Oliveira do Hospital faz plantações simbólicas em defesa da floresta

A plantação de 30 pinheiros mansos no Parque de S. Bartolomeu, com alunos da EB1 e jardim de Infância de Meruge, revestiu-se esta manhã de simbolismo especial. Para além de dar vida nova ao espaço onde teve lugar um polémico corte de árvores, a ação despertou para a necessidade de defesa da floresta.

Foi em terreno limpo que, a meio da manhã de hoje, teve lugar a principal ação de plantação promovida pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, com o envolvimento dos alunos do 1º ciclo e jardim de infância de Meruge. O palco escolhido foi o parque de lazer de S. Bartolomeu, em Meruge,  onde recentemente ocorreu um polémico corte de dezenas de pinheiros mansos, com direito a queixa junto do Bispo da Diocese de Coimbra. “Este é um ato simbólico, mas de grande significado porque escolhemos este local devido à polémica que se gerou”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, considerando que agora “o mais importante é termos, daqui a alguns anos, um conjunto de árvores que substitua as outras”. Para além de pretender dar vida ao parque, onde são ainda visíveis os cepos com o corte verde, José Carlos Alexandrino participou esta manhã na ação com o objetivo de incutir nas crianças a importância das árvores e da sua preservação. “As crianças terão aqui uma árvore com o seu nome e, com certeza, que passarão por cá, com os seus pais para cuidar delas. Tem a ver com uma atitude cívica”, referiu.

Naquela que foi a segunda ação de plantação hoje realizada, José Carlos Alexandrino deu conta das preocupações do município em matéria de proteção da floresta e prevenção dos incêndios. “Importante não é combater os incêndios, é evitar que eles existam”, referiu o autarca, mostrando-se expectante com o trabalho de levantamento cadastral que está a decorrer no concelho e que, por via da identificação dos proprietários e criação de bolsas de terras irá “facilitar” a missão de preservação da floresta.

“… se há alguma coisa em que estamos de acordo é que a floresta deve ser um bem preservado”

Do mesmo modo, entende que também vai ser possível ao município, beneficiar dos apoios que Bruxelas tem reservados para a área florestal. “Não tenho dúvidas de que a CIM da região de Coimbra vai fazer opção sobre a floresta, porque é uma área transversal aos 19 municípios e se há alguma coisa em que estamos de acordo é que a floresta deve ser um bem preservado” referiu.

Por cá, o presidente da Câmara Municipal garante continuar a aplicar “coimas” aos que “por desleixo” são responsáveis por incêndios florestais. “Até hoje apliquei coimas a toda agente”, informou, lamentando porém que, até ao momento, o município não tenha conseguido fazer valer a obrigação de limpeza dos 50 metros junto às habitações. “Constituímos uma equipa e criamos uma aldeia modelo – Aldeia das Dez – fez-se o diagnóstico, mas os resultados não foram brilhantes. Não foi ainda uma meta atingida”, referiu, verificando porém que esse objetivo deverá ser conseguido no decorrer deste mandato.

A par das preocupações em torno da preservação da floresta e arborização de áreas ardidas, está também a vertente económica que, no entender do presidente da Câmara, não se esgota no corte de pinheiros e venda da madeira. “Queremos ir mais além. Há muitas ideias novas”, disse esta manhã José Carlos Alexandrino dando conta da existência de sinais que poderão fazer ressurgir a atividade de resineiro. “Acho que o concelho deve viver da sua essência, daquilo que cá existe e não só do que se traz de fora”, referiu.

Para o próximo dia 4 de Abril, no âmbito da iniciativa, Plantar Portugal, o município reservou uma grande ação de reflorestação de 1,5 hectares de área ardida, em Avô (incêndio de 2012), e que vai contar com a colaboração dos alunos do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital.

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