Oliveira do Hospital escapa a processo de agregação de escolas

A oposição manifestada pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e direções dos agrupamentos escolares à intenção de agregação de estabelecimentos de ensino defendida pelo governo, acabou por convencer a tutela, que poupou o concelho oliveirense ao processo de agregação de escolas e secundárias.

Depois de ter escapado a uma primeira listagem de escolas a agregar, tornada pública em meados de maio, Oliveira do Hospital volta a não constar de uma segunda lista divulgada sexta-feira, 1 de junho.

“A nossa voz foi ouvida”, afirmou a vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital ao correiodabeiraserra.com, satisfeita por o próximo ano letivo não sofrer qualquer mexida em termos de ordenamento da rede escolar e, o início das aulas poder decorrer “sem sobressaltos”.

Graça Silva aprecia a postura do ministério de Nuno Crato que atendeu aos argumentos que “a uma só voz” foram defendidos por todos os elementos integrantes do Conselho Municipal de Educação, com destaque para os próprios diretores da escolas que deixaram de pensar na própria escola, para pensarem nos “verdadeiros interesses do concelho”.

A par da luta a “uma só voz”, a vereadora da Educação valoriza o facto de o executivo municipal defender, desde a primeira hora, um modelo educativo “diferente” e “pioneiro” para o concelho, comprometendo-se a levar por diante um “projeto educativo local”, destinado a encontrar a melhor solução, em matéria de rede de ensino, para o concelho oliveirense.

“Estamos a trabalhar nesse sentido”, contou a responsável, satisfeita por a tutela ter cedido aos argumentos que partiram de Oliveira do Hospital e, assim possibilitar, que sejam os próprios agentes educativos locais a definir o melhor modelo a implementar no concelho. Segundo contou a vereadora, o momento é de “recolha de informação”, pelo que é “prematuro” avançar com pormenores acerca do modelo que deverá ser aplicado em Oliveira do Hospital no ano letivo 2013/2014.

“Estamos a trabalhar com as escolas, juntas de freguesias, parceiros socais e outros agentes”, contou a vereadora, convencida de que será possível ao município encontrar o “o modelo educativo que melhor se adeque ao concelho”.

A reorganização da rede escolar foi o tema quente de abril e maio com o município de Oliveira do Hospital – o executivo municipal votou contra em sede de reunião pública de maio – e as direções das escolas a dizerem “não” à proposta de agregação defendida pela Direção Regional de Educação do Centro, no sentido de reduzir os atuais cinco agrupamentos, frequentados por cerca de três mil estudantes, a apenas três.

Uma oposição que conduziu ao desfecho pretendido pelo Conselho Municipal de Educação no sentido de adiar para 2013 uma mexida na rede escolar concelhia. Pese embora a discordância do município áquilo que foi a proposta da DREC, a vereadora da Educação não deixa de registar a “abertura e diálogo com que a diretora regional, Cristina Oliveira, se posicionou no âmbito de todo este processo”.

No processo de agregação de escolas, que potenciou a criação de 115 unidades orgânicas na primeira fase e 37 na segunda, o ministério da Educação e Ciência regista, em comunicado publicado no seu portal de internet – “o amplo diálogo em que a maioria dos intervenientes manifestou o seu acordo”.

“Os agrupamentos criados têm uma dimensão racional, e têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis”, lê-se no comunicado, através do qual aquele ministério reitera o compromisso de terminar a reorganização da rede escolar antes do início do ano letivo de 2013/2014.

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