Aumento do preço da água

Oliveira do Hospital impõe aumentos no preço da água que chegam a superar os 65 por cento

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aprovou, em Janeiro, e colocou em prática, em Março, uma actualização do tarifário dos Serviços de Abastecimento Público de Água e de Saneamento para 2014. Uma revisão que, em alguns casos, conduziu a aumentos superiores a 65 por cento (ver gráficos e tabelas no final do texto). O presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino, tal como tinha prometido em Assembleia Municipal, aumentou apenas a tarifa referente ao primeiro escalão, passando de 0,53 euros para 0,75 (aumento de 0,22 euros por metro cúbico). Mas, ao mesmo tempo, reformulou os escalões, reduzindo as fracções do número de metros cúbicos, o que provoca um aumento significativo ao valor final da factura, principalmente para os clientes intermédios (aqueles que consomem habitualmente entre os 15 e os 35 metros cúbicos).

Esta alteração leva a que o consumidor médio (comum) passe mais rapidamente para o escalão seguinte, obrigando-o a pagar mais caro a água que consumir. No caso das águas residuais (saneamento), a factura final é agravada pela criação de uma nova tarifa variável, que antes não existia. Esta tarifa obriga os utentes a desembolsarem mais 0,5248 euros sobre 30 por cento do total de metros cúbicos de água consumidos. Além disso, a autarquia optou ainda por aumentar a tarifa do saneamento (de 1,77 para 2,50 euros) e da disponibilidade da água (de 1,54 para 2,26 euros,) que se traduziu numa subida superior a 43,8 por cento. A tudo isto soma-se ainda a taxa fixa de resíduos sólidos urbanos que se mantém inalterável. Dado que a estimativa aponta para a existência de aproximadamente 11500 contadores instalados, o encaixe anual para a autarquia nesta rubrica traduz-se em mais de 200 mil euros, metade dos 400 mil que o presidente José Carlos Alexandrino pretendia reduzir no défice anual que ronda 1, 4 milhões de euros.

Ao que o CBS apurou, o presidente da autarquia terá sido alertado para estes problemas, mas preferiu seguir o conselho da equipa que tinha designado para fazer o estudo. “É que isto vem penalizar o consumidor intermédio e pode ser considerado como um ataque à classe média”, sublinhou uma fonte com conhecimento do processo. “Depois existe a tarifa fixa de saneamento de águas residuais que passou de 1,77 para 2,50 euros e é paga por todos de igual forma, independentemente de terem muito ou pouco consumo. É injusto”, reforçou a mesma fonte, “dado tratar-se de uma dupla tarifação, visto ter sido criada a taxa variável já referida”.

A título de exemplo, o “CBS” fez algumas simulações. A primeira no caso de um consumidor de 20 metros cúbicos mês. Antes da entrada em vigor da nova tabela, este cliente pagava todo o consumo apenas em dois escalões. Actualmente, cinco metros cúbicos já são tributados ao preço do terceiro escalão. A factura deste consumidor seria antes de Março de 22,77 euros, passando agora para 33, 44 euros, o que implica um aumento de 46,86 por cento. Já um cliente que por mês consuma 30 metros cúbicos (que deixou de pagar em três escalões, passando a pagar cinco metros cúbicos pelo quarto escalão) vê a sua factura aumentar em 26,34 euros, pois o que no passado custava 40,47 euros passa agora para 66,81 euros. É o cliente tipo que mais sofre, arcando com um aumento de 65,09 por cento.

A autarquia, contudo, nesta redefinição de preços protegeu, como tinha prometido, as famílias socialmente carenciadas que vão beneficiar de uma tarifa social, mantendo o preço de 0,75 euros até a um consumo de 15 metros cúbicos, ou seja, estende o preço base até ao segundo escalão. O mesmo acontece com as famílias numerosas. No entanto, a partir dos 15 metros cúbicos, esses consumidores passam a pagar segundo as novas tabelas. Ficam ainda isentos da tarifa de disponibilidade de água, bem como a da referente ao tratamento das águas residuais (saneamento).

