Oliveira do Hospital encerra 1º semestre de 2012 com 991 desempregados

… os oliveirenses em situação de desemprego.

Oliveira do Hospital não tem conseguido escapar ao flagelo que afeta o país. O desemprego teima em fazer baixas no concelho, contando-se no final do primeiro semestre 991 oliveirenses à procura de emprego, 84 dos quais em busca da primeira oportunidade de trabalho.

Uma situação que, ainda assim, reflete uma diminuição dos números registados nos dois primeiros meses do ano, altura em que o concelho contava com 1001 inscritos em janeiro e 1006, em fevereiro.

Em março, o número de desempregados desceu aos 929 e em abril fixou-se nos 923. A subida voltou a ser realidade em maio, altura em que se contavam 947 desempregados no concelho, chegando aos 991 no final do mês de junho.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, os números de junho (991) refletem uma subida de 4,5 por cento em comparação com o mês passado e de cerca de 20 por cento em comparação com junho de 2011 ( 788 desempregados).

Do total dos 991 desempregados no final do primeiro semestre deste ano, 490 são homens e 501 são mulheres, constatando-se por isso que o flagelo já não tende a ser mais penoso entre as mulheres, atingindo a população ativa de um modo geral.

Com o boom do desemprego em Oliveira do Hospital associado ao encerramento repentino, em anos recentes, de várias unidades de confeção, o desemprego tarda em evidenciar sinais de abrandamento no concelho. Em causa está um setor de atividade que, segundo o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, dá por esta altura sinais de retoma económica, estando até a potenciar a criação de novos postos de trabalho no concelho, em especial de mão de obra feminina.

Ainda que responsável pelo aumento drástico do desemprego, aquele setor não é o único responsável pelos números do desemprego, dos quais não fazem parte os desempregados em processo de formação ou com contrato de trabalho suspenso.

O encerramento de espaços comerciais e pequenas empresas de base familiar também têm sido uma constante, sendo também de registar o mau momento por que passam várias empresas de construção civil e obras públicas que sofrem as consequências da retração do investimento público e privado.

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