Oliveira do Hospital surge entre os 17 municípios do distrito de Coimbra como o único concelho em que o sector secundário ainda detém maior peso do que o sector terciário, de acordo com os dados estatísticos referentes aos indicadores da actividade económica dos censos de 2001.

Oliveira do Hospital é o único concelho do distrito em contraciclo na distribuição do emprego

Imagem vazia padrãoOs dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que o sector secundário – ligado à indústria – absorve 50, 6 por cento da população activa de Oliveira do Hospital, enquanto que o sector terciário só emprega 44,5 por cento. Já o sector primário – em declínio desde a década de 60 – ocupa 4,9 por cento da mão-de-obra.

Numa análise ao distrito de Coimbra, constata-se que os municípios em que o sector terciário é mais preponderante são aqueles onde, efectivamente, existe maior desenvolvimento, como Coimbra, Figueira da Foz, Cantanhede e Condeixa-a-Nova, por exemplo.

Oliveira do Hospital na cauda da terciarização

Os únicos quatro concelhos do distrito, em que o sector terciário emprega menos do que 50 por cento da população activa, são, respectivamente – e por ordem decrescente –, os seguintes: Tábua (47,5), (Pampilhosa da Serra (46,5), Oliveira do Hospital (44,5) e Arganil (42,6). Góis – o concelho do distrito onde o sector primário tem percentualmente maior predomínio (14,8) – surge imediatamente abaixo deste conjunto de concelhos, mas o sector terciário já está quatro décimas acima da fasquia dos 50 por cento.

Todos os restantes 17 municípios do distrito, têm assistido a um enorme crescimento do sector terciário, a alguma estabilização do sector secundário e, por último, a uma grande perda de importância do sector primário, ligado à agricultura, floresta e pescas.

O sector terciário representa uma grande e diversificada panóplia de actividades com grande peso no Produto Interno Bruto, como sejam o comércio, a Administração Pública, as actividades imobiliárias, os serviços do ensino e educação, os serviços prestados às empresas, as actividades financeiras, os serviços de saúde, o turismo e a restauração, os transportes, os correios e telecomunicações e outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais.

Em Portugal – e em sintonia com o que vem acontecendo nos países mais desenvolvidos do mundo –, o sector terciário tem registado um elevado crescimento nas últimas décadas. Com a redução drástica do sector primário e a estabilização da população industrial, a terciarização fez-se muito rapidamente e o sector dos serviços passou directamente do último para o primeiro lugar na ocupação de mão-de-obra e no emprego. Actualmente, o sector já representa 57 por cento do emprego, enquanto que na União Europeia, em média, existem cerca de 70 por cento dos europeus a trabalhar naquele sector. Números recentes mostram também que os níveis de emprego continuam a subir no sector dos serviços e a descer no da agricultura, enquanto que o número de postos de trabalho na indústria se manteve relativamente estável.

Henrique Barreto

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