A promessa de proteger as empresas, numa tentativa de não penalizar demasiado quem cria emprego, também mereceu alguma atenção por parte do município. Quem consumir, por exemplo, 60 metros cúbicos sofre apenas um aumento de 31,07 euros que representa percentualmente um acréscimo de 17,79 por cento. “As tarifas para as empresas, nesta fase difícil, em que os empresários só têm impostos para pagar, nós também vamos ver isso com outros olhos para não os estarmos a sobrecarregar com despesas”, explicou na Assembleia Municipal de Dezembro o presidente José Carlos Alexandrino. Uma promessa que cumpriu.

A autarquia anunciou, também, que vai começar a cobrar o fornecimento de água às diferentes IPSS e colectividades do concelho, embora com um desconto de 50 por cento no consumo. Só as duas corporações de bombeiros concelhias, os bombeiros de Oliveira do Hospital e de Lagares da Beira ficaram isentas. Este trabalho resulta, igualmente, do estudo efectuado pela equipa multidisciplinar. O autarca considera que esta será uma medida disciplinadora, de modo a que as regras sejam iguais para todos, evitando que existam entidades que “pagam todas as suas taxas” e “outras que não pagam absolutamente nada”. “Vamos utilizar critérios onde todos tenham pelo menos consciência dos seus gastos, porque também é uma atitude cívica”, sublinhou o autarca.

 

Escalões antigos e preços                                                     Novos escalões e preços

1º) [0-7]m3  (preço 0,53 €/m3).                                          1º) [0-5]m3 (preço 0,75€/m3).

2º) [8-20]m3 (preço 0,94 €/m3).                                         2º) [6-15]m3 (preço 0,94€/m3).

3º) [21-30]m3 (preço 1,77 €/m3).                                      3º) [16-24]m3 (preço 1,77€/m3).

4º) [31-50]m3 (preço 4,12 €/m3).                                      4º) [25-50]m3 (preço 4,12 €/m3).

5º)    + 50 m3 (preço 5,18 €/m3).                                        5º)   + de 50 m3  (5,18 €/m3).

 

GRÁFICOS E TABELAS

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  • Equipa Unidisciplinar

    Onde está a equipa multidisciplinar?
    A disciplina foi limpar-nos o dinheiro e financiar as obras que ainda não estão pagas.

    • Operacional

      Está aqui a equipa, mas pela categoria, mais parece uma equipa operacional em vez de multidisciplinar.
      Bem foram estes 17 campeões que foram propostos e aprovados pelo Sr. Presidente, para fazerem esta grande cagada.

      ——–Proponho ainda que a mencionada equipa integre os seguintes trabalhadores:
      ——–Responsável Operacional:——————————————————————————-
      ——–António Paiva Mendes (Encarregado) ————————————————————–
      ——–Apoio Administrativo:————————————————————————————
      ——–Cláudio Pereira Figueiredo (assistente operacional) ———————————————
      ——–Pessoal Operacional:————————————————————————————-
      ——–António Diamantino da Silva Morais (assistente operacional) ——————————-
      ——–António João Coelho Ricardo (assistente operacional) —————————————–
      ——–António Manuel Fidalgo Coimbra (assistente operacional)————————————-
      ——–Artur Barreiras Gonçalves Pereira (assistente operacional)————————————
      ——–Carlos Alberto Esteves da Silva (assistente operacional)—————————————
      ——–Carlos António Matias Pereira Cunha (assistente operacional)——————————
      ——–Fernando Manuel Almeida Gonçalves Dias (assistente operacional) ———————-
      ——–João Manuel do Amaral Quaresma (assistente operacional) ———————————
      ——–Jorge António Madeira Gonçalves (assistente operacional) ———————————–
      ——–Jorge Victor da Costa Santos (assistente operacional)—————————————–
      ——–José António Simões Garcia da Costa (assistente operacional) —————————-
      ——–José Carlos Madeira da Fonseca (assistente operacional) ———————————–
      ——–Júlio José Gomes Garcia (assistente operacional)————————————————
      ——–Luís Filipe Gouveia Ribeiro Neto (assistente operacional)————————————–
      ——–Paulo Manuel Henriques Marques da Rocha (assistente operacional)——————-
      ——–Pedro Miguel Nunes Pinto (assistente operacional) ———————————————
      ——–Mais proponho que a referida equipa seja liderada pelo Assistente Técnico Paulo
      Alexandre Nascimento Marques, nomeado Chefe de Equipa, com o estatuto remuneratório
      definido na “Estrutura e Organização dos Serviços da Câmara Municipal de Oliveira do
      Hospital”. ———————————————————————————————————–
      ——–Após análise e submetida à votação, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade,
      aprovar a presente proposta.———————————————————————————–

