“Oliveira do Hospital nada beneficiou da Região de Turismo da Serra da Estrela”

“Vejamos neste simples acto. Quantas vezes é que o presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela participou em actos desta natureza?”, questionou Mário Alves, na conferência de imprensa realizada após o jantar promocional da Festa do Queijo Serra da Estrela, Enchidos e Mel, que contou com a presença do presidente da Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

Momentos após ter anunciado a realização do certame e de ter apresentado o DVD “Queijo Serra da Estrela” promovido pela Confraria com o mesmo nome, Mário Alves falava aos jornalistas sobre a polémica questão que desviou o concelho da Serra da Estrela para o Centro de Portugal. Não se fizeram tardar as críticas ao modelo da Região de Turismo da Serra da Estrela que – como referiu – “não funcionava, nem tinha condições para funcionar”.

“Oliveira do Hospital, desde que eu sou presidente de Câmara, nada beneficiou da RTSE”, garantiu o autarca, verificando que à data de transição, se fosse uma empresa, a RTSE “estava falida”.

“Não foi uma questão política”, sublinhou Mário Alves, clarificando não ter nada contra a pessoa de Jorge Patrão. Evocando a lei para justificar a adesão à Turismo do Centro de Portugal (TCP), Mário Alves não hesitou em considerar que o Pólo Turístico da Serra da Estrela não passa de “um fato criado à medida”. “Dá-me a sensação de que foi um bocado arranjado à figura de alguém”, sustentou Mário Alves que, no momento em que se analisava a não adesão do município ao projecto Coimbra Digital, se revelou crítico em relação a situações em que o dinheiro público “é para manter algum interesse”.

“Para criar algum tachinho, para alguns senhores que andam aí desempregados, tirem daí a ideia, porque a CMOH não adere a projectos desta natureza”, considerou o autarca.

“Seguramente, os pólos são uma construção artificial”

Também o presidente da Turismo Centro de Portugal se referiu ao Pólo Turístico da Serra da Estrela enquanto uma “prevaricação de lei”, constatando que “seguramente os pólos são uma construção artificial” com uma vigência temporal que se esgota em 2015.

“Não tenho dúvidas na sua extinção”, referiu Pedro Machado, concordando com Alves ao afirmar que o pólo “é um fato feito à medida”. Na primeira deslocação oficial a Oliveira do Hospital depois da adesão à Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado fez questão de frisar a importância do município enquanto “fortíssimo representante do Queijo Serra da Estrela”.

“Por o presidente da entidade estar aqui hoje, significa que a Turismo do Centro de Portugal reconhece e quer apoiar esta iniciativa”, frisou Machado, sublinhando que Oliveira do Hospital se posiciona assim “no conjunto do que é o destino turístico da Região Centro”.

De acordo com Pedro Machado, a TCP aprovou um orçamento para 2009 na ordem dos quatro milhões e meio de Euros, dos quais 50 por cento são destinados à promoção.

Desde a adesão à estrutura regional, o responsável garante que o concelho de Oliveira do Hospital tem estado representado nas mais importantes feiras turísticas e frisou que, a partir de terça-feira, vai estar no maior certame do sector em Berlim, onde estão representados 177 países.

“Este é um exemplo muito concreto de um espaço onde o município nunca poderia ter ido através do pólo da Serra da Estrela que não tem autonomia financeira e monetária para promoção externa”, referiu Pedro Machado que também deu como certa a saída dos concelhos do Fundão e da Covilhã do Pólo Serra da Estrela e a consequente adesão à TCP.

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