Oliveira do Hospital integra área prioritária de controlo do nemátodo

O concelho de Oliveira do Hospital não escapa às ordens da Autoridade Nacional Florestal que, através de edital, está a notificar todos os proprietários, usufrutários ou rendeiros para procederem ao abate e remoção de todos os exemplares de coníferas (pinheiros e outras resinosas) que apresentem sintomas de declínio, isto é, que estejam secas ou a secar.

Para além do abate das árvores que deve ocorrer no prazo máximo de 10 dias a partir da data de notificação, os proprietários são ainda obrigados a proceder à entrega do material lenhoso em destinos autorizados e à eliminação das lenhas e outros sobrantes através de queima, ou estilhaçamento.

Em caso de incumprimento, os proprietários são substituídos pelo Estado, sendo que o valor material lenhoso auferido será usado para suportar despesas com as ações de erradicação.

Conhecido por “doença do pinheiro”, o Nemátodo ataca preferencialmente árvores resinosas e é transmitido por um insecto-vector, que contamina as árvores por onde passa, afectando sobretudo a copa e os ramos.

“O Nemátodo continua a avançar de forma descontrolada”

No concelho e na região, o caso é acompanhado pela CAULE que, diariamente desenvolve no terreno missões de prospeção de árvores afetadas pela doença que se tem vindo a propagar nas florestas portuguesas.

Pese embora os trabalhos desenvolvidos, o responsável por aquela Associação Florestal constata, através de comunicado disponível no site da CAULE, que o nemátodo “continua a avançar de forma descontrolada”. José Vasco Campos chega mesmo a verificar que, em menos de uma década, a doença reúne condições para “dizimar 80 a 90 por cento do pinhal adulto da região Centro”.

Como forma de combater a propagação do nemátodo, a CAULE tem em curso uma operação nos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Seia, Arganil, Penacova e Santa Comba Dão, que consiste na identificação e marcação de pinheiros-bravos com sintomas de declínio.

José Vasco Campos alerta para os prejuízos que a doença poderá causar nas economias locais, caso não seja devidamente atacada e controlada. Apela, por isso, aos proprietários florestais para que estejam atentos à evolução dos pinheiros e procedam ao imediato abate e eliminação dos resíduos em caso de deteção da doença.

O impacto que o nemátodo vai ter na paisagem não deixa de preocupar o presidente da CAULE, que prevê a plantação por parte dos proprietários de “outras árvores de crescimento rápido, como o eucalipto, por exemplo, que já ocupa uma área substancial da mancha florestal da região”.

LEIA TAMBÉM

“O presidente diz que Oliveira está na moda. Adarnela só se for na moda da idade da pedra. Não tem água, nem saneamento”

Quem chega a Adarnela, no concelho de Oliveira do Hospital encontra uma localidade dividida entre …

Cemitério de Nogueira do Cravo vai ser ampliado

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou na sexta-feira o alargamento do cemitério de …