Oliveira do Hospital concluiu com “sucesso” a IV Iniciativa Competências para o Desenvolvimento

Empreendedorismo, capacitação, qualificação, emprego e inovação são algumas palavras-chave que marcaram as últimas semanas em Oliveira do Hospital durante as quais decorreu a “IV Iniciativa Competências para o Desenvolvimento”, promovida pelo Município de Oliveira do Hospital.

“Com uma programação alargada que englobou diversas atividades e mobilizou vários parceiros, a 4.ª edição da “Iniciativa Competências para o Desenvolvimento” procurou mobilizar toda a sociedade para os valores do trabalho e da auto-capacitação. Nesse sentido foi feita uma aposta num programa mais alargado e dirigido a públicos específicos como os estudantes, os desempregados e o setor empresarial”, refere a autarquia em comunicado.

“Com um balanço muito positivo”, esta 4.ª Iniciativa constituiu “mais um contributo para a criação, a partir de Oliveira do Hospital, de um movimento regional de estímulo à empregabilidade e combate ao desemprego, desígnio que sempre foi assumido como prioridade pela Câmara Municipal”.

Sob o lema “Inovação, Criatividade e Empreendedorismo”, entre 28 de abril e 24 de maio, foram dinamizadas várias iniciativas: “Sessões Garantia Jovem” dirigidas a jovens desempregados, pelo IEFP; as jornadas de reflexão estratégica “Be In – Integrar para Fazer – Oliveira do Hospital 20-20” dinamizado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP); e a final do “Concurso Municipal de Ideias de Negócio – Semana do Empreendedorismo nas Escolas”. Além das conferências “Empresas de/para o Futuro” e “Empregos de/para o Futuro” dirigidas a empresários, estudantes e desempregados, respetivamente, um dos pontos altos da programação foi a realização da “IV Feira do Emprego, Formação e Empreendedorismo” onde estiveram presentes 25 entidades. No dia 16 de maio também decorreram os “Dias Abertos” dirigidos aos alunos e suas famílias, na EPTOLIVA, ESTGOH, BLC3 e no CQEP do AEOH, para a ‘descoberta’ destes serviços.

Nesta última semana foram conhecidos os vencedores do Concurso Municipal de Ideias de Negócio “Empreender + Oliveira do Hospital 2013” tendo sido atribuídos prémios no valor de 40 mil euros e foi dinamizada uma mesa redonda sobre “Certificação de Qualidade de Respostas Sociais” dirigida às IPSS concelhias. Constituiu-se como um espaço de partilha de experiências entre as instituições que já têm respostas sociais certificadas e as que têm os seus processos de qualificação em curso, num claro incentivo a que as restantes iniciem este processo rumo ao futuro. Este sábado, a ESTGOH entregou as cartas de cursos aos alunos que ali concluíram os cursos superiores.

O vice-presidente, José Francisco Rolo, responsável pela “Iniciativa Competências para o Desenvolvimento” refere que “é uma forma de unir e pôr a trabalhar em conjunto várias entidades para o mesmo fim: centrar-se no objetivo de que só há desenvolvimento com pessoas; valorizar as atividades produtivas e empresariais; orientar alunos e famílias incentivando ao prosseguimento de estudos; trabalhar em conjunto com as pessoas desempregadas, o IEFP e o GIP para encontrarem as oportunidades de trabalho ou a formação adequada”.

Frisando que a “Iniciativa Competências para o Desenvolvimento” tem como “objetivo envolver toda a comunidade nas questões do desenvolvimento: a escola, as empresas, as famílias, os alunos, o IEFP e os setores ligados à inovação”, José Francisco Rolo acrescenta que pelo “envolvimento conseguido, estamos em crer que constituiu um sucesso. Por exemplo um dos momentos mais interessantes foi discutir com jovens alunos do ensino secundário e empresários quais são os empregos de futuro”.

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  • P.inóquio.S

    “Muita parra e pouca uva”. “É só fumaça”. Se isto lá fosse com conversa …
    Entretanto,perante a “vitória estrondosa” ,Mário Soares já veio dizer ao Seguro que é para ir dobrando as camisas e arrumar a mala.

