à Espanha. A situação de política atual (direita) teima em reacender a “patres família”, tendo como aliados a imprensa escrita e falada.
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    • António Lopes

      Subscrevo na integra.Como já entrei na terceira idade e apanhei uma tuberculose por causa do 25 de Abril, a dormir, no chão, junto ao ar condiconado, no Comando da Flotilha de Draga-Minas, durante mais de 15 dias,deixe-me lá reclamar para a minha geração o que de bom e mau fizemos.Fez-se isso que descreve, mas temos dois pecados grandes. Criamos as condições de igualdade às mulheres abdicando dos direitos dos “machos!!! Pessoal mesmo generoso..!!!.Temos outras contas a prestar… deixámos ruir o “Império”. Boa disposição à parte, são poucos os dias em que não faço essa reflexão.O que era este País e o que foi no pós 25 de Abril.Tem que se esforce em denegrir.Porém os indicadores económicos estão aí.A OCDE publicou um relatório todo ele elogio à gestão económico -financeira de Vasco Gonçalves.É só procurar na internet.Recebeu um milhão de Portugueses refugiados das ex-colónias, deixou o ouro todo no Banco de Portugal e uma dívida de 15% do PIB.Pese o boicote e fuga do grande capital.Este Povo sorria Este Povo construiu futuro.O sonho foi curto mas aconteceu.Muito se tem tentado mudar para pior e muito mudou.Mas continuam de pé valores basilares.Isto de se dizer o que se pensa sem olhar para o lado e sem receio de amanhã me mostrarem este escrito, para explicar, o que escrevi, não tem preço.Confunde-me a apatia desta juventude e confunde-me como alguns, já nascem “velhos” isto é, de direita..! O que será destes jovens, ideologicamente, quando chegarem à minha idade?
      Para não me alongar e porque foi a motivação do escrito, pelo menos aqui, pode escrever o que quiser.Mesmo que seja a criticar o dono e o partido que ele defende.Um dia destes vou publicar por “quantos dinheiros” se escreve o que se escreve por estas bandas… Apetece-me dizer o palavrão da Micas : c……lho…por tão pouco..?

      • João Paulo Albuquerque

        Em 1974 havia uma elite nos negócios e até na política ( o governo de Marcello Caetano) que desapareceu em meia dúzia de meses depois de 25 de Abril. Essa elite não era democrática no sentido de ter sido imposta “de baixo”,mas provinha de uma selecção cultivada pelo próprio regime durante as décadas precedentes.
        O grupo CUF, sendo um paradigma de tal elite permite entender como é que nos tornamos o que actualmente somos, depois da deposição dessa elite que existia antes.
        Para tal fenómeno foi crucial o PCP e a esquerda comunista e socialista. A substituição da elite existente pela actual teve como protagonistas essas forças políticas e essa elite política.
        Quem não entende isto parece-me que falha um elemento essencial da compreensão da nossa actual vida colectiva e daí a importância deste assunto.
        Os últimos 40 anos não alteraram substancialmente o que sucedeu e as elites entretanto surgidas, algumas das quais com elementos da anterior, não superaram em nada a qualidade e a categoria daquela.

        Merecemos o que nos aconteceu?

        • António Lopes

          João: Está outra vez mal informado.Essa elite vivia do roulement, nos bancos e de cada grupo estar ligado a um e eles entre todos.No fundo são uma família que se movimentava em torno do Espirito Santo do Melo e pouco mais. Se não sabe, fica a saber, que a primeira manifestação a pedir as nacionalizações foi convocada pelo então PPD. E explico porquê.Aquilo estava tudo podre.A nossa Siderurgia foi comprada, por que se atrasam com a entrega.Quem a tinha encomendado não a quis, porque já estava ultrapassada. Salazar decidiu pela industrialização e, industrializou-se .À Portuguesa. Então, não se podia apoiar os “fascistas” .Só havia uma solução. Nacionalizar. Lá foram, aliviar essa elite dos mamarachos que tinha.Para variar pagam sempre os mesmos.E o democrático PPD mais o PS deram gás à manifestação.Ora nessa, os comunas não podiam faltar.E ficaram eles com a fama.Ainda bem.Mas, foi como lhe digo…Isto de política tem muito que se diga…Nem tudo o que parece é.Nem tudo o que é parece..! É como o Durão Barroso e o Pacheco Pereira serem do MRPP…Sim, sim. era preciso era uma bandeira parecida e culpar o PCP…Mas como a verdade é como o azeite, os terríveis “papões de crianças” e “mata velhos” estão de volta.E o trabalho que vão ter. Com tanto velho que deixaram cá…E como até a directora do FMI diz que são um problema desta vez, o PCP, ainda vai ser um “salvador da economia” O dia que tomarem posse vou logo pintar o cabelo e esticar a pele da cara, a ver se me safo..! Ai valha-nos Deus..!

          • João Paulo Albuquerque

            Resolvia um grande problema financeiro à Maria Luís.
            O seu PCP sempre vilipendiado, sempre a sofrer as consequências dos actos dos outro. Que grande azar.
            Mostre então uma elite como aquela.