  • António Lopes

    O meu, nosso compromisso, era: ” Tudo pelas pessoas”. O que é que estes aumentos têm a ver com o “Tudo pelas pessoas”? É que, estes aumentos, mexem efectivamente com todas as pessoas. Bem recomendei, em sede de Assembleia Municipal, ao tempo ainda presidente, para se estudar o consumo dos contadores instalados para controle das instituições que não pagavam, para se analisar a melhoria do consumo através da disciplina de controle dos gastos, e para se incidir os custos no saneamento básico,obrigando os poluidores a pagar os consumos efectivos.Como de costume optou-se pela solução mais fácil.O Grave foi que o senhor Presidente da Câmara pediu um aval à Assembleia, com o argumento que precisava de mais estudos e anunciou aumentos de 1,9 a cerca de 5 euros..! A realidade espelhada pelos números é bem diferente..! O “sempre em festa” é interessante. Naturalmente, as festas têm que ser pagas. Se não for nas entradas tem que ser noutro lugar qualquer. Vai nas reformas, vai nos ordenados, vai no preço da água, vai em tudo..! Espero que os Oliveirenses reflitam e percebam que isto de sorrisinhos e beijinhos é muito bonito… Não pagam é a conta da água..! Bem pelo contrário… quando muito tentam criar disposição para: “pagar e não bufar” Um aumento destes, num bem essencial e indispensável, só quem não tem qualquer sensibilidade social.

    • Bebe água

      Sr Lopes a mentira da água e saneamento foi descoberta, isto é um roubo ao consumidor comum. Estão a usar a água e o saneamento para se financiarem.
      A Câmara e o Presidente andam há tanto tempo a meter água e agora querem obrigar-nos a engolir esta mentira.
      Sr. Presidente, vá vender a água e a merda para outro lado, eu que consumo um pouco mais de 30m3 levo com um aumento de perto de 100% se considerar que também tenho que pagar o IVA.
      Em terra de cegos, quem tem olho é rei, por isso trocaram o Lopes que tinha os olhos abertos, para lá porem um cegueta.

  • Família Numerosa

    Era para fazer uma sopita para a família, mas ao preço que está a água optamos por bifes.

    • Família Carenciada

      Nós passamos a comer “sopa seca”, tornou-se incomportável, agora só comemos sopa uma vez por mês.

      • Remediado

        Uma vez por mês?
        Isso é uma extravagância. Só para ricos.

        • Doente

          Já alterei o meu receituário, troquei todos os comprimidos para xaropes. Tornou-se para mim incomportável poder tratar-me com comprimidos pois tinha que os tomar com água. O aumento da factura não me permitia comprar a medicação. Tive que optar. Como a saúde vem primeiro, corto na água para poder comprar os xaropes.

          • Sacerdotes do concelho

            Utilizamos água das fontes para benzermos. Com este aumento da água, não tirávamos nos ofertórios para a água benta.

  • Atento

    E as pessoas que não tem agua canalizada da rede publica (ou seja não tem contador) também pagam os resíduos sólidos? E os esgotos? Há quem diga que sim há quem diga que não! Alguém sabe a certeza? No entanto a isto chama-se roubar!

    • Até choras

      Roubar enganando, e depois dizem que têm uma equipa multidisciplinar!
      Nem aqueles que “roubam a rir” são tão hipócritas.

  • Questão

    As taxas de recursos hídricos da água e do saneamento que na factura vem como: (Receita Estado), é ou não mais um imposto para a Câmara?

  • Analista

    Aquele primeiro gráfico, é o aumento da divida nacional?
    Aquela inclinação brutal da recta até aos 30m3, parece-me o governo Sócrates. Dos 30 aos 60m3 faz lembrar a governação do Passos.
    O problema, é que a maior parte do pessoal, está na recta Socrática.

  • Questão pertinente

    Estou a ver a SIC, se telefonar e me saírem os 5000€, em vez da barra em ouro posso descontar na factura da água?

