Oliveira do Hospital aposta em “Escola Feliz” para melhorar aprendizagens

 

… destinada a melhorar aprendizagens. “Escola Feliz” arranca na última semana de agosto.

Treinar competências com vista à melhoria do desempenho escolar, envolver os alunos em atividades de entretimento saudável e promover o desenvolvimento de competências relacionais numa lógica de “aprender brincando”, são os objetivos maiores da mais recente aposta da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, através do pelouro de Ação social.

Em causa está o programa “Escola Feliz” apresentado ao final da manhã de hoje na ExpOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital e que, este ano vai decorrer, a título experimental, no Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas.

Pensado para auxiliar os estudantes com dificuldades de vária ordem – de aprendizagem, acompanhamento familiar, entre outros – o programa “Escola Feliz” vai abranger um total de 40 alunos do 1º Ciclo de Ensino Básico daquele Agrupamento de Escolas, que durante duas semanas – a última de agosto e a primeira de setembro, no período da manhã com folga a meio da semana– vão estar sob alçada de monitores, finalistas do ensino superior, aos quais também é dada a oportunidade de desenvolver competências em contexto real de trabalho.

“O objetivo é dar respostas aos alunos mais carenciados de apoio e de atenção”, referiu o vice-presidente e vereador da Ação Social da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, explicando que o nascimento deste projeto decorre daquilo que foram as preocupações levantadas em sede da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), numa altura em que o concelho se encontra desprovido de projetos que, até aqui, prestavam uma acompanhamento próximo das famílias, como os extintos projeto AGIR e o Contrato Local de Desenvolvimento Social – TEAR.

Preparar o arranque do novo ano letivo

No arranque deste projeto piloto, José Francisco Rolo explicou que a escolha do Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas se deve ao facto de ser o maior agrupamento do concelho e de, por isso, acolher no seu seio uma maior diversidade de alunos com mais dificuldades. Foram sinalizados 40 e a intenção é preparar os alunos para o novo ano letivo, no âmbito de um projeto que envolve a autarquia oliveirense, CPCJ, Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas e respetiva associação de pais.

Expectante quanto à boa adesão das famílias ao programa de matriz ocupacional, José Francisco Rolo revelou ainda o objetivo de, em próximos anos e de modo gradual, alargar a “Escola Feliz” aos restantes agrupamentos de escolas do concelho. “Agora, queremos afinar esta metodologia”, disse.

“Todos os projetos que possam permitir às crianças aprender mais são bem vindos”, referiu o diretor do Brás Garcia de Mascarenhas, certo de que o programa “Escola Feliz” vai facilitar as aprendizagens dos alunos no novo ano letivo. Luís Ângelo chamou a atenção para o facto de as férias contribuírem para o esquecimento de conteúdos, uma situação que é agravada em seios familiares onde não existe acompanhamento das crianças com a necessária realização de fichas e outras atividades. O diretor da escola encontra assim na “Escola Feliz” uma forma de colmatar aquela lacuna e contribuir para que os alunos entrem no novo ano escolar com uma melhor preparação.

Palavras partilhadas pela presidente da Associação de Pais do Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas que, no seu seio, também se tem deparado com “problemas de meninos do 1º CEB com dificuldades de aprendizagem e que facilmente esquecem toda a matéria aprendida em período de férias grandes”. “Os meninos vão assim poder recuperar as letras e os números de forma lúdica e recordar matérias do ano anterior”, observou Ana Álvaro.

Responsável por levantar este problema em sede de comissão alargada da CPCJ, Ana Paua Nobre não escondeu o ânimo em torno do novo programa que, na sua opinião, também vai permitir que os meninos percebam que as matérias aprendidas em ambiente escolar, também, têm importância naquilo que são as suas atividades diárias.

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