          • António Lopes

            Estava a gora a despontar.A melhor de sempre.Mandaram-na emigrar…! A melhor elite, tivemos no reinado de D.João II, a começar pelo Rei.Para variar, morreu envenenado…E era-mos só, um milhão e duzentos mil…Uma boa parte dos melhores ficou no fundo dos mares e por esse Mundo fora.Na segunda metade do Século XIX e na primeira do ´século XVI, tivemos muita e boa gente…

          • João Paulo Albuquerque

            Essas fazem falta, não havia partidos, havia a nação.
            Mas do 25/04/1975 para cá, tem sido uma verdadeira desgraça.
            Cortam as árvores porque fazem sombra aos arbustos.

        • Afonsino

          Elementar, meu caro João Paulo:
          – Ao longo da já longa História do nosso país, o papel daquilo que designa por “elites”, quase sempre, se limitou à ” venda do país”, desde que mantivessem os privilégios, não interessando quem fosse o comprador…
          Não é por acaso que, também ao longo destes séculos de História, o papel do nosso povo foi determinante, em muitos momentos, quer para manter a nossa integridade, quer para assegurar a nossa independência.

        • JPCRUZ

          Caro JoãoPaulo Albuquerque,
          Desculpa discordar contigo, sobre a situação do grupo CUF. Porque eu sendo Barreirense de gema ou “Camarra” como são chamadas as gentes do Barreiro, o Grupo CUF depois mais tarde grupo QUIMIGAL resitiu antes durante e depois do 25 de Abril. O problema do grupo CUF ter desaparecido foi nomeadamente teremos entrado para CEE. E se duvidas vai ler o Jornal de Negocios do dia 16 de Outubro de 2015 e vez lá retratado toda a história verdadeira da queda do grupo CUF. Só mais uma curiosidade que aqui te deixo sabes quem foi o Admnistrador Após o 25 deabril depois da familia melo ter fugido? foi nem mais , nem menos O dr. Eduardo Catroga.
          Eu sei queo PCP incomoda , mas não mistures alhos com bogalhos.
          Cumprimentos

          • João Paulo Albuquerque

            Caro João Cruz;

            Tens que ler melhor o que eu escrevo,
            Com Marcelo Caetano criaram-se elites que daí para cá nunca mais lhe chegaram aos calcanhares.
            O Grupo CUF foi vilipendiado por todos, e depois sobrevivia com dinheiro do estado, que é o que essas elites têm feito.

          • Afonsino

            Acrescentando, há já longa narrativa que aqui circula sobre a pseudo-industrialização do país – e fora do tempo adequado, por isso , obsoleta -, recordo que, logo após o dia 10 de Junho de 1986, – aquela data que teria revoltado Luís Vaz de Camões, se vivo fosse “…1580 …..Morro eu e, comigo, morre a minha Pátria!” , ainda por cima, assinada sobre a memória do Mosteiro dos Jerónimos… – dizia, que se assistiu, pela mão de quem sabemos, a um ataque cerrado às indústrias da cintura industrial de Lisboa, não só no distrito de Setúbal, visando a sua destruição, verdadeira política de “terra-queimada”, para, com isso, alterar todo o tecido social da região.
            O processo da Quimigal, ou Quimiparque, foi, disso, um extraordinário exemplo.
            Mas não só.
            Consultem-se os boletins informativos , quer de organismos estatais, quer sindicais, quer da própria imprensa da altura, quer da própria igreja católica – recordam-se do bispo “vermelho” de Setúbal? – para podermos, para quem a não conhece, ter a verdadeira dimensão dessa “catástrofe”.
            Mas foi em todo o país.
            Teoricamente, e a ferro-e-fogo, foram destruídas as maiores empresas em Portugal com a finalidade de alterar os tecidos socias que a elas estavam, umbilicalmente, ligados, e, assim, diminuir a influência dos movimentos operários, sociais e políticos que, nessa condição, influência eleitoral significativa tinham….e, nalguns casos, ainda têm.
            AInda em relação a toda a península de Setúbal, para se perceber o alcance dessas políticas de “terra-queimada”, intencionais, em 86 iniciadas,deixo aqui, com inimaginável (ainda) rancor – e não sou de lá, nem lá vivo – , um comentário de um imbecil de um responsável governamental que, 25 anos depois, a propósito de um pseudo-aeroporto – Deu(ro)s à vista! – a construir na região de Setúbal, dizia que, lá, “Jamais!”….que “aquilo era um deserto”…
            Recordam-se?

    • Roberto

      Depois de tão esclarecedor artigo, gostava que o Falcão do Açor, tão bem informado, me explicasse essa de “os editorialistas da imprensa escrita”? Há outra imprensa que não a escrita…..?

  • António Lopes

    O bom disto tudo é que o PS vai voltar ao governo e , dentro de dias, já cá temos os médicos.Em Janeiro temos os ICs a andar… E ai deles que não tenhamos..Então é que vou para a porta da Câmara e da sede do PS, dizer das boas sempre que passarem os manifestantes “militantes” pelos médicos e pelos ICs .Aliás, amanhã, já vou saber se os ICs ficaram nos acordos do governo de esquerda..!

  • Dedica-te ao centro comercial

    Título: Os Factores-chave na gestão dos centros comerciais em Portugal
    Autor: Nuno Miguel Saraiva Vilafanha

    Júri
    Presidente e Orientador: Prof. Doutor Paulo Pereira
    Co-orientador: Mestre Clarinda Almeida
    Arguente: Prof. Doutor Pedro Carvalho
    Vogal: Prof. Doutor Nuno Melão
    Data: 27-09-2011