  • Guerra Junqueiro

    ÁGUA, um “bem” cada vez mais “precioso” em Oliveira do Hospital

    “Se queremos ter água
    não a podemos desperdiçar,
    se não até a conta ao fim do mês
    vem a quadruplicar!

    Por isso se queres poupar,
    tens de aprender:
    a água está cara
    e o dinheiro é a valer!”
    (Versos retirados da net e escritos por uma criança anónima)

    Quem segue, com assiduidade, a vida política concelhia, reparou que a questão da actualização do preço da água e saneamento esteve quatro anos parada, a ver “Voltas a Portugal em Bicicleta”, “Rallys de Portugal”, “Feiras do Queijo”, “Expoh’s” ( devidamente televisionadas), etc, etc, etc, com especial atenção na campanha eleitoral autárquica passada. Enfim, para além do “Pão e Circo” gratuito, expresso nos “porcos no espeto” acompanhados a “fados e guitarradas”, tínhamos, também, a água a bom preço, o que compunha a alegre trilogia do tratamento popular a “Pão, Água e Circo “, com que a nossa edilidade granjeou a maior e mais robusta maioria conseguida no concelho.
    Como a maioria dos Oliveirenses não faz a menor ideia do que se passa com as políticas e finanças do concelho, pois andam asselvajados e alquebrados com os programas “culturais” que a autarquia fomenta e proporciona, deixo o conselho de procurarem e lerem a ata de 28/12/2013 da Assembleia Municipal e a ata da reunião ordinária da Câmara Municipal de 23/01/2014, para melhor compreenderem esta impostura do aumento dos preços, consequência de taxas e tarifas descabidas, injustas e acima de tudo ilógicas, escudadas e defendidas por uma equipa multidisciplinar, que ninguém conhece, e que mais não são do que 19 almas contratadas por um ano, ao estilo “POC”, que vão servir de escudo e desculpa ao Sr. Presidente, arcando com as consequências dos erros e com os chorrilhos das críticas apontadas.
    O Presidente da Câmara, à boa maneira de dizer só meias verdades, informa a AM que a água, saneamento e lixo têm um défice de 1,4 milhões de euros, quando na reunião de Câmara apresenta um saldo negativo de 1.000.521,00 €. Os 400 mil euros de diferença ainda não se percebe onde os vai colocar? Se é, como afirmou posteriormente, que na 1ª fase o objetivo é recuperar 400 mil euros, estava desde logo conseguido.
    Deixando estes devaneios e quimeras do Sr. Presidente e passando a uma análise mais cuidada da actual realidade, consequente do aumento das taxas e tarifas, dá-se conta que os aumentos vão de pouco mais dos 5 euros até perto dos 33, nada que se compare ou que se aproxime do prometido aumento de 1,90 até aos 5,60 euros, anunciado pelo autarca.
    Computando esta informação, ficamos a saber que o aumento realizado foi, em média, superior a cinco vezes (5X) o prenunciado, e que a recuperação financeira deixa de ser de 400 mil euros para ser maior do que 2 milhões, sendo suficiente para o pagamento da água, saneamento e lixo, sobejando, assim, mais do que um milhão de euros.
    Quando foi dito que estes aumentos seriam para minimizar o défice existente, conclui-se que não é verdade! Estes aumentos são, como se verifica, colossais, pois, além de cobrirem o défice, vão servir para financiar a Câmara Municipal, que pode muito bem concluir os pagamentos das obras feitas e em curso e ainda lhe sobra dinheiro para pagar as festas que tanto animam a autarquia.
    Termino com duas tiradas daqueles que prometeram fazer “tudo pelas pessoas”:
    “A nossa ideia é recuperarmos os quatrocentos mil euros nesta fase, tentando que o aumento vá num intervalo entre um vírgula nove euros e cinco virgula seis euros, o aumento mínimo e o aumento médio, que mesmo assim é significativo mas esta Câmara nunca fez atualização ao preço do índice do consumidor.” Disse José Carlos Alexandrino na Assembleia Municipal de 28/12/2013.
    “Estive a tentar verificar a legalidade deste regulamento como é da obrigação da Mesa e devo dizer que me parecem muito exaustivos e muito bem elaborados eu diria que, salvo outras opiniões, do ponto de vista jurídico não há ponta por onde se lhe pegue no sentido de que estão muito benfeitos e não me merecem críticas, pelo menos a mim.” Afirmou António José Rodrigues Gonçalves na Assembleia Municipal de 28/12/2013.
    Resumidamente, o “tudo pelas pessoas” traduz-se num ardiloso “meter de água” no valor de um milhão e seiscentos mil euros a mais do que o necessário.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • AntónioS

