Luís Marques

O treino visto como uma coisa! Autor: Luís Marques.

Muitos dos meus textos aqui partilhados são obra de comportamentos que vou constatando no meu dia-a-dia profissional e pessoal, mas especialmente são obra das opiniões duvidosas, digo eu, que vou ouvindo de todo o tipo de pessoas acerca do contexto exercício físico/treino.

Há cerca de duas semanas um novo cliente acedeu ao ginásio onde trabalho, fazendo questão, na hora da inscrição, de me dizer que “vinha do Holmes Place”!!!! No mesmo dia, já em descompressão e a preparar-me para o banho do final do dia, junto dos clientes no balneário masculino, um senhor abordou-me “Luís, o “fulano tal” vai abrir um mega ginásio, um investimento brutal!!!”

Bem…….vamos lá ver se a gente se entende!!

Não tenho nada a dizer do Holmes Place, até porque nunca visitei um, e não acho que um “bom ginásio” tenha que ser grande!

O que me levou a debater estes comportamentos é o simples facto de que o treino não é uma coisa que se avalia pelo nome ou tamanho, o treino avalia-se por bom ou mau, só. Qualquer espaço permite fazer o melhor treino do dia, um simples acessório permite executar inúmeras ações motoras, e com tudo isto treinar bem não deve depender das “coisas” mas sim das pessoas.

Claro está que o cliente que vinha do “Holmes” em pouco tempo se revelou, os comportamentos motores foram tão maus que logo me prontifiquei a ajudar, ao que me foi respondido “não Luís, estou orientado!”. Evidentemente que tanto insisti nos dias seguintes que lá consegui alinhar as suas necessidades com as nossas dinâmicas de treino. A satisfação é notória e espero que perceba que o treino simples e orientado cria sucesso. Neste caso particular, e provavelmente na maioria dos casos, os clientes possuem um bom carro, uma boa casa, um bom tudo, mas ainda não perceberam que terão de pagar a um profissional para o orientar devidamente no seu treino, e não é o nome do ginásio ou o seu tamanho que está em jogo, é sim o A QUALIDADE DO PROFISSIONAL.

Não desprestigiando os ginásios de “massas”, que investem muito, quer nos materiais, quer nos espaços disponíveis para os seus clientes, mas quem fideliza, quem motiva os clientes serão sempre os profissionais que têm no terreno.

Um dos maiores nomes na formação do exercício físico, Carlos Omar, revelou-nos, numa formação recente, que tinha um cliente, que era uma família inteira, e que o levavam de férias para poderem treinar continuamente.

O ginásio/treino é, e deve ser sempre, a pessoa que o faz sair da sua zona de conforto.

Luís MarquesAutor: Luís Marques

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