Oliveira do Hospital fechou o último ano com 1113 desempregados

Afeta quase de igual modo homens (566) e mulheres (547) e tem maior incidência nas pessoas com mais de 35 anos e com formação ao nível do ensino básico . É o retrato do desemprego no concelho de Oliveira do Hospital no final do mês de dezembro.

O concelho de Oliveira do Hospital terminou o ano de 2013 com 1113 desempregados. Um número que aponta para a uma ligeira redução do desemprego quando comparado com os meses de novembro (1146) e outubro (1167) e que se revela ainda mais positivo, se se tiver em conta que em janeiro de 2013, o número de oliveirenses afetados por aquele flagelo social era de 1261. Feitas as contas, de janeiro a dezembro assistimos a uma redução no desemprego na ordem dos 12 por cento.

Num olhar pelos dados estatísticos que o Instituto de Emprego e Formação Profissional disponibiliza no seu site de internet, a 31 de dezembro de 2013 o desemprego afetava quase de igual modo homens e e mulheres, com os primeiros a serem os mais penalizados ( 566). Do conjunto dos 1113 desempregados, 56 por cento estão naquela condição há menos de um ano, encontrando-se os restantes 44 por cento à procura de emprego há mais de um ano. A saltar à vista encontra-se também o facto de 13 por cento procurar pela 1ª oportunidade de trabalho, enquanto que 87 por cento luta por um novo emprego.

Do mesmo modo que afeta ambos os sexos, o desemprego é igualmente transversal no que às idades diz respeito. À data de 31 de dezembro, 18 por cento dos oliveirenses desempregados tinham menos de 25 anos e 21 por cento tinham idade entre os 25 e os 34 anos. A faixa etária mais afetada por aquele flagelo social acaba por ser a dos 35 aos 54 anos, onde se inserem 43 por cento dos desempregados. Os restantes 18 por cento têm 55 e mais anos.

A afetar maioritariamente ( 62 por cento)os oliveirenses com escolaridade ao nível do ensino básico – 248 do 1º CEB, 197 do 2º CEB e 242 do 3º CEB – o desemprego também afeta oliveirenses com formação ao nível do secundário ( 21 por cento) e de do ensino superior ( 12 por cento).

“Enquanto houver este desemprego sobre os jovens, este é o compromisso que levarei por diante, prescindido de obras físicas, dando oportunidade a estes jovens”

Ainda que preocupantes, os números do desemprego no concelho têm vindo a ser atenuados pelo programa de AtivoSociais promovido pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, IEFP e várias entidades e pela política de admissão de estagiários no seio da autarquia nas mais diferentes áreas.

“Enquanto houver este desemprego sobre os jovens, este é o compromisso que levarei por diante, prescindido de obras físicas, dando oportunidade a estes jovens”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, a esta altura, lamenta a falta de capacidade da autarquia para admitir mais jovens. “Não é por dinheiro, é por não termos estrutura onde eles se sintam valorizados e úteis”, explicou José Carlos Alexandrino, informando da existência de “uma lista de espera” para a contratação de novos jovens, com a particularidade de a nenhum ser perguntado “a que partido político pertence”.

“Há 82 mil desempregados com licenciatura em Portugal, mais de metade são de longa duração. Isto é preocupante”, alerta o vice-presidente da Câmara Municipal. José Francisco Rolo entende, por isso, que “é obrigação do governo e das autarquias combater o desemprego de jovens qualificados e evitar a sangria para o estrangeiro, dando oportunidade de acesso ao mercado de trabalho”.

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