      Meteram-se mais noutra embrulhada. É só mais um “meter os pés pelas mãos”, e mais outro “meter a pata na poça” …
      Mete pelos olhos a dentro o “meter o dente” no orçamento familiar.
      Podiam era “meter a mão na consciência” e também “meter a viola no saco”, porque já chega de “meter água”.

  • António Lopes

    Senhor “Guerra Junqueiro”: Comungo das suas preocupações.Por uma questão de correcta informação já que o não fez, deixo a minha posição, nessa AM de 28 de Dezembro último, onde, já depois de me ter desvinculado do PS, tomei a posição abaixo descrita. Como então disse, não sirvo para demagogias.Mas, também não sirvo para deixar que abusem da minha generosidade e honestidade política.Defendi e defendo, que era necessário corrigir os preços. Defendi que se contabilizassem as perdas com os contadores a instalar, defendi que se corrigisse a política de pagamento do saneamento básico no sentido de ser introduzida a política do poluidor pagador, e salvaguardar as famílias , especialmente as mais carenciadas. Ilegalmente, já que a aprovação da AM foi tácita, o executivo fez o que agora se sabe.A cada um as suas responsabilidades. É tempo de a AM assumir as suas…O executivo, também.

    “Seguidamente o Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Municipal (António Lopes) tomou a palavra para fazer a seguinte intervenção:
    “Eu penso que é do conhecimento de quase todos, ou de todos, que os preços da água e do saneamento em Oliveira do Hospital são dos mais baratos no País. E temos uma questão que é praticamente única que é termos preços fixos na questão do saneamento básico quando na maior parte dos Municípios é um preço indexado ao consumo da água.
    Isto já aqui foi falado várias vezes. Sabemos todos que a não resolução deste problema
    comprometerá bastante a saúde financeira deste Executivo e por isso eu não tenho nenhuma dúvida que vamos ter que mexer nos preços.
    Tenho sugerido que o primeiro trabalho a fazer é pôr esses contadores a funcionar. Ver
    o que é que efetivamente eles gastam. Ver que política de disciplina se tem que fazer a esses contadores, e estamos a falar de Bombeiros, clubes de futebol, etc., onde os objetivos são louváveis mas onde também se sabe que há muitos abusos e aproveitamentos.
    Na minha opinião, neste assunto, deve fazer-se esse estudo, antes de se mexer nas
    tarifas, e não estou a dizer que é para protelar estou a dizer que se dever ter uma análise a esse estudo.
    Porque o mais importante é racionalizar a questão do saneamento básico. Porque como
    é uma taxa fixa tanto paga qualquer um de nós como paga a SONAE ou qualquer outra
    empresa do Concelho. A sugestão que eu deixo à Câmara é que tem ser vista esta situação.
    Já que vamos mexer no bolso das pessoas, deve haver algum cuidado na análise desta
    situação.
    A Câmara deve instalar os quatrocentos contadores e efetuar uma análise. Não estou a
    defender que os Bombeiros devam pagar a água e não estou a defender que a ARCIAL ou a Fundação Aurélio Amaro Dinis devam pagar a água, e não sei se pagam ou não, mas também defendo que temos que ver o que é que efetivamente é gasto e isentar o que é aceitável e na parte restante como forma disciplinar terão que efetuar o pagamento para que não estejamos todos a pagar o descuido ou o desleixo que algumas pessoas têm nas instituições.
    Na questão do saneamento penso que é da elementar justiça. Quem polui deve pagar.
    Volto a dizer que eu não sirvo para demagogias. Nós sabemos que todas essas
    situações em Oliveira do Hospital estão ao melhor nível nacional. Defendo que é necessário mexer se quisermos que a Câmara Municipal tenha verbas para responder às suas solicitações e obrigações sociais.
    Aquilo que eu sempre defendi é que este assunto deve ser revisto com critério e com
    justiça.”

