Nada pode contar mais para o nosso concelho e região que os acessos rodoviários. Já o disse em artigo anterior e volto, agora, a reafirmá-lo.

O tempo é de união

Sem estradas não há desenvolvimento, definha a riqueza e não se fixam pessoas. São elas, indubitavelmente, o primeiro passo para retirar o concelho e a região do caminho da desertificação e lança-lo na senda da modernidade. Devem ser elas, a par da ESTGOH, o primeiro e grande desígnio de todos os concelhos, políticos e gentes desta região Beirã.

Sabemos todos que nos estão prometidos os IC ´s 6, 7 e 37. Como sabemos e agradecemos o importante papel que o actual Secretário de Estado, Paulo Campos, teve na promessa. Mas, agora, esperamos que todos saibam, em especial o actual governo, que contamos com elas para assegurar o nosso desenvolvimento e o fim do nosso esquecimento. Que elas são para nós um verdadeiro desígnio e necessidade.

Queremos todos, os que cá vivemos, que o governo do TGV perceba e saiba da urgência e necessidade da sua construção. Que são elas o instrumento para retirar uma fatia do país, na Beira Serra, do fundo do poço nacional.

Estamos todos fartos, nós, os homens e mulheres oliveirenses, que nos queiram tirar urgências nocturnas, Tribunal e outros serviços mais e em troca não nos queiram dar nada, mesmo nada. Estamos fartos desta asfixia que nos castra. Deste isolamento que nos impede. Deste abafamento que nos constrange. Basta!

Por certo, em tempo de vacas magras, chegarão as justificações da insuficiência orçamental para a construção das estradas. Quererão eles, em Lisboa, que sejamos nós, os isolados e esquecidos, a pagar, mais uma vez, o endividamento nacional? O endividamento que eles criaram a assegurar mordomias e a garantir rendimentos sem a contraprestação trabalho. Basta!

O tempo é de nos unirmos. Todos. Que se esqueçam as siglas partidárias. É de Oliveira que se trata. Do nosso futuro. Dos nossos filhos e da sua qualidade de vida. Precisamos de gritar a Lisboa que não há endividamento nacional que justifique que não nos façam as estradas, que não nos garantam a ESTGOH e que não nos agradeçam por, há tanto tempo, sofrermos, em silêncio, o nosso isolamento e perda de qualidade de vida.

O tempo não é de apontar o dedo a ninguém, nem ao passado, nem ao futuro. O tempo é de alerta para a discussão orçamental que se avizinha e da necessidade de todas as estruturas partidárias locais garantirem junto dos seus grupos parlamentares a defesa da construção, sem demoras, dos IC´s 6, 7 e 37, e da inscrição de verba orçamental para a construção de novas instalações para a ESTGOH. É aí que se vai jogar o futuro de Oliveira do Hospital. É aí que o temos de defender.

Luís Lagos
Vice-Presidente do CDS/PP

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