“Oliveira do Hospital precisa de energia positiva e não de maledicência”

“Oliveira do Hospital precisa é disto, de energia positiva. Não precisa de maledicência”. A declaração foi proferida ontem, 7 de Outubro, pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, quando discursava na sessão solene de comemoração do feriado municipal.

Agradecido pelo gesto do coronel Rui Santos Silva que ofereceu ao município a insígnia da Ordem da Liberdade que o próprio tinha recebido das mãos de Cavaco Silva, Mário Alves – destacou a “capacidade de dar e de se desprender daquilo tem um significado de alta relevância” – não se poupou a elogiar todos aqueles que, ontem, foram distinguidos pela Câmara Municipal e aos quais apelidou de “energia positiva”.

Foi, aliás, com base na “energia positiva” que o presidente da Câmara alicerçou uma intervenção em oposição à “maledicência”. “Nós precisamos é de energia positiva capaz de gerar situações que possam levar o concelho por diante”, referiu Mário Alves, considerando que, para isso, é preciso que as pessoas se deixem “daquela maledicência de que tudo está mal”.

Na opinião do autarca “há muita coisa que está bem e há algumas coisas que estão mal e, sobre essas tem que se reflectir e fazer as alterações necessárias”. Mário Alves destacou, no entanto, a importância de se “dizer bem aquilo que está bem”, para que “se perceba que Oliveira do Hospital é uma terra de gente de trabalho e empreendedora, que está disposta e disponível para tudo fazer pela sua terra e pelo seu concelho”.

Foi, contudo, sobre a área social que Mário Alves se revelou mais preocupado, por ter conhecimento de que “os pobres que existem, têm receio de dizer que são pobres”. “Esta é uma realidade para a qual temos que estar bem atentos, para podermos contribuir para que esses … possam ser pobres felizes”, frisou o presidente da Câmara, apelando à solidariedade de todos, conjuntamente com instituições como o Estado e a Câmara Municipal. “Eu disse e continuo a dizer: um presidente de Câmara que não esteja atento aos factores de exclusão social não é um bom presidente de Câmara”, sublinhou.

Município homenageou personalidade e colectividades e premiou futuros empresários

Em cumprimento do que vem sendo hábito nas sessões do dia do município, a autarquia procedeu, ontem, à entrega das medalhas de mérito a Júlia da Conceição Fonseca, à Irmandade do Santíssimo Sacramento de Lourosa e à União Desportiva e Tuna Vilafranquense.

Destacando o papel desempenhado pelas duas instituições nas comunidades onde estão inseridas, o presidente da Câmara também não se poupou nos elogios que dirigiu a Júlia Fonseca que se habituou a “a ver passar na rua com grande dinâmica”.

 “Esta medalha não chega para pagar aquilo que a senhora tem feito a Oliveira do Hospital”, referiu Mário Alves, destacando o papel desempenhado por Júlia Fonseca nas áreas do voluntariado e da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

“ A medalha é, apenas, a lembrança de que em Oliveira do Hospital existe gente grata e que sabe apreciar o trabalho dos que tudo fazem para não receber nada em troca”, sustentou Mário Alves.

Aos melhores alunos do concelho, o presidente da Câmara dirigiu palavras de incentivo, entendendo que “daqui a alguns anos serão talentos que poderão dar orgulho a Oliveira do Hospital”.

A sessão, de ontem, ficou ainda marcada pela atribuição do primeiro e segundo prémios a duas ideias de negócio, no âmbito do “Empreender +”. Designadas por “indústria de próteses acetabulares” e Ohphicina das Artes”, as ideias de negócio foram apresentadas por jovens oliveirenses, sendo que a primeira está ligada às intervenções cirúrgicas e a segunda ao ensino da música.

Simões Saraiva despediu-se com desculpas …

Sem deixar de se alongar nas considerações proferidas a propósito de cada um dos homenageados, o presidente da Assembleia Municipal destacou ainda o gesto de Santos Silva para com o município.

“Ficará para todos nós como um farol vivo do que foi esse acontecimento histórico que foi o 25 de Abril”, sublinhou o presidente da Assembleia Municipal quando colocava um ponto final a 25 anos de vida autárquica.

Na hora da despedida, Simões Saraiva dirigiu-se com um pedido de desculpas a “todos aqueles – presidentes de câmara e juntas de freguesia, deputados e munícipes – para com quem, por omissão, por falta de informação e pontinha de irritação possa ter tido uma atitude menos correcta”.

Para o ainda presidente daquele órgão “fica a certeza de que com todos se estabeleceu uma ligação e uma linha de união que se chama amizade”. “Muito obrigado pela maneira como me trataram e perdoem-me se eu, por acaso, fui menos correcto”, rematou.

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