    • Guerra Junqueiro

      Caro Sr. António Lopes;

      O executivo já assumiu as suas responsabilidades, mas assumiu com o beneplácito da AM. Ou porque acha que o puseram a andar?
      Aquilo assim dá para todos, repare, aumento médio de 20€ por contador, para 11500 contadores, são 230000,00€ por mês. O dá por ano 2.760.000,00€.
      São perto de 3 milhões por ano, a festa vai continuar a rolar e malta a pagar.
      É “tudo por a malta”. Chegamos a isto.

      Cumprimentos
      Guerra Junqueiro

  • de oliveira

    Senhor António Lopes bem haja pelo esforço que faz pelas pessoas deste concelho, revolta-me o despesismo e falta de rigor, como bem disse Bombeiros, Arcial, Faad, mas principalmente os clubes de futebol, gastam sem contenção, e acho que para todas estas instituições fundamentalmente os clubes deveria haver um máximo que poderiam gastar, e a partir desse valor começarem a pagar.
    Gasta-se imenso dinheiro neste concelho em festas “culturais”, num meio relativamente pequeno é todos os fins de semana atividades, festas, (por arrasto muitos funcionários perdem imensas horas fora do horário trabalho sem qualquer remuneração, horas que podiam e deviam estar com as famílias), conferências de imprensa, etc… muito fracos políticos, que aliás só exercem os cargos que exercem pelos valores remuneratórios que auferem, e real preocupação pela dificuldades das pessoas é pouca.
    Se os nossos políticos estiverem atentos verão que a maioria da população até PS estão cansados de tanta vontade de aparecerem nas fotos, conferências, festas…. verdadeiros heróis e pessoas importantes são os que se preocupam e ajudam tirando deles próprios se necessário. Pessoas sem currículo nenhum, cultura ou capacidade e riqueza intelectual podem chegar a vereadores, presidentes etc.. enfim é o retrato do nosso País.

    • Assurancetourix

      Subscrevo a sua opinião. Sobretudo as aspas que colocou em “culturais”.

  • António Lopes

    É verdade..! Combati até onde me foi possível. Chegado o momento da rotura, o conforto e os receios falaram mais alto.Não fiquei só, mas quase. Acreditava que havia todas as condições para se dar uma volta de fundo.Afinal, o problema reduz-se às clientelas..!O Povo fala mas tolera…

    • Marchi

      “A paciência dos povos é a manjedoura dos tiranos.”

  • Atemorizada

    Explicou-me o Sr. Presidente, que da maneira como tem o saneamento, quanto mais chove mais cara nos sai a água.
    Fiquei perplexa, resolvi emigrar, vou para o deserto, pode ser que aí possa ter a água ao preço da chuva.

    • pritágoras

      Muito bem.
      Convém adiantar-lhe, como aviso, que, antes de emigrar para tais “paraísos”,”oásis”- como mandam as elites deste país, -leve, consigo, uma boa bagagem de Português: – É que não há notícia de que um Português, qualquer que seja a sua origem social, etnia, religião ou ideologia, – mesmo na “História Trágico Marítima”!- tenha morrido, com sede, em qualquer parte do mundo.
      Faça boa viagem, com retorno, e não se esqueça de mandar notícias.

  • Um copo d’água

    Estes aumentos da água, é que são um verdadeiro tsunami.

  • António Lopes

    Porque os preços da água que foram postos em vigor não são o que foi anunciado à Assembleia Municipal, ainda sob a minha presidência, quero informar os Oliveirenses que solicitei a um advogado para estudar o processo, tendo em vista a impugnação dos aumentos verificados. Sempre me afirmei a favor da actualização dos preços, veja-se a minha intervenção na AM de 28 de Dezembro, onde o problema foi discutido.Não posso é concordar com o aumento brutal que se verificou, num bem essencial.Menos posso concordar que se tenha usado a boa fé da Assembleia e do seu presidente para fim diverso do anunciado.De igual modo vou apresentar requerimento para que o assunto venha a discussão na próxima Assembleia, quem sabe,liderada pelo seu legítimo presidente, para que a mesma, em consciência e perante os preços efectivos, se pronunciar sobre o que pensa , dos mesmos..