  • Mulher de César

    Ó Bizú, então eles não sabem como arranjar empregos?
    Levavas uns quantos que andam lá pelos corredores da câmara para eles lhes explicarem (tu também sabes, ou não tivesses ido logo para Foz Côa, depois para a ADIBER, pois não tinhas colocação na escola publica para seres professor tal como te formaste).
    Conhecem-se casos de indivíduos que frequentavam a universidade há anos, e não conseguiam notas, nem curriculum para se empregarem trabalhando, no entanto 2 ou 3 mêsitos com a bandeira ás costas conseguiram empregos de mais de 2000€ por mês.
    Isto sim, é empreendedorismo.

  • Eleitor e leitor

    Em vez de andarem a gastar dinheiro com iniciativas de caca, leiam, o que escreveu Paulo Barradas;

    Paulo Barradas |7:00 Terça feira, 27 de maio de 2014

    Somos cada vez mais cidadãos europeus de Portugal. Quer gostemos ou não e para o bem e para o mal. E parece que cada vez menos gostamos de ser. De facto, sabemos desde 1989 (segundas eleições europeias já com abstenção de 48,9%, tendo as primeiras em 1987 registado “apenas” 27,58%) que as eleições europeias são as que despertam menos interesse nos eleitores, embora as restantes tenham vindo a desafiar convictamente esta posição.

    A recente crise veio piorar este sentimento, servindo naturalmente para culpabilizar ainda mais a Europa pelos nossos e pelos seus erros. Como tudo na vida, aliado ao lado negativo ou a uma dificuldade existe sempre um lado positivo ou uma oportunidade. Não é por acaso que na sociedade milenar da China, que agora está tanto na moda, o símbolo de crise seja a combinação de dois símbolos: perigo e oportunidade. Os perigos já os portugueses conhecem bem, infelizmente. As oportunidades é que são mais difíceis de identificar.

    Curiosamente, o maior perigo e ameaça actual para os portugueses em Portugal é também a sua maior oportunidade na Europa.

    O emprego!

    Vivo e trabalho em Londres. Tão surpreendente como a quantidade de portugueses a viver e a trabalhar aqui (em 2012 terão vindo 30.121 portugueses para o Reino Unido, principal destino com 5% do total de emigrantes, de acordo com o Observatório da Emigração) é a facilidade com que actualmente se muda de cidade europeia como se muda de cidade em Portugal. Os portugueses são altamente considerados pelos ingleses, não só como povo simpático e hospitaleiro mas principalmente pelas suas características pessoais. A capacidade de trabalho, competência, autonomia, domínio da língua inglesa, responsabilidade, seriedade e claro está, o famoso “desenrascanço” português são determinantes para justificar o tremendo sucesso dos portugueses em terras de Sua Majestade.

    Numa sociedade tão organizada, estruturada e hierarquizada como a inglesa, a autonomia e o desenrascanço dos portugueses são vantagens competitivas brutais face a outros povos europeus, especialmente face aos próprios ingleses. Por isto, não se trata apenas de emprego especializado, com elevados níveis de formação como é o caso de grande sucesso dos enfermeiro(a)s portugueses.

    O National Health System (NHS) tem inclusivamente enviado equipas de recrutamento a Portugal (Espanha e Itália também, embora o NHS prefira portugueses pela melhor preparação técnica ) para identificarem candidatos. Antes de serem sujeitos a uma entrevista formal, os candidatos participam numa entrevista telefónica e realizam testes de Inglês e Matemática. Para além de melhores condições financeiras, os portugueses têm também direito a assistência médica e regalias sociais como qualquer inglês, por serem cidadãos europeus a trabalhar no Reino Unido.

    Em inúmeras outras áreas existem oportunidades de emprego (ou de melhor emprego!) em Inglaterra, especialmente na prestação de serviços e indústria. É mais uma vez surpreendente a quantidade de restaurantes de luxo em Londres cujos gerentes são portugueses. Num mercado tão competitivo, sofisticado e exigente como o inglês é sempre um orgulho ver portugueses em posições de liderança. Em qualquer área ou actividade, quer sejam bancos ou restaurantes.

    Ninguém deve ficar em Portugal sem emprego ou a ganhar menos do que merece porque quer construir um Portugal melhor! Podem fazê-lo desde fora! E não há sequer espaço para sentimentos de culpa porque foi sempre este o principal objectivo da União Europeia e do Mercado Único: a livre circulação de pessoas e bens.

    O mais importante é sabermos as regras do jogo que estamos a jogar! E as regras do emprego para todos são estas. Em Portugal e em qualquer país da Europa.

    Como dizem os ingleses: Let’s play the game!

    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/emprego-para-todos=f871756#ixzz32vDdr5mL