Oliveira do Hospital prepara apoio aos pastores

 

O alerta já tinha sido lançado em reunião da última Assembleia Municipal por João Dinis.

Ainda não está decidido o montante, mas o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital deu ontem como garantida a atribuição de um apoio aos pastores que, por esta, altura se veêm a braços com prejuízos avultados, decorrentes do período de seca que está a afetar o país.

“Proponho que demos um apoio aos nossos pastores”, afirmou ontem José Carlos Alexandrino em reunião pública do executivo, garantindo que a proposta de apoio surgirá na próxima reunião camarária.

O autarca oliveirense alertou para o facto de haver, por esta altura “muitos pastores com grandes dificuldades financeiras”, razão pela qual é importante que se direcione uma apoio aos ovinicultores.

Para o efeito, José Carlos Alexandrino disse já ter reunido com diferentes parceiros e ter em sua posse a listagem de todos os pastores do concelho- cerca de 300- e do número de cabeças, que se aproxima das oito mil.

Um anúncio que mereceu a apreciação do vereador do PSD, Mário Alves, que só lamentou a antecipação do presidente da Câmara nesta matéria. “Eu ia fazer esta proposta na próxima reunião do executivo”, afirmou Mário Alves, aconselhando o seu sucessor na presidência da autarquia a avançar com um a proposta devidamente fundamentada no número de cabeças de gado que existem no concelho.

“Não podemos só pensar em fazer Feira do Queijo”, continuou Mário Alves, notando a importância de o município ajudar a “manter os que de forma abnegada e solidária mantêm a possibilidade de fazer o queijo e de não se perder aquela que é a identidade mais profunda no concelho”.

O apelo de apoio aos produtores pecuários já tinha feito eco na última Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, com o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira a apresentar uma recomendação nesse sentido. João Dinis referia-se em concreto à “situação crítica” que afeta os produtores que, para além, de já se verem a braços com o encarecimento dos fatores de produção, sofrem na pele os efeitos da seca.

“Estão a gastar as reservas da alimentação animal que guardavam para o verão e estão com uma produção de leite e queijo pela metade do que seria normal”, alertou o eleito da CDU, que também denunciou o arrastar das dívidas do Estado para com as organizações de produtores pecuários, colocando em causa o cumprimento do programa de sanidade animal.

Numa recomendação que foi aprovada por unanimidade, João Dinis apelou à intervenção da Câmara Municipal junto do governo para a definição de medidas excecionais de apoio aos agricultores e produtores pecuários. Do mesmo modo, solicitou ao município uma avaliação da situação a nível concelhio, com o objetivo de adoção de medidas municipais concretas de apoio aos produtores, nomeadamente no que respeita à aquisição de alimentação animal.

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