De repente, o Governador Civil de Coimbra (e ponta-de-lança PS para as próximas eleições...) resolveu teorizar e anunciou a criação...

Observatórios

… de um “observatório” para “monitorizar” a situação das empresas “em crise”.

Logo a seguir, o líder do PS em Oliveira do Hospital veio propor, em reunião de Câmara, a criação de um “observatório” para acompanhar a situação das Confecções em Oliveira do Hospital.

Pois, só agora é que se lembram de “observar”…

Da parte do PCP, de facto, já se observa (antevê), há vários anos, o agravar da crise das pequenas e médias empresas e das Confecções em especial. Por exemplo, foi o PCP que, há três ou quatro anos, até promoveu um “abaixo-assinado” que recolheu mais de 100 mil assinaturas em Portugal para reclamar medidas de defesa do Têxtil ( e das Confecções) perante o “assassinato” anunciado da maior parte deste sector às mãos da OMC – Organização Mundial do Comércio e à gula das grandes multinacionais para onde sucessivos (des)governos do PS, do PSD e do CDS/PP atiraram o tecido produtivo nacional nos últimos 12 anos, pelo menos.

E a União Europeia também tem nisso a sua quota-parte de responsabilidade . Não esquecer que foi a Alemanha quem vendeu à China a nova tecnologia do Têxtil.

Mas há mais de 20 anos que o PCP já vem alertando para as más consequências das políticas de direita e para a teoria e as práticas fraudulentas do neo-liberalismo. Entretanto, os “aldrabilhas” de turno, quer nos (des)governos quer nos poleiros da grande comunicação social, iam acusando o PCP, no mínimo, de ser “profeta da desgraça”… Também aqui, em Oliveira do Hospital, o PCP teve oportunidade para ir alertando quer os empresários quer os trabalhadores.

A experiência veio a comprovar os piores receios e os avisos do PCP. Claro que nós preferíamos muito mais que nos tivessem ouvido – e que nos ouçam melhor – antes de transcorridas as más experiências que nos têm tramado a vida e o trabalho… Mas, agora, a pretexto da crise que se está a agravar, aparecem os “espertos” a quererem impor a redução de salários e do pagamento de impostos para ver se mantêm as gordas margens de lucro (em tempo de crise…) à custa dos trabalhadores e do Orçamento de Estado. É pois necessário contrariar essas “espertezas” e venham lá elas de onde vierem.

Vamos lá então a “observar” outras malfeitorias…

Ora, por falar em “observatórios”, aqui se desafia o PS e os seus responsáveis locais a criarem um outro “observatório” de onde possamos tentar “ver”, para já:

– O troço do IC6 ou do IC7 dentro do nosso Município;
– As novas instalações da ESTGOH;
– Os serviços da Zona Agrária e o Tribunal de Comarca;
– Os projectos dos Agricultores ao ProDeR, Programa de Desenvolvimento Rural;
– A aprovação dos projectos do Município ao QREN, Quadro de Referência Estratégico Nacional.

E se este ano não houvesse três eleições, quer dizer, se o (des)governo PS não tivesse receio eleitoral, de certo também já estaríamos a tentar “observar”, sem ver, as Urgências do SAP do Centro de Saúde e, mesmo, as Freguesias com menos de mil eleitores. Portanto, cá a “malta” que se cuide…

Os “presidenciáveis”

À data em que escrevo estas linhas, a comunicação social continua afanosamente à procura dos ditos “presidenciáveis” na corrida eleitoral que se avizinha para a Câmara Municipal. E chega mesmo a editar as respectivas fotos. Poderemos chamar de “culto da personalidade” a esse vício. Mas, de facto, é uma forma enviesada de condicionar a opinião pública e de pressionar ou promover os próprios e eventuais candidatos. Aliás, uma dessas notícias, num jornal regional ( 12 de Fevereiro), afirma, em título, que um determinado “nome” é o candidato do PS à Câmara. Porém, e a fazer fé no corpo da mesma notícia, o nomeado terá afirmado ao mesmo jornal que nem sequer ainda tinha sido formalmente convidado para o efeito…

Quer dizer, a comunicação social decide à revelia dos directamente envolvidos e, além disso, decide os “presidentes” muito antes dos eleitores decidirem. Então, para quê haver eleições ? Por outro lado e pelos vistos, à comunicação social pouco interessa promover o debate e a informação sobre projectos e programas de desenvolvimento. Este comportamento da comunicação social é, pois, um dos lados pobres e mais empobrecedores da Democracia.

Mas, ao falar em “personalidades”, deve logo dizer-se que há pelo menos mil Oliveirenses com capacidade para serem bons Presidentes de Câmara, assim tivessem oportunidade ou a quisessem ter. Ou seja, em Oliveira do Hospital não é a “personalidade” que determina a vitória eleitoral para a Câmara, embora esse aspecto também não seja indiferente.

Neste nosso contexto, a “medida” eleitoral mais próxima do real valor desta ou daquela “personalidade” pode ser avaliada se a mesma “personalidade” for candidata pelos partidos tradicionalmente minoritários no Concelho e, em especial, se se candidatar pela CDU. Ao mesmo tempo, o projecto de desenvolvimento para o Município apresentado pela CDU, e os exemplos de gestão autárquica da CDU no nosso Concelho, aceitam “medir-se”, e com todo o à-vontade, com os projectos e com a gestão de qualquer outra das forças político-partidárias aqui em presença.

Ora, a comunicação social reconhece ou não estas realidades?… Muitos eleitores, reconhecem- nas embora, depois, não sejam capazes de contribuir com o seu voto na CDU. E porquê ? Porque estão (pré)condicionados pela pressão da comunicação social e pela pressão dos chamados “caciques”.

Mas a luta continua que a CDU cá está, de pé, de mãos limpas e de cara lavada. Com exemplos, com causas e com projectos para o desenvolvimento harmonioso do nosso Concelho !

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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